Exposição original itinerante de Andy Warhol nos Centros Porsche

LifeStyle 14 Mar 2016

Exposição original itinerante de Andy Warhol nos Centros Porsche

Durante quatro meses, dez obras originais de Andy Warhol, entre elas algumas das mais conhecidas, como as imagens de Mick Jagger e Jimi Hendrix, a lata das sopas Campbell´s ou a obra a que Warhol deu o título de “Morte de um ídolo da América”, em homenagem a Marilyn Monroe, irão percorrer Espanha e Portugal para uma exposição nos Centros Porsche da Península Ibérica.
 
Para além disso, juntamente com estas serigrafias assinadas pelo Rei da Pop Art, os concessionários Porsche que acolherem esta mostra, terão também dois modelos muito especiais a acompanhar a exposição.
 
Trata-se de um Boxster Spyder e de um 911 Turbo S, ambos integralmente rotulados com obras realizadas na The Factory, o famoso pavilhão obscuro de Nova Iorque que Warhol converteu num luminoso laboratório criativo e que, desde 1963, serviu também como ponto de encontro das grandes celebridades da época: desde músicos, a cineastas e atores, passando por outros artistas plásticos.
 
As dez obras irão viajar nuns “cavaletes” peculiares, desenhados especificamente para este propósito. Estas estruturas são uma réplica gigante da clássica mala metálica da Porsche Design, com dois metros de altura e com um peso de 150 quilos e conta com acabamentos de grande qualidade. Ao abrir esta mala, encontramos uma obra de arte acoplada de cada lado e, no seu interior, um sistema de iluminação autónomo, com as suas próprias baterias.
 
Desta forma, não são necessários cabos ou tomadas possibilitando, por isso, a sua instalação em qualquer parte. A estrutura fica apoiada sobre umas mini-jantes GTS de aperto central. Uma vez a estrutura fechada, os quadros podem ser transportados de forma fácil e segura.
 
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A exposição itinerante de Pop Art vai coincidir com o lançamento do novo Porsche 718 Boxster, que irá começar a ser entregue a partir do próximo dia 30 de Abril. Este modelo de dois lugares descapotável com motor central de quatro cilindros, que recebe boa parte da sua tecnologia do actual vencedor de Le Mans, homenageia os propulsores boxer de quatro cilindros que foram utilizados no Porsche 718 e que tantas corridas venceram nos anos 60.
 
Ferry Porsche, pai do mítico modelo 911 e filho do fundador da marca, Ferdinand Porsche, também pode ser considerado um verdadeiro artista, um visionário que, como ele mesmo
referiu, não encontrava no mercado o deportivo dos seus sonhos… e decidiu construí-lo.
Hoje, o 911 é um ícone do mundo automóvel, com um design intemporal que continua actual mais de cinco décadas depois, apenas com pequenos retoques numa silhueta inconfundível.
 
Como Ferry Porsche, Andy Warhol foi um criador revolucionário na sua época. Começou a destacar-se como designer publicitário, mas foi a sua posterior faceta multidisciplinar de artista plástico, cineasta e produtor musical que o elevou ao nível dessas celebridades que idolatrava nas suas criações. Curiosamente, os automóveis também tiveram um papel relevante nas suas ilustrações e, inclusivamente, chegou a pintar à mão a carroçaria de um veículo de competição, a pedido de um piloto e leiloeiro francês.
 
A exposição itinerante de Pop Art, composta pelas dez serigrafias e os dois Porsche com obras de Warhol, iniciou-se a 2 de março no Centro Porsche Madrid Oeste, de Majadahonda, e segue agora para o Centro Porsche Lisboa, na Avenida Dr. Francisco Luís Gomes, de 16 a 19 de março. Vai ser possível contemplar a exposição em cada concessionário de quarta à tarde, a sábado dessa semana. Estará aberta não apenas aos clientes da marca, mas também a todos os fãs de arte que queiram deslocar-se às instalações Porsche das respectivas cidades.
 
Durante o horário comercial em que as instalações estão abertas, um especialista sobre a colecção Warhol vai igualmente estar presente, à disposição de quem estiver interessado em conhecer os detalhes específicos de cada quadro e da obra em geral do autor. Aos Sábados de manhã encontra um ambiente mais familiar, com um animador para crianças e mesas de jogos para fazer estampagens, de forma que os adultos e os mais pequenos possam desfrutar de igual modo desta exposição.
 
Datas e locais da exposição itinerante Pop Art
• De 2 a 5 de Março: Centro Porsche Madrid Oeste
• De 9 a 12 de Março: Centro Porsche Madrid Norte
• De 16 a 19 de Março: Centro Porsche Lisboa
• De 30 de Março a 2 de Abril: Centro Porsche Vigo
• De 6 a 9 de Abril: Centro Porsche La Coruña
• De 13 a 16 de Abril: Centro Porsche Asturias
• De 20 a 23 de Abril: Centro Porsche Bilbao
• De 27 a 30 de Abril: Centro Porsche Gerona
• De 4 a 7 de Maio: Centro Porsche Barcelona
• De 11 a 14 de Maio: Centro Porsche Alicante
• De 18 a 21 de Maio: Centro Porsche Marbella
• De 25 a 28 de Maio: Centro Porsche Sevilla
• De 8 a 11 de Junho: Centro Porsche Toledo
• De 15 a 18 de Junho: Centro Porsche Murcia
• De 22 a 25 de Junho: Centro Porsche Leiria
• De 29 de Junho a 2 de Julho: Centro Porsche Porto
 
Breve explicação de algumas das obras expostas
 
Campbell´s Green Pea Soup: Desde os anos 60, Warhol tem uma ideia que dá uma reviravolta à sua vida e se repercute de forma decisiva no mundo da arte. Tal como a maioria das ideias geniais, era algo tão simples como representar coisas que todos os americanos viam, desejavam, partilhavam e reconheciam. É nesta altura que nascem as famosas sopas Campbell: primeiro severamente isoladas e depois maravilhosamente multiplicadas.
 
Marilyn: Com o motivo do falecimento de Marilyn Monroe, em agosto de 1962, Warhol decide realizar uma série de obras utilizando uma foto publicitária a preto e branco, reirada de um fotograma da película Niágara de 1953. Marilyn, como ícone do cinema, era para Warhol um código visual que podia decifrar-se numa sintese gráfica: o cabelo ruivo, o olhar melancólico e os lábios sugestivos, eram perfeitos para serem esquematizados em estruturas autónomas, como os lábios de perfil do Bobster.
 
Mick Jagger: No início dos anos 70 desenha para o seu amigo Mick Jagger a capa do LP duplo “Love you Live” e dedica-lhe uma série de obras gráficas com a sua fotografia e com a célebre língua “Rolling Stones Some Girls”. Também nestas séries, Warhol continuou a personalizar as fotografias, alterando-as com imprecisões, contaminações e manchas de cores que transbordavam fora do perímetro de algumas partes do rosto. Nas suas obras ressaltavam os detalhes que considerava determinantes, como as pupilas e a boca. Os olhos eram grandes e brilhantes, marcados com generosas cores de fundo. Em contrapartida, os lábios eram sensuais e lisos, ainda que a cor base saísse fora dos contornos. Os retratos que Jagger mais apreciou foram assinados por ambos.
 
Serie Ladies & Gentleman: Em 1975 realiza-se a série “Ladies & Gentleman”, em que pintava por prazer para desconhecidos, com uma elaboração mais livre, simples, imediata. A maior parte dos indivíduos eram travestis, os quais representava com poses e penteados excêntricos e peculiares. Todos eles estão trabalhados com cores de fundo improváveis e pouco naturais, como o laranja, o lilás, o verde, o vermelho vivo ou o azul magnésio, com simples e nítidos enquadramentos frontais ou de três quartos.

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