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O Lamborghini Miura SV restaurado pela Casa de Sant’Agata Bolognese
No Salão Automóvel de Turim de 1965, a Lamborghini apresentou apenas um chassis rolante com mecânica, tendo sido surpreendida pelas elevadas encomendas que teve, mesmo sem os seus compradores saberem como seria a carroçaria. No Salão de Genebra do ano seguinte, a marca apresentou o derradeiro desenho do automóvel, sob a forma do protótipo Miura P400. O seu traço esteve a cargo de Marcello Gandini, enquanto trabalhava nos estúdios da Bertone. A sua produção perduraria até 1973, com 764 exemplares construídos, altura em que foi substituído pelo Countach.
A primeira versão de produção do Miura era a P400 – de Posteriore 4 litri – equipado com o motor V12 de 3,9 litros de cilindrada, o mesmo utilizado pelo 400GT da época, desenvolvendo 350cv. Em Novembro de 1968, surge o Miura P400 S, também conhecido por Miura S, com várias comodidades adicionadas ao automóvel, assim como vários apontamentos diferentes e alterações na mecânica, produzindo agora 370cv.
Em 1971 aparece a última evolução do Miura de produção, sob a forma do Miura P400 SV, ou apenas Miura SV, com alterações na mecânica, como a adição de quatro carburadores Weber maiores de triplo corpo, desenvolvendo agora 385cv de potência às 7850rpm e um binário de 400Nm às 5750rpm. O Miura SV diferencia-se dos restantes pela ausência das “pestanas” nos faróis, guarda-lamas traseiros mais largos de forma a acomodar as jantes maiores, secção frontal do chassis reforçada, suspensão traseira recalibrada e farolins traseiros diferentes. No total, foram produzidos apenas 150 exemplares do Miura SV.
No artigo de hoje encontramos precisamente um Miura SV de 1972 que passou os últimos três anos a ser completamente restaurado pela própria Lamborghini, sendo, posteriormente, certificado pelo Polo Storico da marca. A apresentação do resultado final aconteceu no Anantara Concorso Roma, que aconteceu nos passados dias 16 a 19 de Abril no centro histórico de Roma, em Itália.
Um pormenor curioso neste Miura é a sua cor castanha, com o nome Luci del Bosco, e que foi um dos elementos que mais atenção teve durante o restauro, uma vez que esta mesma cor evoluiu ao longo dos anos e a Lamborghini teve de encontrar o tom correcto de 1972 para repintar o automóvel.
O trabalho fabuloso neste Miura não é restrito apenas ao exterior, uma vez que o interior também recebeu toda a atenção na sua pele de cor Senape, com vários elementos corrigidos, estando assim de volta ao original como quando saiu da fábrica em 1972.
Como é óbvio, a mecânica também foi completamente revista, num restauro de três anos que conferiu a esta unidade todo o seu esplendor original.



