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O Williams FW20 pilotado por Jacques Villeneuve em três Grande Prémios
A Williams Grand Prix Engineering Limited foi fundada por Frank Williams e Patrick Head em 1977, inicialmente utilizando chassis March, passando para chassis próprios como construtor no ano seguinte. A Williams é uma de apenas cinco equipas a vencer 100 Grande Prémios, juntamente com a Ferrari, McLaren, Mercedes e Red Bull. Entre 1980 e 1997 a Williams venceu nove campeonatos de construtores, sendo a equipa com maior número de vitória até a Ferrari vencer o campeonato em 2000.
Para o Campeonato de Fórmula 1 de 1998, a Williams concebeu o FW20 que foi conduzido por Jacques Villeneuve, campeão no ano anterior pela Williams, e Heinz-Harald Frentzen. Este ano ficou marcado pela saída de Adrian Newey para a McLaren e o término do fornecimento de motores por parte da Renault.
Assim, o desenho do FW20 era praticamente igual ao anterior FW19, com pequenas alterações impostas pelos regulamentos. A decoração também foi alterada, uma vez que a Rothmans passou a patrocinar através da Winfield, utilizando o emblema do canguru nos países onde era proibida a publicidade de empresas de tabaco.
O motor V10 passou a ser produzido pela Mecachrome, mas era na essência o mesmo Renault GC37/01 do ano anterior, capaz de 775cv às 15.600rpm. Acoplado ao motor está uma caixa sequencial de seis velocidades produzida pela própria Williams.
O Williams FW20 não ficou conhecido pelos seus resultados, uma vez que o seu desenho conservador fez com que não fosse competitivo. Dessa forma 1998 ficou marcado pela primeira vez desde 1988, sem uma vitória para a Williams. Villeneuve apenas conseguiu dois terceiros lugares, no Grande Prémio da Alemanha e no da Hungria, e Frentzen conseguiu outro terceiro lugar no primeiro Grande Prémio, o da Austrália. No final da temporada, a Williams terminou no terceiro lugar dos construtores.
Presente neste artigo está o FW20 com o chassis 03, utilizado por Jacques Villeneuve em três grande Prémios, terminando em quinto na Austrália e em quarto em San Marino, desistindo na Argentina. Posteriormente, este chassis ficou como automóvel de reserva e de testes, sendo utilizado por Juan Pablo Montoya, Heinz-Harald Frentzen, Alex Zanardi e Max Wilson.
Após terminar a sua época competitiva, este FW20 permaneceu na Williams, tendo integrado a colecção Williams Heritage onde permaneceu até aos passados dias 4 e 5 de Fevereiro de 2025, altura em que foi levado a leilão, através de um evento organizado pela RM Sotheby’s em Paris, sendo vendido por 218.500 euros.



