Os AMG nipónicos que não são da Mercedes-Benz

Arquivos 15 Fev 2024

Os AMG nipónicos que não são da Mercedes-Benz

Por Tiago Nova

A AMG, que significa Aufrecht, Melcher e Großaspach, sendo que os dois primeiros nomes são os sobrenomes dos fundadores Hans Werner Aufrecht e Erhard Melcher, e a última palavra é a terra natal de Aufrecht, é agora subsidiária de alta performance da Mercedes-Benz, sendo conhecida por Mercedes-AMG, no entanto, foi durante muitos anos uma preparadora independente.

O seu foco primordial sempre foram os automóveis da Mercedes-Benz, inicialmente com o desenvolvimento de automóveis para competição e, posteriormente, iniciou a venda de automóveis de estrada com as alterações implementadas na competição. Ao longo da sua história, a AMG não preparou só automóveis da Mercedes-Benz, como é exemplo os dois Mitsubishi que tiveram “uma mão” da preparadora alemã, numa altura em que a marca japonesa procurava corresponder à elevada procura por berlinas potentes no mercado interno.

O primeiro modelo da Mitsubishi a receber o “tratamento” da AMG foi a segunda geração do Debonair, em 1986, que apenas se destinava ao aspecto exterior. Havia duas opções do modelo AMG, o normal ou Debonair V 150 AMG, que era o modelo longo, com mais 150mm de distância entre eixos, lançado em 1990. A equipar os Debonair V3000 Royal AMG estava o motor V6 4G72 de 3,0 litros de cilindrada capaz de 167cv, acoplado a uma caixa automática de quatro velocidades, que dava potência às rodas da frente. No total, terão sido produzidos cerca de 1500 unidades.


O segundo modelo a receber o tratamento AMG foi o Mitsubishi Galant em 1989, com base na versão GTi-16v. O motor 4G63 de 2,0 litros de cilindrada aumentou ligeiramente a potência para os 170cv às 6.750rpm e 192Nm de binário, graças a uma nova árvore de cames, pistões mais leves, molas das válvulas em titânio, escape menos restrito, reprogramação electrónica e uma admissão melhorada. A potência era enviada para as rodas da frente, através de uma caixa de cinco velocidades manuais mais curta e com um autoblocante. As suspensões e travagem também foram melhorados, para tornar a condução melhor. Além disso, vinha equipado com um kit estético exclusivo, assim como as jantes e o interior único.

Também no Galant haviam duas opções da AMG, o Galant AMG Type I e o Galant AMG Type II que apareceu depois. No total, pensa-se que não terão sido produzidas mais de 500 unidades.

Ambos os modelos da Mitsubishi modificados pela AMG foram vendidos em exclusivo no Japão, sendo hoje automóveis bastante raros, tanto no seu país de origem, como no resto do mundo, devido às poucas unidades exportadas.

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