Encontrado na Tasmânia o protótipo de desenvolvimento do Ferrari 400i

Clássicos 06 Jan 2024

Encontrado na Tasmânia o protótipo de desenvolvimento do Ferrari 400i

O Ferrari 365 GT4 2+2 marcou uma nova era na Ferrari, com um desenho bastante revolucionário para a época, algo que não foi do agrado de todos os aficcionados da marca italiana. O desenho esteve a cargo de Leonardo Fioravanti, dos estúdios Pininfarina, o mesmo que desenhou o belo 365 GTB/4.


Foi lançado em 1972, para substituir o Ferrari 365 GT 2+2 e o 365 GTC/4, sendo que utiliza um chassis tubular com base neste último, mas com uma distância entre eixos maior. As carroçarias eram produzidas na Pininfarina em aço e enviadas para Modena onde eram montadas nos chassis, com a particularidade de o chão ser produzido em fibra de vidro, para diminuir o peso e baixar o centro de gravidade do automóvel. A linha deste modelo continuou durante mais alguns anos, passando para 400 e 400i e, por fim, 412, terminando a produção em 1989 com um total de 2907 unidades construídas.


Tal como era apanágio na época na marca italiana, a designação do modelo referia a cilindrada unitária do motor, sendo no 365 GT4 2+2 o Colombo Tipo F101AC um V12 de 4,4 litros de cilindrada, seis carburadores Weber 38 DCOE 59/60, quatro árvores de cames e 24 válvulas, para desenvolver uma potência de 340cv às 6200rpm. Acoplado ao motor está uma caixa manual de cinco velocidades, que envia a potência para as rodas traseiras através de um diferencial autoblocante. A suspensão era de triângulos sobrepostos nas quatro rodas, com ajuste hidráulico da altura na traseira.


No Ferrari 400n encontramos o motor Colombo V12 Tipo F 101 D, de 4,8L de cilindrada, com duas árvores de cames em cada bancada de cilindros e 24 válvulas. Na versão 400i os carburadores Weber foram substituídos por injecção mecânica Bosch K-Jetronic, desenvolvendo 310cv. Em 1982, as árvores de cames e os colectores de escape foram alterados, para a potência aumentar para os 315cv. Acoplado ao motor estava uma caixa manual de cinco velocidades, ou uma automática de três velocidades GM THM400, a primeira vez em que um Ferrari era disponibilizado com caixa automática.


Presente neste artigo está um automóvel que nasceu como Ferrari 365 GT4 2+2 em 1975, finalizado na cor Argento Metallizzato e interior Beige, mas que, ao invés de seguir para venda, permaneceu na Ferrari para teste e desenvolvimento das futuras versões. Foi equipado com o motor do Ferrari 400 para testes e, posteriormente, com as alterações referentes ao 400i. Segundo consta chegou a ser conduzido por Niki Lauda durante um teste. Como curiosidade, o motor colocado neste automóvel aquando da transformação no Ferrari 400 é o número 00001, o que indica ser o primeiro motor construído e que ainda permanece no automóvel.


Este protótipo com o chassis número 18415 apenas seria registado em Março de 1980 e vendido ao primeiro proprietário privado no mês seguinte. Passou por diversos donos, até que em 2002 foi exportado de Itália, sem ser conhecido o seu paradeiro durante 15 anos. Foi descoberto na Tasmânia, na Austrália, em 2020 e adquirido pelo actual proprietário, que o manteve tal como o encontrou.


Vai a leilão no próximo dia 31 de Janeiro, num evento levado a cabo pela RM Sotheby’s em Paris. O seu valor estimado de venda situa-se entre os 60 e os 80 mil euros.


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