Citroën GS Birotor: A segunda tentativa de lançar um automóvel com motor Wankel

Arquivos 19 Out 2023

Citroën GS Birotor: A segunda tentativa de lançar um automóvel com motor Wankel

Por Tiago Nova

O Citroën GS esteve em produção de 1970 a 1986, com uma actualização pelo meio, em 1979, passando a denominar-se GSA. Durante esse período quase 2,5 milhões de unidades foram vendidas e foi eleito Carro do Ano de 1971, por ser tecnologicamente avançado no que respeita ao conforto, segurança e aerodinâmica. Várias versões existiram, como o Special e o Club, a versão de luxo Pallas e as versões desportivas X, X2 e X3, com motores de quatro cilindros boxer de 1,0, 1,1, 1,2 e 1,3L de cilindrada. Mas a versão mais rara e mais diferente era em dúvida o GS Birotor, equipado com um motor rotativo Wankel.

A Citroën já levava alguns anos no desenvolvimento dos motores Wankel, com a cooperação com a marca germânica NSU, dando origem à Comotor, para a produção desse tipo de motores. Antes do GS Birotor, a Citroën já tinha lançado uma série de veículos experimentais, o M35, com base no Ami 8, produzido na Heuliez de 1969 a 1971, em 267 exemplares. Como o projecto não avançou, a Citroën ficou com a maior parte dos M35 para serem destruídos, mas felizmente, alguns foram salvos.

O GS Birotor, lançado em 1973, era uma versão melhorada do M35, com um motor de dois rotores, ao invés de um único e montados numa posição transversal, já pronta para ser vendida ao público. Também conhecido por Citroën GZ, o motor Comotor 624 de dois rotores de 497,5 cc cada, perfazendo uma cilindrada de 995 cc, desenvolve 107 cv. Acoplado ao motor está uma caixa semiautomática C-Matic de três velocidades.  Com este motor o GS chega aos 100 km/h em 13 segundos e atinge os 175 km/h de velocidade máxima.


Estava equipado com suspensão hidropneumática, para um maior conforto, discos de travão nas quatro rodas, sendo ventilados na frente, jantes diferentes de 14” e de cinco furos, ao invés dos três do GS tradicional. O interior era muito mais luxuoso e o exterior tem os guarda-lamas da frente mais alargados, para dar um ar mais agressivo e estava disponível em cor castanha, bege ou, em raras excepções, de dois tons.

Um dos grandes problemas do GS Birotor é que custava o mesmo que o topo do DS, o DS23EFI, e 70% mais que o GS tradicional. Outro problema, foi a altura do lançamento, Outubro de 1973, data exacta onde se iniciou a Crise do Petróleo e, por esse motivo, as vendas foram muito baixas, somente 847 unidades foram produzidas até 1975. Com as vendas muito desapontantes, a Citroën, como vem sendo política da marca, tentou adquirir o máximo de GS Birotor possíveis, para os desmantelar, pois assim não teria de suportar os custos de produção de peças. Felizmente, nem todos tiveram esse destino, não se sabendo ao certo quantos sobreviveram.


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