VW Kübelwagen vs Willys-Overland em destaque na Topos & Clássicos

Clássicos 12 Set 2023

VW Kübelwagen vs Willys-Overland em destaque na Topos & Clássicos

A nova edição de Setembro e Outubro da Topos & Clássicos está prestes a chegar às bancas e conta, entre outros, com um imperdível duelo entre o VW Kübelwagen e o Willys-Overland 1/4 Ton do Museu do Caramulo.

A Volkswagen teve na sua génese o modelo KdF-Wagen (veículo da Força pela Alegria), apresentado em 1938 pelo governo alemão, e que depois do final da Segunda Guerra Mundial ficaria conhecido como “Carocha”. Com o início da Segunda Guerra Mundial, o popular KdF-Wagen foi adaptado por Ferdinand Porsche às necessidades do exército, enquanto a sua mecânica era utilizada para gerar dois veículos todo-o-terreno que ficavam para a história como os primeiros da Volkswagen: o Kübelwagen e o Schwimmwagen.

Utilizando o motor de quatro cilindros opostos do KdF-Wagen, juntamente com o chassis e suspensão por barras de torção, o Kübelwagen foi desenvolvido por Ferdinand Porsche como um modelo de apoio táctico e transporte militar largamente utilizado pelas forças alemãs no combate no Norte de África e na campanha da frente Russa. Embora fosse conhecido internamente como Typ 82, rapidamente ganhou a alcunha de kübel-wagen, que significa “Carro com assentos tipo balde”, pela sua forma.


Do outro lado do Atlântico, no início de 1940, o governo dos Estados Unidos da América começou a tomar consciência do perigo crescente que representava o avanço do III Reich de Hitler. A Europa dava sinais de fraqueza e a América encetava os preparativos para qualquer eventualidade. A máquina de guerra era posta em movimento pela primeira vez. Uma das principais carências americanas era ao nível de veículos ligeiros, equipados para o campo de batalha. Com apenas 30.000 viaturas contabilizadas, o exército estava gravemente submotorizado. Em relação aos veículos de quatro rodas motrizes, o cenário era ainda mais grave.

Em Junho de 1940, William Beasley, presidente da Comissão Técnica do Estado-Maior, esboçou um caderno de encargos para o desenvolvimento de um novo veículo de quatro rodas motrizes, na categoria de ¼ de tonelada para equipar o exército. A distância ao solo deveria ser no mínimo de 16 cm, enquanto o comprimento máximo da carroçaria teria que respeitar o limite dos 2032 mm. A carga útil seria no mínimo de 272 kg (o equivalente a três homens e uma metralhadora), e o peso total do veículo deveria situar-se na casa dos 590 kg.

A Ford respondeu com o protótipo Pygmy, responsável pela forma de carroçaria a ser posteriormente adoptada nos Willys MB, de chassis robusto e faróis integrados. No entanto, o Willys Quad, outro protótipo norte-americano, apresentou um trunfo imbatível. Apelidado de Go Devil, o pequeno motor de 2,2 litros de capacidade era uma evolução do Whippet dos anos 20, com uma performance bastante melhor que o motor da Ford, derivado do tractor 9N Ferguson. A empresa Americana Willys-Overland conseguia assim assegurar o fabrico dos veículos todo-o-terreno para o exército, recorrendo a uma fórmula bem conhecida: um motor de quatro cilindros, com 60cv de potência, montado à frente em posição longitudinal e mantendo o peso do conjunto nos 1054 kg, o que permitia atingir cerca de 105 km/h de velocidade máxima, para um consumo entre os 12 e os 15 litros por cada 100 km percorridos.





Em destaque no número 261 da Topos & Clássicos temos ainda o ensaio que comemora os 75 anos do Citroën 2CV, com as versões AZU e Charleston, e ainda reportagens exclusivas do Goodwood Festival of Speed e de Le Mans Classic, entre muitos outros.

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Fotografia: Rui Reis

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