Lamborghini Diablo é o mais recente restomod da Eccentrica

Clássicos 17 Jul 2023

Lamborghini Diablo é o mais recente restomod da Eccentrica

O Lamborghini Diablo foi o modelo que teve a difícil tarefa de substituir o icónico Countach em 1990, e fica para a história por ser o primeiro Lamborghini capaz de ultrapassar os 320km/h. O Diablo iniciou o seu desenvolvimento a meio da aquisição da marca italiana pela Chrysler e, apesar de Marcelo Gandini ter elaborado o desenho original, foi Tom Gale da Chrsyler que o alterou para a produção. Gandini ficou tão desapontado que, posteriormente, lançou o seu desenho original na forma do Cizeta V16T.


Até a produção do Diablo terminar, em 2001, com 2.884 unidades fabricadas, o modelo teve duas séries. A primeira foi produzida até 1999, apesar de haver um facelift nesse mesmo ano, onde o Diablo perdeu os faróis escamoteáveis e substituiu-os pelos mesmos faróis do Nissan 300ZX, e a segunda, entre 2000 e 2001, com o desenho elaborado por Luc Donckerwolk, já com a Lamborghini sob a alçada da Audi.


Ao nível mecânico, o Diablo esteve sempre equipado com motores V12, com cilindradas de 5,7L e de 6,0L nos últimos modelos. Acoplado ao motor, esteve sempre uma caixa manual de cinco velocidades, que podia enviar a potência para as rodas traseiras, ou para as quatro rodas nos Diablo VT.


Agora, a Eccentrica Cars decidiu “pegar” no conceito original do Diablo e trazê-lo para a actualidade com um restomod. A Eccentrica Cars é propriedade de Emanuel Colombini, um industrial que se dedica à produção de móveis em madeira, e é também piloto do Super Trofeo Lamborghini.


Obviamente que o trabalho não foi realizado apenas por Emanuel, uma vez que o desenho foi elaborado pela BorromeodeSilva, os mesmos que produziram os restomods com base no Lancia Delta da Automobili Amos, e o Porsche 928 da Nardone. Além desta, teve também a ajuda da Brembo para a travagem, da Capristo para o sistema de escape, da Alcantara para o interior, e da Marantz para o sistema de som.


A carroçaria é totalmente nova, mas houve o cuidado de não descurar o desenho original de Marcelo Gandini, com a adição de alguns elementos mais actuais, como é o caso da iluminação, das entradas de ar para o motor.


O interior foi todo forrado em alcantara e fibra de carbono. O tablier é até mais retro que o original, e tem um painel de instrumentos totalmente digital, mas com tecnologia a replicar 8-bit para parecer mais analógico.


O motor V12 de 5,7L de cilindrada recebeu novas válvulas e árvores de cames, e a potência foi aumentada para os 550cv às 7.000rpm e 600Nm de binário, podendo atingir os 335km/h de velocidade máxima. O chassis tubular foi reforçado e para travar este Diablo estão pinças de seis êmbolos na frente com discos de 380mm.


A presentação pública ocorreu no Goodwood Festival of Speed e a Eccentrica planeia a produção de apenas 19 exemplares com um preço a rondar os 1,2 milhões de euros. A produção de cada exemplar tem uma duração de 18 meses.


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