<strong>Este é o único Triumph Stag Fastback sobrevivente até aos nossos dias</strong>

Clássicos 19 Mai 2023

Este é o único Triumph Stag Fastback sobrevivente até aos nossos dias

O Triumph Stag foi um automóvel único no seu segmento, pois não havia nenhum concorrente directo. O seu desenvolvimento iniciou-se em 1964 e, após vários adiamentos, foi finalmente lançado em 1970. O Stag representa um tipo de automóvel moderno e inovador, com quatro lugares numa configuração 2+2 e com barra de protecção conectada ao para-brisas, fazendo com que tivesse um T-top. A Triumph já era conhecida por produzir excelentes desportivos e o Stag seguiu esse caminho, sendo uma mistura de uma berlina e um descapotável. Poderia-se constatar que, o Stag ficaria no meio dos desportivos da Leyland, entre o MGB e o Jaguar E-Type. O seu desenho esteve a cargo do italiano Giovanni Michelotti.


Este automóvel era apontado como sendo um sucesso de vendas, as próprias revistas da especialidade adoraram o Stag, mas as vendas mostraram-se desapontantes, mesmo estando à venda no mercado norte americano. Isto deveu-se muito pela falta de desenvolvimento do automóvel, por parte da Triumph e por algumas falhas de concepção. Em 1977 acabou por ser descontinuado, com um total de 25.939 unidades produzidas, sem sucessor.


O Stag só estava disponível com motor V8 da Triumph, também ele único, pois não era montado em mais nenhum automóvel e foi o primeiro V8 produzido pela Triumph e também o primeiro do género produzido no Reino Unido, visto que o motor Rover V8 tinha origem num motor Buick. Inicialmente, a ideia seria utilizar o motor V8 OHC de 2,5 litros de cilindrada, com injecção de combustível, mas, em 1968, já sob a supervisão de Spen King o motor foi alargado para os 3,0L, com bloco em ferro fundido e cabeças em alumínio. Como o mercado americano era um objectivo fundamental, a necessidade de cumprir com as emissões de poluentes fez com que a injecção de gasolina fosse substituída por dois carburadores Zenith-Stromberg 175 CDSE. Está equipado com duas válvulas por cilindro, 16 no total, operadas por uma árvore de cames em cada cabeça. O motor produz 145cv às 5.500 rpm e 230 Nm às 3.500 rpm. Acoplado ao motor poderia estar uma caixa manual de quatro velocidades, com ou sem overdrive, ou então uma caixa automática de três relações.


Além do tejadilho de lona, poderia vir equipado com um hard top, na cor na carroçaria e com desembaciador do vidro traseiro, fazendo com que se pareça com um coupé. No entanto, a Triumph chegou mesmo a desenvolver a versão fechada, designada de Stag Fastback, mas a sua produção nunca avançou, devido ao conflito de mercado com o Jaguar XJ-S, e apenas três protótipos foram construídos.


Dos três exemplares contruídos, dois foram destruídos na época e apenas um sobreviveu, que era o que mais estava perto do modelo de produção. Esse é o exemplar presente neste artigo com o chassis X 815. Na época não estava terminado, mas foi colocado “a um canto” na fábrica e aos poucos foi montado pelos funcionários da Triumph, sendo terminado em Março de 1971. Quando terminado foi registado para utilização na via pública e utilizado como automóvel pessoal de um dos directores da British Leyland. Vários anos depois foi encontrado pelo coleccionador Alan Hart que o restaurou por completo, processo terminado em 1989.


Felizmente sobreviveu até aos nossos dias e, no passado dia 16 de Abril, foi levado a leilão, através da Bonhams no Goodwood Members’ Meeting, sendo vendido por pouco mais de 60 mil euros.


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