Dez superdesportivos com pouco ou nenhum sucesso

Clássicos 22 Abr 2023

Dez superdesportivos com pouco ou nenhum sucesso

Os superdesportivos são automóveis únicos, que necessitam de um grande investimento e concepção para terem sucesso, perante os seus rivais. No entanto, é um mercado de nicho, muito restrito e com poucas vendas, o que faz com que os fabricantes tenham de destacar os seus automóveis de alguma forma.

De entre os fabricantes de maior renome, como a Ferrari, Porsche ou a Bugatti, ao longo da história foram aparecendo outros mais pequenos e destinados somente a este tipo de automóveis. Se há várias histórias de sucesso, como a Pagani e a Koenigsegg, na sua maioria estes pequenos fabricantes tendem a durar pouco tempo. Seguem-se dez exemplos de automóveis superdesportivos que, por algum motivo, não tiveram sucesso e hoje são praticamente esquecidos.


Cizeta V16T


Desenhado por Marcello Gandini, este vai buscar elementos ao Lamborghini Diablo e ao Ferrari Testarossa. Foi desenvolvido por Claudio Zampolli e um grupo de antigos trabalhadores da Lamborghini. Está equipado com um motor V16, que é a junção de dois motores V8 do Lamborghini Urraco, com 6,0L de cilindrada e desenvolve 540cv. Bastante pesado e largo, o Cizeta poderia chegar às 8500rpm e aos 320km/h de velocidade máxima. Lançado em 1991, a economia estava em quebra, refletindo-se nas vendas, com apenas 12 unidades produzidas até 1995. Este automóvel poderá ser ainda lembrado, devido ao seu aparecimento no videojogo Gran Turismo.


Consulier GTP


O Consulier GTP foi desenvolvido por Warren Mosler, que posteriormente fundou a Mosler, com o objectivo de ultrapassar qualquer automóvel de estrada até então produzido. Equipado com um motor Chrysler turbo de 2,2 litros, Warren dava um prémio no valor de 25.000 dólares a quem batesse o seu tempo em qualquer circuito dos EUA. Obviamente que foi logo batido pela Car and Driver num Chevrolet Corvette. Posteriormente, outros motores foram montados, todos na configuração V8 de 5,7 e 6,3 litros de cilindrada. O seu design fez afastar vários comprados e o sucesso foi escasso, com apenas 60 a 100 exemplares construídos. De 1985 a 1993 foi vendido como Consulier GTP, mas após a fundação da Mosler, passou a ser vendido como Mosler Intruder e Raptor até 2000, quando foi substituído pelo MT900.


Dome Zero


O Dome Zero é um automóvel nipónico, construído pelo especialista em chassis de competição Dome. Equipado com o motor Nissan L28 de 2,8 litros de cilindrada e 145cv, o seu objectivo era levar o automóvel a competir nas 24h de Le Mans, mas a sua homologação não foi fácil. Desenvolvido em 1975 e apresentado no Salão de Genebra de 1978, onde foi estrela, este seria o primeiro automóvel de estrada da Dome, mas devido à não aprovação para circular na via pública no Japão, o fabricante acabou por cancelar o projecto, após terem sido produzidos dois protótipos. Apesar de pouco notório na história, ficaria imortalizado na série de videojogos Gran Turismo.


Ikenga GT


Apesar do nome estranho, este automóvel contruído pela Williams & Pritchard, com base num chassis do McLaren Mk.I, era o sonho de criança de David Gittens. De origem americana e nigeriana, ele chegou a Londres, em 1964, para desenvolver um superdesportivo que fosse referência na sua categoria, elaborado em conjunto com o engenheiro de competição Ken Sheppard. O resultado foi apresentado em 1968, com um motor V8 de um Chevrolet Camaro, de 6,5 litros de cilindrada e 325cv. Um elemento que saltou logo à vista, foi o seu volante quadrangular, assim como a entrada para o interior pela a abertura de todo o tejadilho e da sua velocidade máxima de 260km/h. Infelizmente, os planos para a produção foram por “água abaixo” quando os investidores se puseram de fora e apenas três protótipos foram construídos.


Lotec Sirius


A empresa alemã Lotec teve muito sucesso na produção de automóveis de competição para o Grupo C, durante os anos 80. Nos anos 90, através de um magnata Árabe do petróleo, produziu o seu primeiro automóvel de estrada, o C1000. Possivelmente inspirada por esse feito, em 2000 decidiram avançar com um projecto para a produção de um superdesportivo, o Sirius, apresentado em 2004. Construído com uma carroçaria em fibra de carbono e equipado com um motor V12 da Mercedes-Benz de 6.0 litros de cilindrada, capaz de debitar 1200cv e atingir os 400km/h. O modelo foi redesenhado em 2009, mas segundo consta nunca nenhum exemplar foi vendido.


Mega Track


Se os automóveis versáteis estão neste momento na moda, então a Aixam-Mega estava muito à frente do seu tempo, quando desenvolveu o Track. A conhecida construtora de microcarros, concebeu um superdesportivo com um motor V12 da Mercedes-Benz, com 394cv. Mas este automóvel não se resumia só ao motor, já que estava equipado com uma suspensão que se elevava, podendo este fazer incursões fora de estrada. Infelizmente, a produção terminou após a construção de apenas cinco exemplares em 1993.


MTX Tatra V8


Este superdesportivo vem de um país com pouca história no segmento, a Républica Checa. Foi construído pela MTX em conjunto com a Tatra e está equipado com um motor V8 arrefecido a ar, retirado do Tatra 623, de 3,9 litro de cilindrada, desenvolvendo 306cv. Tem ainda portas de abertura vertical e faróis escamoteáveis, algo típico dos automóveis da época. Apesar de a produção do automóvel se iniciar com bastante vigor, cerca de 200 encomendas foram feitas na altura da apresentação em 1991, um incêndio na fábrica destruiu por completo toda a preparação da produção e, assim, terminou a história do automóvel checo mais rápido, com apenas quatro exemplares construídos.


Panther Solo 2


O Solo 2 tinha todo o potencial para vingar no mercado dos superdesportivo, com uma carroçaria construída em materiais compósitos, uma aerodinâmica excepcional, motor central e tracção integral, parecia ter um bom caminho pela frente. Após vários adiamentos, o automóvel acabou por ser lançado um pouco tarde. Equipado com o mesmo motor do Sierra Cosworth e a tracção integral do Sierra XR4x4, o motor não era muito potente para a categoria, no entanto, tinha uma condução acima da média. Apesar dos planos para a produção de 100 automóveis, somente cerca de 12 a 25 foram produzidos entre 1989 e 1990.


Spectre R42


O Spectre R42 foi criado pela GT Developments inicialmente como GTD R42, conhecidos pelas suas réplicas do Ford GT40. Equipado com o motor V8 Ford Modular, de 4,6 litros de cilindrada e 350cv o seu chassis monocoque construído em alumínio foi inspirado nos Grupo C. A empresa indicava que o R42 poderia atingir os 281km/h. Devido ao elevado custo para iniciar a produção do automóvel, a empresa acabou por entrar em falência. Ainda assim, conseguiu um segundo suspiro, quando a empresa foi reorganizada e o automóvel passou a designar-se Spectre R42. Mas, devido ao seu elevado preço, apenas 23 foram produzidos de 1995 a 1998.


Vector W8


O Vector W8 foi apresentado em 1977, mas somente 14 anos mais tarde é que foi lançado. Equipado com um motor V8 de origem Chevrolet, com 5,9 litros de cilindrada e sistema twin-turbo, debitava uma potência de 625cv, acoplado a uma caixa automática de três velocidades. O mais fascinante era a velocidade máxima, de 350km/h. Apesar do seu design estranho, no mínimo, era um automóvel muito à frente do seu tempo, com bastante tecnologia de ponta para a época, inspirada na aviação. Somente 22 exemplares foram construídos de 1989 a 1993.

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