O caminho para a F1: Tony Settember

Arquivos 14 Mar 2023

O caminho para a F1: Tony Settember

Por Pedro Branco

Veterano da II Guerra Mundial nas Filipinas, onde nasceu, Tony Settember começou a correr na cena de sportscars da costa oeste americana, estreando-se em 1954 com um Jaguar XK120 em Torrey Pines, passando logo no ano a seguir para um MG. Em 1956 abre um concessionário Mercedes-Benz na cidade californiana de Ontario e passa a usar um 300 SL nas suas participações. O carro alemão dará lugar um Corvette patrocinado por Jack Young em 1958, que usou até 1960, altura em que a sua vida desportiva começa a ganhar um rumo diferente.

Tudo isto porque vai a Inglaterra e conhece o jovem multimilionário, também americano, Hugh Powell. Lá descobrem um sportscar artesanal que prometia, mas a que faltavam alguns elementos, sendo um deles o motor… Settember, a conselho de Briggs Cunningham, falou com Lucky Casner (o fundador da Camoradi) que o meteu em contacto com a Maserati, que forneceu uma unidade de 2.000cc. Assim nascia o WRE, que Settember levou ao GP de Nápoles de 1959, ganhando à forte concorrência italiana. O futuro do carro a não teria grande avanço, pois entretanto a Maserati desenvolveu o Tipo 61, carro ainda mais competitivo que o seu “primo” inglês. Mas o mais importante desta aventura foi a ligação a Powell, que viria a financiar as seguintes aventuras de Settember. Tal não se resumiu somente às participações conjuntas nas provas americanas em 1961, mas, sobretudo, à constituição da Scuderia Scirocco, que seria sobretudo para o assalto à Europa. O Corvette da foto foi comprado por Powell e enviado para Europa, com o depósito de gasolina construído pela Maserati (sic), com Settember e John Turner a alinharem com ele nas 24 Horas de Le Mans de 1962.

Mas a jogada mais audaz desta “demarche” americana foi a entrada na F1, com o recurso a um Emeryson. Paul Emery tinha a fama de inovar em demasia na concepção dos seus carros o que juntando a um puto americano cheio de dinheiro, acabou dando azo a uma série de fricções. Nos entretantos, Tony Settember acabaria por se estrear no Mundial de F1 com um desses carros no GP da Grã-Bretanha de 1962, algo desconfortavelmente, pois era demasiado alto para ficar à vontade no carro…

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