O último Dino 206 S produzido

Competição 08 Mar 2023

O último Dino 206 S produzido

Entre 1966 e 1967 a Ferrari produziu, sob a marca Dino, o protótipo de competição 206 S. A sua ideia inicial era a produção de 50 exemplares, para assim ser homologado em Grupo 4 e combater com a Porsche na classe até 2,0L, no entanto, apenas 18 exemplares foram construídos, um deles convertido a partir de um 166 P, e o 206 S passou a integrar a categoria de Protótipo. O 206 S foi o último automóvel de competição produzido sob a marca Dino e também o mais produzido, tendo sido antecedido pelo 166 P e 206 SP.


O Dino 206 S foi desenhado por Piero Drogo na Carrozzeria Sports Cars com um desenho muito idêntico aos seus irmãos maiores. Desses, 13 estavam equipados com carroçaria Spyder com um rollbar atrás do condutor, enquanto que três exemplares foram terminados com carroçaria fechada berlinetta.


O motor que equipa o Dino 206 S é V6 com 2,0L de cilindrada, duas árvores de cames em cada cabeça, câmaras de combustão inspiradas nos motores de Fórmula 1 e três carburadores Weber 40DCN15, no entanto, alguns receberam injecção indirecta Lucas. A potência desenvolvida pelo motor Tipo 227 situa-se nos 220cv às 9.000rpm, passando a 255cv no Tipo 231L e, por fim, 270cv no Tipo 233, capaz de locomover o Dino 206 S até aos 270km/h de velocidade máxima. Acoplado ao motor está uma caixa manual de cinco velocidades sem sincronização com embraiagem de duplo disco. O peso cifrava-se nos 654kg com depósito cheio e pronto a competir.


Apesar da sua baixa cilindrada, o 206 S provou ser um automóvel de sucesso com várias vitórias e pódios conquistados nos mais variados campeonatos.


Presente neste artigo está o último Dino 206 S produzido, com o chassis número 032, que foi equipado com o motor Tipo 233, a última evolução do Dino V6, onde apenas dois exemplares receberam este motor.


Foi vendido novo a Corrado Ferlaino, conhecido dono do clube Napoli, e competiu no Campeonato Italiano de Montanha em 1967. Em 1979 passou a integrar a colecção do francês Pierre Bardinon, vendido algures nos anos 80 a Jacques Setton. Passou por diversos proprietários até ser adquirido por um coleccionador americano que o submeteu a um profundo restauro pela Ferrari Classiche em 2014, sendo um dos, se não mesmo o melhor Dino 206 S preservado.


No passado dia 17 de Fevereiro foi levado a leilão, através de um evento fechado organizado pela RM Sotheby’s, em Pompano Beach, na Flórida. Não se sabe por quanto foi fechado o negócio, mas tendo em conta que estes exemplares costumam ser vendidos por mais de dois milhões de euros, este poderá ter arrecadado um valor mais alto.


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