A carreira desportiva de sucesso de um Aston Martin V8

Competição 07 Nov 2022

A carreira desportiva de sucesso de um Aston Martin V8

O Aston Martin V8 nasceu como DBS V8 em 1969, como o nome indica era a versão equipada com o motor V8 do DBS, para assim se diferenciar do motor de seis cilindros em linha. Em Abril de 1972 passou a ser vendido apenas como Aston Martin V8, na mesma altura que o DBS de seis cilindros deixou de ser produzido, sendo conhecido então por V8 Series 2. A carroçaria sofreu várias alterações nesta transição, mas ficou praticamente inalterada até ao fim de produção do V8 Series 5, em 1989.

O motor que equipou estes modelos era o V8 desenhado por Tadek Marek com 5,3 litros de cilindrada e equipado com sistema de injeção Bosch. A potência deste motor nunca foi relevada, pois cada motor era construído à mão por apenas um homem, sendo assim todos diferentes, mas estima-se que ronde os 315cv. Em 1973, com a introdução do V8 Series 3, a injecção foi substituída por quatro carburadores duplos Weber, de modo a passar nos testes de emissões, com a potência a sofrer pouco, passando para os 314cv.

O Aston Martin V8 foi concebido como um automóvel GT, ou seja, percorria grandes distâncias a uma velocidade elevada, mas sempre em conforto, não sendo um desportivo puro. Dessa forma, nunca foi pensado para competir em provas de velocidade, mas isso não impediu que pilotos tenham preparado estes modelos para competir, com grande empenho e sucesso.


O automóvel presente neste artigo é um desses exemplos. Com o chassis número 105307, este V8 foi transformado pela Aston Engineering, empresa fundada em 1983 por David Jack, que com o piloto Mike Cousins iniciou a carreira desportiva deste V8 em 1984.

A maior alteração neste V8 foi a remoção de todo o interior, aplicando apenas o essencial e obrigatório para competir, como a backet, os cintos e a rollcage. Já a carroçaria recebeu bastantes alterações, nomeadamente as portas e o capot foram construídos em fibra de vidro, para assim baixar o peso.

O motor V8 original competiu em 1984, mas no ano seguinte foram aplicadas algumas alterações como os carburadores Weber maiores, válvulas do modelo Vantage, árvores de cames trabalhadas, assim como um escape específico. A potência medida foi de 470cv, um valor bastante bom para um motor praticamente original. No entanto, as alterações não se ficaram por aqui e, para a temporada de 1986, as árvores de cames foram alteradas novamente e os pistões foram substituídos por uns da Cosworth, passando a potência para os 490cv. Além disso, o motor foi recolocado, mais atrás e mais baixo no compartimento, para tornar o automóvel mais estável.

Com o passar das corridas, as alterações foram acontecendo, como é exemplo o sistemas de admissão e de lubrificação por cárter seco extraídos de um Lola T70, que competiu nas 24 Horas de Le Mans de 1967, assim como o depósito de gasolina original foi substituído por um de apenas 19 litros. Foi equipado ainda com amortecedores ajustáveis e pneus de 330mm de largura na traseira, pneus estes utilizados no Can-Am e apenas 25 exemplares foram produzidos. A carroçaria também foi recebendo alterações, com vista à melhoria da aerodinâmica. Apenas em 1987 é que foram alterados os travões, pois os originais estavam a dar conta do recado, sendo estes substituídos por pinças da AP Racing.

Em 1988 o motor foi novamente alterado, com injecção Lucas e cabeça trabalhada, para a potência subir para os 530cv para 1115 kg de peso. Neste mesmo ano, a decoração foi também alterada, sendo substituída a cor verde utilizada até então, por uma decoração branca e cinzenta, que ainda mantém hoje. Na evolução final do motor, este atingiu os cerca de 540cv, para 1.030 kg de peso.

Com uma preparação deste nível, os resultados foram aparecendo, como a vitória no Troféu ASCAR de 1986. Em 1987 venceu oito das onze corridas do campeonato Intermarque e quando não vencia ficava em segundo lugar. O ano de 1988 provou ser infortúnio, devido a problemas com os cubos de aperto central, que estavam constantemente a partir.

A época de 1988 iria ser a última em que este Aston Martin V8 iria competir, pois no final do ano foi adquirido pelo sueco Peter Möller, para integrar a sua colecção, onde se mantém hoje. No entanto, Möller decidiu colocar este fantástico automóvel à venda, através da Kaiser Classic, por pouco mais de 100 mil euros.

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15. Aston Martin V8 (1987 Cheshire Cats)
26. 1972 Aston Martin V8 (1986 AMOC)
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26. 1972 Aston Martin V8 (1986 AMOC)
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TAGS: Aston Engineering Aston Martin V8 David Jack Kaiser Classic Mike Cousins Peter Möller


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