O reencontro entre Emerson Fittipaldi e o Lotus 72

Clássicos 01 Nov 2022

O reencontro entre Emerson Fittipaldi e o Lotus 72

O lendário piloto brasileiro e bicampeão mundial de Fórmula 1, que continua a equipar-se de fato e capacete, afirma “Eu conduzi muitos automóveis durante a minha carreira mas o Lotus 72 foi o melhor. O 72 falava comigo e nós entediamo-nos um ao outro, era consistentemente rápido”.

Numa sala de reuniões da fábrica da Lotus em Hethel com vista para a pista de testes, encontra-se Emerson Fittipaldi depois de ter estado ao volante do Lotus Evija Fittipaldi, uma edição especial que comemora o 50 aniversário so seu primeiro título mundial. Agora o piloto brasileiro está a preparar-se para um reencontro com o mítico automóvel de Fórmula, o Lotus 72 JPS em preto e dourado que vai participar na demonstração com mais oito Lotus 72, organizado pela Team Lotus

“Conheci Colin Chapman pela primeira vez em 1969 quando tinha acabado o campeonato de Fórmula 3. Entrei neste escritório e disse ‘Boa tarde Sr. Chapman’ e sentei-me e ele respondeu-me, ‘Chama-se de Colin’. e as minha pernas começaram a tremer, não conseguia acreditar que estava sentado à frente dele, parecia um sonho. Quando daí do Brasil nunca esperei ser um piloto de Fórmula 1.



Emerson vestiu as cores da Lotus pela primeira vez no Grande Prémio de Inglaterra em 1970. O piloto recorda, “Na minha primeira corrida em Brands Hatch, qualifiquei-me no fim da grelha num Lotus 49 e Graham Hill alinhou ao meu lado. A única coisa que eu pensava era ‘Estou ao lado do Graham Hill. Isto é um sonho. Se eu morrer Segunda-feira, morro feliz’.

O Lotus 49 era muito fácil de conduzir porque tinha sido elaborado desde a altura de Jim Clark e estava muito bem desenvolvido. O Lotus 72 era muito mais preciso e ágil mas ao mesmo tempo menos tolerante”. Fittipaldi recorda a sua primeira corrida com este modelo, em 1972 em Monza, “No treino de Sexta-feira, em Monza eu destrui um exemplar novo. Perdi a minha oportunidade de travar e acabei por ter um acidente”.

Este acidente no Grande Prémio de Itália precedeu a uma série de eventos trágicos que culminou na morte do seu colega de equipa Jochen Rindt. 

Depois da tragédia de Monza Emerson regressou a cada e decidiu não comparecer ao Grande Prémio do Canadá, certo que Colin Chapman iria encontrar outro piloto para o substituir. No entanto, Chapman ligou a Fittipladi e ofereceu-lhe a posição do primeiro piloto da equipa. A fé de Chapman no jovem brasileiro, sob circunstâncias tão trágicas, teve a sua recompensa na corrida seguinte, onde sobre condições desfavoráveis Emerson venceu o Grande Prémio em Watkins Glen.

O piloto demonstrou-se muito entusiasmado sobre o novo Lotus Evija Fittipaldi, “O Evija é muito avançado e apresenta um “downforce” incrível. Eu pude conduzir o carro de Fórmula 1 do Kimi Raikkonen e o Evija está muito mais perto dessa experiência do que o Lotus 72. Já conduzi muitos hipercarros eléctricos e geralmente são muito pesado e desequilibrado para usar em pista mas este automóvel é muito impressionante nesse aspecto.

As únicas pessoas, fora da equipa da Lotus, a conduzir o Evija foram Emerson Fittipaldi e Jenson Button. Os engenheiros da Lotus estão a ter em conta as opiniões deste dois ex-campeões mundiais de Fórmula 1 para aperfeiçoar o modelo antes das entregas em 2023.

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