Clássicos na Magnólia, a exposição mais bonita do Atlântico

Eventos 10 Out 2022

Clássicos na Magnólia, a exposição mais bonita do Atlântico

Por Joel Araújo

“E se, de repente, pudessem voltar ao passado?” É com este desafio que nos brinda a primeira linha da capa do jornal dedicado à terceira edição do Clássicos na Magnólia. De mão no queixo, olhar focado e sobrancelha levantada, aceito o desafio. Onde começo? Afinal de contas, “passado” é um conceito vago, inócuo se não o muralharmos. O que podemos considerar como passado? Quando começa, onde acaba? Correndo o risco de soar pedante, até porque a minha última aula de filosofia foi há 15 anos, penso em alguns exemplos práticos para me ajudar a construir um raciocínio: No mundo da música, um álbum com seis meses é considerado antigo. No mundo do cinema, um filme com dois anos é uma antiguidade à venda em DVD com desconto, nos caixotes indiferenciados do supermercado. No universo dos automóveis, existe uma discussão semelhante, mas felizmente menos efémera, onde o tempo se mede, geralmente, em décadas. “O que é um clássico?”, “Para mim isto é clássico”, “Isso nunca será um clássico.” O eterno vociferar bárbaro nas redes sociais, a nossa nova casa de pasto digital, depois do êxodo massivo dos fóruns, essa relíquia agora exposta no museu da Internet. Neste aspecto, o Clássicos na Magnólia não tem receio em assumir-se: Quem visitasse a bela quinta durante os dois últimos dias de Julho, seria transportado para um ponto muito específico da história, sem margem para discussão. Um período que a FIVA – chamemos-lhe o “governo dos clássicos” – descreve como pertencentes às categorias A, B, C e D de veículos produzidos até 1945. Os “pioneiros”, “da era dourada”, ou mais carinhosamente apelidados, ainda que numa referência belicista oblíqua: “os pré-guerra”. Desafio resolvido.


Ao volante – pesado neste tipo de veículos, devo avisar – com pega convicta, Eduardo Jesus e a sua fiel equipa da Secretaria Regional de Turismo e Cultura, através da Direcção Regional do Turismo da Madeira, garantiriam uma viagem verdadeiramente inimaginável ao início do séc. XX, pelas fascinantes e atribuladas décadas de 1910, 1920 até 1930, um trio que coincide curiosamente com o número “três” da edição desta celebração. Se em 2020 o Clássicos na Magnólia foi uma experiência, a segunda edição de 2021 foi uma confirmação, implementando alguns dos marcos e detalhes que hoje são dados como adquiridos: O tema central alusivo aos sobreviventes do Rally – Volta à Madeira de 1959, a celebração das efemérides, a viagem gratuita no autocarro da Empresa de Automóveis do Caniço, os momentos musicais, as belas figurantes vestidas à época e o concerto ao pôr-do-sol. Todas as peças de uma equação que se afina e incrementa de ano para ano, elevando a fasquia para além do razoável, culminando na perfeição com o desfecho desta primeira trilogia.


Em 2022, uma das grandes apostas no Clássicos na Magnólia foi o factor museológico. Para além da vasta informação distribuída pelo recinto através dos familiares púlpitos, este ano cada automóvel fazia-se acompanhar de um código QR (tradução: “quick-response”), facilmente decodificado por qualquer telemóvel. Para além das expectáveis características técnicas, ano, marca e modelo, os visitantes podiam ficar a conhecer em detalhe o percurso e contextualização do automóvel na ilha. Uma ponte entre o mundo real e digital, que abre a porta, quem sabe no futuro, para uma experiência de realidade aumentada, a par do que já se faz em alguns museus pelo mundo. Fazer uma exposição exclusivamente sobre os “pré-guerra” é, no mínimo, ousado. Digo isto, reflectindo meramente na escassez de eventos dedicados à matéria. Com a exceção do Rally Figueira da Foz – Estoril, ou do Rali Harvey Foster Classic New Road – um passeio Madeirense entre o Funchal e Câmara de Lobos, em homenagem ao proprietário do primeiro automóvel a circular na Madeira, com o mesmo nome – existe um vácuo de eventos exclusivos a automóveis desta era. A razão para tal pode ser mais simples e honesta do que possamos esperar. Lá chegaremos.


Se me permitem a referência cruzada, tenho uma promessa a cumprir: Senti que a minha reportagem do Clássicos na Magnólia de 2021 terminou com um “final de suspense”, tradução martelada para o que os ingleses costumam chamar de “cliffhanger”. Portanto, uma vez na Madeira, o primeiro item na ordem de trabalhos foi beber esta iguaria líquida composta por mel e aguardente de cana, maracujá e laranja, a que os locais chamam de “poncha”. Não literalmente a primeira, sendo honesto. A primeira coisa foi vencer a fome da viagem com um jantar com vista para o mar no belíssimo Enotel Magnólia. Uma, duas e três, para manter a consistência com o tema do texto. Obviamente, num estabelecimento com denominação de origem controlada, recomendado por um local, tal como deve ser.

Na Madeira, tudo é demasiado bonito, tudo demasiado composto e arranjado. A primeira prova disso é a estrada que liga o Aeroporto de Santa Cruz ao Funchal. Um troço que parece ter sido desenhado com o único propósito de render automaticamente qualquer visitante desprevenido. Uma espécie de perfume afrodisíaco pavimentado a asfalto. A temperada e convidativa noite do Funchal obrigou a um espreitar rápido da exposição, com a noção de uns eventuais spoilers, mesmo que com os bólides ainda tapados. Ainda assim, nada me poderia preparar para a surpresa. Eram cerca de 30 automóveis a esperarem ansiosamente o nascer do sol para se revelarem ao público. Uma espera insignificante, se tivermos em conta que, em média, cada um destes exemplares sobreviveu a 32.000 dias, ou 2666 meses desde a sua concepção. Eduardo Jesus explica-nos que o motivo para a escolha do tema da exposição tem um objectivo muito simples e pertinente: Reavivar o imaginário do público para os primórdios do automobilismo mundial e a sua relação com a história do veículo motorizado na ilha da Madeira. É expectável que com o avançar das gerações, estas peças de engenharia desvaneçam do imaginário da multidão. “Longe da vista, longe do coração”, diz-nos o belo ditado popular português. Levando-a interessar-se por veículos especiais, por exemplo, da sua infância ou juventude. Não porque sejam mais ou menos relevantes ou interessantes, mas simplesmente porque estão mais presentes na memória, porque existiram interações, lembranças queridas, ou aquele sonho alimentado pela miniatura ou cartaz afixado na parede do quarto. 


A missão do Clássicos na Magnólia é fazer reviver a história, premindo os botões certos. Tudo é cíclico. Lembremo-nos de quando há 20 anos todas as semanas saia um filme ou videojogo sobre a Segunda Guerra Mundial: “Saving private Ryan”, “Days of Glory”, “The Pianist” no grande ecrã, e “Call of Duty”, “Medal of Honour”, “Return to Castle Wolfenstein” no pequeno, para exemplificar. Hoje o revivalismo está de volta, mas foca-se no conflito europeu que a antecede, de 1914-1918. A guerra, pelo seu peso histórico, social e humanitário, suscita fortes emoções, e é constantemente documentada e dramatizada em ficção, mais recentemente com filmes como “1917”, “All Quiet in the Western Front” e até “Soldado Milhões”, uma produção portuguesa que honra a história verídica de Augusto Milhais.

Actualmente, os únicos sobreviventes da guerra capazes de nos contar a história não são pessoas, mas sim os artefactos, os avanços tecnológicos, os automóveis.

Felizmente, nesta última área, os sobreviventes são alguns, e o seu estado de conservação em muito supera os seus contemporâneos de carne e osso.


Até 1911, a ilha da Madeira teve 15 registros de licenças de circulação de automóveis. Até ao fim da primeira grande guerra, continuou a crescer lentamente, porque a escassez de combustível provocada pelo conflito restringiu a utilização dos automóveis da ilha. Júlio Albuquerque, numa das tertúlias do fim-de-semana, transmitidas na TSF, lembra que em tempos de guerra, só os médicos tinham direito a combustível na ilha. Os automóveis em circulação neste período eram de transporte colectivo. Em 1910 chega ao Funchal um Barsier Charabanc, com capacidade para transportar onze passageiros, registado com a matrícula 4-M, obedecendo à matriz de matrículas pré-1937. Esta época está representada nos jardins da Magnólia por Ford T de 1912 de Ramiro Jorge, importado da África do Sul, sendo o veículo mais antigo da Madeira. Assim como o Buick E-Four-35 de 1918, propriedade de Luciano Jardim e único exemplar na ilha. 

A partir de 1920, o número de licenças de circulação aumentou na Madeira, na sua maioria provenientes de marcas originárias dos Estados Unidos da América, Alemanha, Reino Unido e França. Na Madeira tal como em todo o mundo, esta foi uma década na qual as alterações económicas e sociais resultantes do conflicto das trincheiras tiveram um papel relevante no desenvolvimento de novas tecnologias do quotidiano, nas quais se incluem as do ramo automóvel, aprendendo com os métodos de produção massificada e estandardizada aperfeiçoadas no fabrico de armamento. Isto faz-se sentir no desenho e sofisticação dos exemplares presentes, por ordem decrescente: Peugeot 190S (1929), Ford A Sedan (1929), Rover 10/25 Sportsman Coupe (1929), Austin Six Tourer (1928), Hudson Six (1928), Ford A (1928), Amilcar CGSS (1927), Citroen B14 (1927), Rolls Royce 20/25 (1927), Fiat 509 A Spider (1929), Ford T Runabout (1925), Ford T (1925), Dodge Tourer (1924), Merryweather n.º 5593 (1924), acabando nos centenários Citroën Tipo C Torpedo e Austin Seven de 1922.


Menção honrosa para Adler Torpedo, matrícula MD-10-96 de 1921.
Este é o automóvel em circulação com a matrícula da Madeira mais antiga que está integrado hoje na colecção da Região Autónoma da Madeira. É importado para a ilha em 1921, pelo agente local, tendo recebido o registo M-194. Além de ser o seu ano de fabrico, foi, também, aquele em que transportou o Imperador Carlos de Áustria aquando da sua estada na Madeira. O primeiro registo aconteceu a 29 de Dezembro de 1921, em nome de Francisco Gouveia. A 19 de Janeiro de 1923, passou para a posse de Jaime Clemente Pereira, que o conduziu sempre na prestação do serviço de táxi e no transporte de turistas. Tinha a particularidade de ser mecânico de profissão, contribuindo, dessa forma, para o preservar. Em 1949, o automóvel deixou de circular pelo facto de o proprietário considerar que estava a ficar desactualizado. Em 1995, iniciou-se o restauro depois de transportado para o Estoril. Cumprido um trabalho minucioso em todos componentes, o Adler surgiu revigorado em 2001, passando a ser estrela em eventos, nos quais conquistou prémios de restauro e presença em publicações. Os convites para estar em eventos de automóveis clássicos sucedem-se, realçando-se um da Presidência da República para participar nos “Carros do Presidente”, que decorreu em 2006, nos Jardins de Belém.

Com a chegada da década de 30, assistimos a uma maturidade técnica do automóvel, que o transforma numa imagem de evolução tecnológica para os países que os fabricam. Naqueles anos, grandes potências europeias, como a Alemanha, Itália, França e Grã-Bretanha, debatem-se pelos primeiros lugares nas provas automobilísticas e conferem à industria automóvel uma caracter fortemente nacionalista, em paralelo ao que acontecia no cenário político e social. 

Foi nesta década que a Madeira acolheu a sua primeira competição, a Rampa dos Barreiros, que decorreu no dia 30 de Dezembro de 1935, por iniciativa do Clube Sports Madeira, com a colaboração do Automóvel Clube de Portugal, numa competição entre pilotos do continente e região autónoma. Deste período, podemos encontrar expostos na Magnólia um Nash 1930 (1930), Willys Overland (1930), Ford A Phaeton Deluxe Convertível (1930), Peugeot 201 Berline (1930), Austin Seven (1931), Berliet Vil (1931), MG J2 (1932), Chevrolet Confederate BA Phaeton (1932), Singer Nine Le Mans (1933), Austin Seven Ruby (1934), Chevrolet Phaeton (1934), um Ford Y (1934) em estreia na Magnólia depois de um restauro de oito anos, MG TA (1937), Ford V8 Phaeton (1937) e ainda Ford V8 Deluxe Phaethon (1939), o automóvel mais recente da exposição.


Saltando 90 anos para o futuro, os Clássicos na Magnólia faz um trabalho exímio para representar a autenticidade temporal, ainda que com um inteligente “twist” moderno. Intensificam-se as famosas “flash mobs” com música e dança. “A little party never killed nobody” da cantora Norte-Americana Fergie, um swing dos anos 20 com um abrilhantar electrónico do séc. XXI abre a pista. Charlie Chaplin marcou presença, com uma homenagem alongada ao estilo do cinema mudo. Outro regresso bem-vindo é a “carreira”, a bordo do autocarro Chevrolet LQ 1/1 Ton, chegado à Madeira em 1929 originalmente como um camião, tendo o seu chassis sido reaproveitado para conversão num autocarro, com aplicação de uma nova carroceria ao serviço da “Empresa de Automóveis do Caniço Lda.” Este veículo faria o transporte pendular entre o Palácio de São Lourenço, na Avenida do Mar, o Lido (Sun City) e a Quinta Magnólia. Para além de efetivamente transportar pedestres curiosos de forma gratuita, é também um excelente meio de publicidade ao evento.

As grandes novidades de animação de 2022 vieram acrescentar alguma tridimensionalidade ao evento, nomeadamente com concursos de fotografia e desenho e tertúlias com algumas figuras incontornáveis do cenário automóvel madeirense. Transmitidas na TSF contaram com a participação, entre outros, de Martim Velosa, José Luís Afonso e Júlio Albuquerque. Bem à moda dos clássicos, falaram e trocaram histórias e piadas bem dispostas tão características destes proprietários. Nos temas de discussão, debate-se a necessidade de mais provas e concentrações exclusivas a automóveis destas décadas, fala-se sobre as experiências de posse e conservação de clássicos, aventuras e peripécias, e de como o legado está a ser ou não passado aos herdeiros da família. Um dos temas que foi tocado por todos os intervenientes foi a ideia de haver um museu dos transportes ou clássicos na Madeira. Opiniões divergentes sobre a sua localização, sobre o seu modelo de exposição e formato culminam numa conclusão em uníssono: Seria uma aposta ganha para a preservação da história da ilha, sendo um exemplo perfeito disso o sucesso do Clássicos na Magnólia.


Para uma digestão harmoniosa de um fim-de-semana tão denso e rico em cultura, o dia acabou com uma performance musical dos Miguel Pires Trio, complementando a dimensão sonora do evento com outro tipo de clássicos: Imagine de John Lennon, Rocket Man de Sir Elton John ou Breakfast in America de Supertramp, só para mencionar alguns.

É por todas estas razões que afirmo: O Clássicos na Magnólia é, sem sombra de dúvidas, a exposição mais bonita que existe do lado oriental do tratado de tordesilhas.

Dirijo um agradecimento especial a Eduardo Jesus pelo convite e pela sua obra, assim como à organização da Secretaria Regional de Turismo e Cultura, através da Direção Regional do Turismo, que sabem sempre receber como mais ninguém. O Clássicos na Magnólia regressa em 2023 nos dias de 29 e 30 de Julho.

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Fotografias: Joel Araújo


TAGS: Clássicos na Magnólia Joel Araújo Madeira Reportagem


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