Emerson Fittipaldi, uma lenda viva do automobilismo

Clássicos 19 Jun 2022

Emerson Fittipaldi, uma lenda viva do automobilismo

Por Abílio Santos

A 12 de Dezembro de 1946, no estado de São Paulo, Wilson Fittipaldi, ítalo-brasileiro, e Jósefa Wojciechowska, russa, eram pais de um menino a quem chamaram Emerson Wojciechowska Fittipaldi, porque Wilson, o seu pai, admirava o escritor e filósofo norte-americano Ralph Waldo Emerson.

Wilson Fittipaldi, o “Barão”, era um conhecido jornalista e locutor de rádio, apaixonado pela cobertura de eventos de automobilismo, e isso fez com que levasse os filhos a acompanhar as corridas brasileiras. 

Desse modo, Emerson Fittipaldi, e o seu irmão mais velho Wilson Fittipaldi Jr., desde tenra idade passaram a assistir a muitas provas automobilísticas, a conhecer os pilotos, os bastidores e a adrenalina das corridas. 


Desde os cinco de anos que, segundo o próprio Emerson, decidiu que queria ser piloto de automóveis, e por isso, observava as corridas com muita paixão e atenção, estudando e absorvendo todos os pormenores da condução e dos circuitos, tendo um contacto directo com os seus ídolos, como foi o caso de Chico Landi, piloto brasileiro que em 1948, no segundo Grande Prémio de Bari, deu a primeira vitória à Ferrari, competindo com grandes figuras como Nuvolari, Ascari e Farina. Quando Chico Landi regressa ao Brasil, depois de várias conquistas, dá uma entrevista à rádio Jovem Pan Americana, em que Emerson e seu irmão Wilson Jr. estão presentes, junto do locutor, o seu pai.

Estava lançado o “bichinho” das corridas em Emerson. O seu pai, um ex-piloto, foi um grande promotor das corridas nos anos 40 e 50 e o principal impulsionador da primeira edição das 1000 Milhas, no circuito de Interlagos, a partir de 1956. Wilson Fittipaldi foi também o principal responsável pela criação, no início dos anos 60, da Confederação Brasileira do Automobilismo (CBA), reconhecida pela FIA como a entidade que supervisiona o automobilismo no Brasil. 

Daqui em diante o entusiasmo da “aprendizagem” continuou e intensificou-se e a partir dos 14 anos, e até aos 16, Emerson começa a competir em motas, sendo a primeira corrida em Interlagos, com uma moto Mondial de 50cc, obtendo muitas vitórias, ele que era conhecedor de todos os centímetros do circuito.

Atraídos pela velocidade, Emerson e seu irmão, também participaram nas competições de barco hidroplano e o sucesso nas provas surgiu com naturalidade, conseguindo mesmo bater o recorde de velocidade brasileiro, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.

Acompanhando o irmão Wilson Jr. nas provas de kart, como mecânico, Emerson apelidado de “Rato” ansiava por participar nas provas mas só o podia fazer a partir dos 17 anos, isso que veio a acontecer em 1964. Na primeira prova em que participou utilizou um kart emprestado pelo seu amigo, e que viria a ser um grande piloto, José Carlos Pace, o “Moco”.


Como era preciso financiamento, Emerson Fittipaldi, juntamente com o irmão, e combinando um conjunto de factores como a criatividade, inteligência, perseverança, técnica, lançaram-se no fabrico de volantes, com bastante sucesso.

De seguida, Emerson, em sociedade com Mário de Carvalho, iniciou e criou uma fábrica de mini karts, bastante competitivos, tornando-se bicampeão brasileiro na categoria.

A etapa seguinte passou pela formação de uma equipa para participar na Formula V, onde inevitavelmente, Emerson acabou por se sagrar campeão, em 1967, vencendo cinco das sete provas, ao volante de um automóvel construído por ele e pelo irmão.

Com base no Volkswagen “Carocha”, Emerson e Wilson Jr., construíram um automóvel de corrida e alcançaram uma série de vitórias, como foi o caso das 100 Milhas em Piracicaba, e as 12 Horas de Porto Alegre, com o “Fittiporsche” #7.

Campeão de Fórmula Ford e Fórmula 3        

Com 21 anos, Emerson vende a fábrica de volantes para financiar a viagem e estadia em Inglaterra, mas o dinheiro só dá para poucos meses e força-o a trabalhar como mecânico em Londres. 

Conseguiu um monolugar, que ele próprio preparava, para em Abril de 1969, competir na Fórmula Ford, conquistando vitórias logo nas primeiras provas, acabando por vencer a competição inglesa, ao volante de um Merlyn Mk 11A. 

Esta conquista deu notoriedade a Emerson e permitiu-lhe entrar na Jim Russell Racing Driver School  e simultaneamente, no mesmo ano de 1969, competir na Fórmula 3 britânica, com um Lotus 59 Ford, vencendo oito corridas das onze em que participou, tornando-se assim o campeão, com 57 pontos, à frente de pilotos como James Hunt (15º).    

A etapa que se seguiu foi competir na Fórmula 2, onde Emerson prossegue a senda dos excelentes resultados, pela Team Bardahl, ao comando de um Lotus 69 Ford Cosworth FVA, ficando em terceiro lugar e superando Ronnie Peterson, em quinto lugar, e Carlos Reutemann (15º).           


Início na Fórmula 1

O líder genial da Lotus, Colin Chapman, gostava de ter um terceiro monolugar inscrito em alguns grandes prémios e, em 1970, convida Emerson Fittipaldi para se juntar à Team Lotus, da qual faziam parte os pilotos Jochen Rindt, líder do campeonato, e John Miles.

Em 18 de Julho de 1970, Emerson faz a sua estreia na Fórmula 1, em Brands Hatch, Inglaterra, ao volante de um Lotus 49 C, #28, com uma boa prestação, pois apesar de partir das últimas posições da grelha terminou em oitavo lugar. Rindt vencia o quarto Grande Prémio da temporada, no Lotus 72 C.

Passadas duas semanas, decorria a prova na Alemanha, em Hockenheim, onde Fittipaldi voltou a alinhar com o mesmo Lotus terminando numa notável quarta posição, enquanto Rindt vencia novamente.

No início de Setembro decorria o fatídico Grande Prémio de Monza, onde a Lotus levava três chassis das versões mais recentes, os 72C. Por isso, Colin solicitou, no primeiro dia de treinos, que Emerson utilizasse o Lotus mais evoluído de Rindt para assim se adaptar mais rapidamente à nova versão, mas Fittipaldi cometeu um deslize e bateu. Isso fez com J. Rindt utilizasse o Lotus destinado a Emerson nos treinos de sábado e o piloto austríaco encontrou a morte num despiste na curva parabólica. A equipa Lotus retirou-se de imediato de Monza. O próximo Grande Prémio era o do Canadá, mas a equipa da Lotus não participou.

John Miles, o outro piloto da Lotus, afectado com a morte do colega de equipa, decidiu desistir da Fórmula 1, e foi assim, repentinamente, que Emerson, com 23 anos, passou a ser o piloto principal, tendo agora a companhia do sueco Reine Wisell.

A primeira vitória na Fórmula 1

O próximo Grande Prémio era nos Estados Unidos, a última e decisiva prova da temporada, com Fittipaldi a conseguir a terceira posição na grelha de partida, enquanto Jacky Ickx, da Ferrari, estava na pole position e jogava a derradeira cartada para ser campeão.

Esta corrida, em Watkins Glen, não começou da melhor forma para o brasileiro, que na partida caiu de terceiro lugar para oitavo. Ao longo da prova foi subindo gradualmente de posição, demonstrando uma maturidade precoce com um estilo de condução muito inteligente, paciente e doseando o ritmo dentro dos limites dos pneus, do motor e do combustível do seu Lotus. Na 57ª volta, Fittipaldi retomava o terceiro lugar atrás do escocês Jackie Stewart (Tyrrell) e Pedro Rodriguez (BRM). Algumas voltas depois Stewart foi forçado a abandonar a prova com uma fuga de óleo e Rodriguez teve que ir às boxes para abastecer. A sete voltas do fim, Emerson Fittipaldi passava para a frente da corrida conquistando dessa forma brilhante uma vitória histórica na Fórmula 1, constituindo um marco importante para a história do automobilismo brasileiro. 

Esta vitória de Emerson fez de Jochen Rindt o vencedor do campeonato de 1970 a título póstumo. 

Em 1971, Fittipaldi subiu por três vezes ao pódio, com um segundo lugar na Áustria e dois terceiros lugares em França e na Inglaterra, respectivamente. Ainda ficou na quinta posição no Circuito do Mónaco e encerrou a temporada com 16 pontos, em sexto lugar. Neste ano, a introdução dos pneus slick criou dificuldades no acerto do chassis causando problemas de aderência que se arrastaram por toda a temporada. O título de campeão deste ano foi para Jackie Stewart que já havia conquistado o título em 1969.  


O primeiro título de Campeão do Mundo de Fórmula 1 

Na temporada de 1972, Fittipaldi, com 25 anos, inicia a sua terceira temporada ao volante do Lotus 72D Ford, número oito, preto e dourado com a publicidade da John Player Special. A temporada não começou bem sendo que no primeiro Grande Prémio, na Argentina, teve que desistir. Nas seis provas seguintes, Emerson mostrou todo o seu potencial, subindo ao pódio em todas elas, vencendo o Grande Prémio de Espanha, da Bélgica e de Inglaterra. Venceu ainda mais uma corrida, o Grande Prémio da Áustria.

O Grande Prémio de Itália, em Monza, podia decidir a atribuição do título mundial, que Fittipaldi discutia com o escocês J. Stewart. No entanto, aconteceram algumas contrariedades para a equipa da Lotus, dado que o camião que transportava os monolugares teve um acidente, deixando os mesmos danificados. Então Colin Chapman ordenou a vinda dos Lotus de reserva, por avião, para chegarem a tempo da corrida.

Duas horas antes do início da corrida, o Lotus de Emerson tinha uma fuga no depósito de combustível e teve que ser substituído, mas isso não o afectou e conseguiu vencer a corrida italiana, conseguindo atingir 61 pontos, garantindo assim o título de Campeão do Mundo de Fórmula 1, no dia 10 de Setembro de 1972. 

Emerson Fittipaldi colocava o seu nome e o Brasil na história da Fórmula 1, já que foi o primeiro brasileiro a conquistar o título e o piloto mais jovem a sagrar-se campeão de Fórmula 1, com 25 anos, oito meses, vinte nove dias, recorde que só foi batido por Fernando Alonso em 2005, volvidos 33 anos.

Wilson, pai de Emerson, transmitia pela rádio Jovem Pan a prova de Monza e no fim, naturalmente exultou com enorme emoção a vitória do filho “Venceu Emerson Fittipaldi, venceu o Brasil!”

Nos Grandes Prémios que se seguiram, no Canadá e nos Estados Unidos, Emerson não pontuou e Stewart venceu ambos os Grandes Prémios atingindo 45 pontos, resultado de quatro corridas, enquanto Emerson venceu cinco num total de 12, em toda a temporada. Desta forma, a Lotus arrecadava o título de construtores.       

  
Vice-campeão de Fórmula 1

O campeonato de 1973 começou muito bem para Emerson, que venceu logo a corrida inaugural, na Argentina, e também venceu em Interlagos, no Brasil, que integrava pela primeira vez o calendário da Fórmula 1. Seguiu-se o Grande Prémio da África do Sul, tendo subido ao terceiro lugar do pódio. 

Na prova de Espanha, Fittipaldi voltou a ver a bandeirada axadrezada em primeiro lugar, ao volante do Lotus 72E, e alcançou a terceira e última vitória deste ano.

Nos Grandes Prémios que se seguiram terminou três vezes em segundo lugar, no Mónaco, Canadá e Itália, e em terceiro lugar na Bélgica. No entanto, não concluiu mais nenhum Grande Prémio nessa temporada. Emerson foi vice-campeão, com 55 pontos, atrás de Jackie Stewart que venceu cinco corridas.   

Bi-campeão do Mundo de Fórmula 1

Emerson, a partir de 1974, passou a correr pela McLaren, ao volante de um McLaren M23 Ford, tendo como colega de equipa Denny Hulme, que venceu o primeiro Grande Prémio do ano, na Argentina. A corrida que se seguiu foi o Grande Prémio do Brasil, que Fittipaldi venceu pelo segundo ano consecutivo. Depois de um terceiro lugar em Espanha, volta a ganhar uma corrida na Bélgica. Termina em segundo em Inglaterra e Itália, e em terceiro lugar na Holanda. No Canadá, o penúltimo Grande Prémio do ano, Emerson venceu a sua terceira corrida da temporada. 

Chegados à ultima corrida da temporada, nos Estados Unidos, Emerson tem os mesmos 52 pontos que Clay Regazzoni, mas ficou em vantagem porque terminou em quarto lugar e Clay quedou-se pelo décimo primeiro.     

Emerson Fittipaldi sagrou-se bi-campeão do mundo de Fórmula 1, com 55 pontos, após uma disputa muito renhida com Carlos Reutemann, Ronnie Peterson, Niki Lauda e Clay Regazzoni. A McLaren conquista o seu primeiro título de construtores. 

Vice-campeão de Fórmula 1

Logo na primeira prova, na Argentina, o bi-campeão brasileiro vence, e em casa consegue o segundo lugar do pódio.    

Emerson obtém a segunda vitória da época em Silverstone e consegue o segundo lugar nos Grande Prémio do Mónaco, Itália e Estados Unidos. 

Termina a temporada novamente em segundo lugar da tabela, com 45 pontos, atrás de Niki Lauda.


Fittipaldi Automotive         

De forma um pouco surpreendente, Emerson decidiu sair da McLaren e formar, em 1976, em parceria com o irmão Wilson Jr., uma equipa de Fórmula 1, a Fittipaldi Automotive, patrocinada pela Copersucar, uma empresa brasileira do sector do açúcar e etanol. Fabricam o seu próprio monolugar, o primeiro carro de Fórmula 1 a ser produzido no Brasil.

No primeiro ano da equipa, Emerson obteve três pontos, resultado de três sextos lugares, em Long Beach, Mónaco e Inglaterra, ao volante do Fitti FD 04 Ford, #28.

Em 1977, conseguiu onze pontos depois de terminar em quarto lugar nos Grandes Prémios da Argentina, Brasil e Holanda, e na quinta posição em Long Beach.    

A sua melhor prestação foi em 1978 obtendo o segundo lugar no Brasil, partindo da sétima posição da grelha, ao comando do Fitti F5A, #14.

Emerson obteve mais duas vezes o quarto lugar, na Áustria e Alemanha, terminou duas vezes em quinto, na Holanda e EUA, e em sexto, na Suécia. Totalizando 17 pontos, a Fittipaldi Automotive ficou à frente da McLaren, Williams e da Ferrari.   

Em 1979, Emerson obteve apenas um ponto, com um sexto lugar, no Grande Prémio da Argentina. No ano seguinte, Emerson conquista o seu último pódio na Fórmula 1, no Grande Prémio dos EUA, arrancando do 24º lugar da grelha de partida, terminou em terceiro lugar. Conseguiu também um sexto lugar no Mónaco, fechando a temporada com cinco pontos.     

Em 1981 e 1982, Emerson passa a ser chefe de equipa e entrega a condução dos monolugares ao finlandês Keke Rosberg e ao brasileiro Chico Serra. Com dificuldades financeiras e obtendo apenas um ponto em 1982, encerram as portas. De salientar que no conjunto das temporadas na Fórmula 1, a equipa dos irmãos Fittipaldi obteve 44 pontos, bem melhor que a Williams, com 21 pontos.


Formula Indy (CART)

O interesse de Emerson pela Formula Indy, mais concretamente pela corrida das 500 Milhas de Indianápolis, já vinha dos tempos em que estava na Lotus, chegando a fazer testes na referida pista, à semelhança do que aconteceu com Jim Clark, que em 1965, venceu a corrida pela Lotus. No entanto, Fittipaldi ficou apreensivo com o facto de o cockpit ser de alumínio e não garantir a segurança para o piloto. 

Em 1984, aquando da realização do Grande Prémio de Fórmula 1 em Miami, Emerson foi convidado a participar numa corrida de protótipos GT, por Ralph Sanchez, proprietário de uma das equipas. Conseguiu a pole position e uma excelente prestação ao liderar a corrida ao volante do “Spirit of Miami” #84, até que foi forçado a desistir com a caixa velocidades partida.

No dia 31 de Março de 1984, Fittipaldi realiza a sua estreia na CART (actual Formula Indy), no Grande Prémio de Long Beach, Califórnia, pilotando o March 84C Cosworth, #47, representando a equipa da WIT Racing Promotions, onde realizou uma boa prova terminando em quinto lugar.

Dois meses depois, a 27 de Maio, Emerson participa na famosa corrida das 500 Milhas de Indianápolis, efectuando apenas 37 das 200 voltas, devido a problemas no motor, obtendo o 23º melhor tempo. 

Com um bom e consistente desempenho nas nove corridas que disputou em 1984, Emerson foi contratado, em 1985, por uma equipa de topo, a Patrick Racing, com a qual conseguiu a sua primeira vitória no campeonato da Fórmula Indy, no circuito oval de Michigan, pilotando um March 85C.  Obteve duas vezes o segundo lugar, em Long Beach e em New Jersey, e terminou a temporada de 1985, na sexta posição da tabela dos pilotos.

Fittipaldi continua na senda das vitórias em 1986 e ganha mais corrida, em Elkhart Lake, no ano seguinte vence nos circuitos de Cleveland e de Toronto, pilotando um March 87C Chevrolet A. No ano de 1988, ao volante de um Lola T 8700 Chevrolet, Emerson obteve mais duas vitórias, nos Grandes Prémios de Elkhart Lake e de Ohio. Na lendária prova da Indy 500, “Emmo” termina em segundo lugar, atrás de Rick Mears.    


Campeão de Formula Indy (CART) e vitória em Indianápolis

A temporada de 1989 iria refletir a enorme capacidade do Campeão do Mundo de Fórmula 1, ao vencer cinco Grandes Prémios, em Detroit, Cleveland, Nazareth, Portland, aos comandos de um Penske PC 17 Chevrolet. 

A primeira e mais importante vitória desse ano foi na mítica Indianápolis 500, onde Fittipaldi liderou durante 158 das 200 voltas, mas foi ultrapassado por Al Unser Jr. a cinco voltas do fim. Quando restavam apenas duas voltas há um toque entre os dois, na terceira curva do circuito, com o norte-americano a despistar-se a mais de 300 km/h, num duelo emocionante digno de um filme de Hollywood. Emerson vencia o título de campeão de Formula Indy (CART) em 1989, somando 190 pontos.

Em 1990, Emerson muda de equipa e assina pela Team Penske. Ganhou uma corrida em Nazareth e alcançou quatro pódios, conduzindo um Penske PC 19, terminando em quinto lugar com 144 pontos. O mesmo quinto lugar repetiu -se em 1991, na sequência de uma vitória no circuito de Detroit e cinco pódios, totalizando 140 pontos, ao volante de um Penske PC 91.     

No ano de 1992, Fittipaldi ganhou quatro provas nos Grandes Prémios da Austrália, Portland, Cleveland e em Elkhart Lake, e mais três pódios, pilotando um Penske 21/92, terminando em quarto lugar no final da temporada, com 151 pontos.

Vice-campeão de Fórmula Indy (CART) e a segunda vitória em Indianápolis

O ano de 1993 é marcado por mais uma excelente temporada de Emerson, ao ganhar três corridas, em Portland, Ohio e Indianápolis, e somando mais cinco pódios ao volante de um Penske PC 22 Chevrolet. No fim da temporada totalizou 183 pontos e sagrou-se vice-campeão de Fórmula Indy. 

A segunda vitória na mítica corrida das 500 Milhas de Indianápolis, representa mais uma conquista no historial de Fittipaldi, que liderou apenas 16 das 200 voltas, numa empolgante luta com diversos pilotos, como foi o caso do Campeão do Mundo de Fórmula 1, Nigel Mansell.

Na cerimónia de entrega do troféu ao vencedor da Indy 500 existe a tradição de beber leite, a mesma foi iniciada por Louis Meyer em 1936. Resultado de uma acção de marketing, Emerson causa uma certa polémica ao beber sumo de laranja. O piloto brasileiro tinha um contrato com os produtores da bebida no Brasil.


Vice-campeão Fórmula Indy (CART)  

Em 1984, Emerson voltou a demonstrar uma grande performance, ao ser novamente vice-campeão da competição americana, ao ganhar a corrida de Phoenix e subir nove vezes ao pódio, arrecadando 178 pontos, ao volante de um Penske PC23 Chevrolet D.

Fim da sua carreira na Fórmula Indy

As duas últimas temporadas na Fórmula Indy não correram tão bem a Fittipaldi, que em 1995, apenas saiu vencedor no circuito de Nazareth e obteve mais um pódio. Totalizando 67 pontos, terminou no décimo primeiro lugar, conduzindo um Penske PC 24 com motor Mercedes.

Em 1996, Emerson tem como melhores resultados, dois quartos lugares, em Nazareth e Ohio, com um Penske PC 25 Mercedes. Somou 29 pontos, que o colocaram na 19ª posição da geral.

A carreira de Fittipaldi na Fórmula Indy terminou no dia 28 de Julho de 1996, com um despiste de alguma gravidade no Circuito de Michigan.

Na Fórmula Indy, Emerson obteve 22 vitórias e 17 pole positions, em 195 Grandes Prémios, já na Fórmula 1 conseguiu 14 vitórias e seis pole positions, em 149 Grandes Prémios.   

Grande Prémio Masters   

Num verdadeiro encontro de campeões e amigos, Emerson participou no Grande Prémio Masters de Kyalami, em 2005, e terminou em segundo lugar, conduzindo um Reynard 02i Mecachrome, da Team LG, na companhia de pilotos como Alan Jones, Nigel Mansell, Riccardo Patrese, entre outros.

Em 2006, Fittipaldi voltou a conduzir o mesmo bólide no Grande Prémio Masters no Qatar, em Abril, e em Silverstone, em Agosto.

Em 2008, na sua terra natal, Emerson pilotou um Porsche na GT3 brasileira, com o seu irmão Wilson Jr.

Nos anos de 2012 e 2013, Fittipaldi foi o organizador e o principal responsável pela realização das provas das 6 Horas de São Paulo, em Interlagos, que integra o Campeonato Mundial de Resistência (WEC).

Nos finais de 2014, Emerson participou, fazendo equipa com Alessandro Guidi e Jeffrey Segal, na corrida das 6 Horas de São Paulo, ao volante de um Ferrari 458 Itália GT2, classificando-se em sétimo na respetiva categoria, e em 21º da geral.

Actualmente, Emerson Fittipaldi é presença assídua nas provas da Fórmula 4 italiana, acompanhando e transmitindo os seus valiosos conselhos ao filho Emmo Jr., assim como em diversos Grandes Prémios da Fórmula 1, inspirando os pilotos e espalhando simpatia! 

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