10 vezes que o Campeonato de Fórmula 1 trouxe fortes emoções

Competição 10 Dez 2021

10 vezes que o Campeonato de Fórmula 1 trouxe fortes emoções

Depois de uma longo e esforçada temporada, com 22 corridas no calendário de 2021, Max Verstappen e Lewis Hamilton chegam ao último Grande Prémio empatados em pontos e os dois com a oportunidade de ganhar o Campeonato de 2021. Tendo em conta a preponderância da Mercedes nos últimos anos, a disputa entre estes dois pilotos foi uma boa novidade para todos os apaixonados pelo desporto motorizado.

Para celebrar esta temporada, com as emoções à flor da pele, apresentamos-lhe os Top 10 campeonatos em que o vencedor foi conhecido no último Grande Prémio.

10. Senna vs. Prost (1988)

Ter o melhor automóvel é o sonho de qualquer piloto, no entanto ter um companheiro de equipa que é tão bom ou mesmo melhor do que tu pode tornar-se num pesadelo. As batalhas entre Ayrton Senna e Alain Prost da equipa McLaren-Honda tornou-se algo lendário no desporto motorizado. Em 1988 eles lutaram pelo título taco a taco. A equipa britânica dominou o campeonato ao ganhar 15 das 16 corridas da temporada. Prost triunfou em sete corridas e acabou em segundo lugar noutras sete e liderava o campeonato à frente do seu colega de equipa por onze pontos. No entanto Senna acabaria por se sagrar campeão, pois apenas os onzes melhores resultados contavam para o campeonato desse ano. Dentro deste critério Senna tinha oito vitórias.



9. O “The Iceman” mantém a calma (2007)

Em 2007 a dulpa Fernando Alonso e Lewis Hamilton representavam a McLaren-Mercedes e travaram uma batalha que ao longo do ano se tornou cada vez mais renhida. Enquanto que o actual campeão do mundo, Fernando Alonso, tentava sem sucesso manter o seu novo e inexperiente colega à distância. Na última prova, no Grande Prémio do Brasil, Hamilton tinha 107 pontos, Alonso contava com 103 pontos e Kimi Räikkönen, “The Iceman”, o piloto que representava a Ferrari, aparecia em terceiro lugar com 100 pontos. Hamilton debateu-se com problemas na caixa de velocidades e acabou por ficar em sétimo lugar já Fernando Alonso ocupou o lugar mais baixo no pódio. Nenhum deles conseguiu fazer nada para impedir a vitória dos automóveis da Ferrari com Felipe Massa entregou a vitória ao finlandês. “The Iceman” ganhou o campeonato por apenas um ponto.



8. A Roleta Russa (1981)

Em 1981, no Grande Prémio de Las Vegas, a luta foi travada a três, Nelson Piquet, Carlos Reutemann e Jacques Laffite representavam três equipas diferentes. Laffite teria de ganhar o Grande Prémio para se sagrar campeão sem os outros dois pontuar, Piquet teria de ganhar ao então campeão Reutemann e quando o argentino qualificou-se em primeiro lugar parecia ter a mão no título. Nenhum dos aspirantes a campeão fez uma excelente corrida, com Reutemann a cair na grelha depois de se queixar da caixa de velocidade a dar problemas, embora a Williams nunca ter encontrado evidência disto. Piquet a vomitar no capacete devido ao calor extremo e Laffite a acabar na sexta posição. Piquet acabou por ganhar o campeonato ao acabar em quinto lugar mas à frente de Reutemann, que chegou em oitavo lugar, e era tudo o que ele precisava para se sagrar campeão.



7. Os dias cruéis da Fórmula 1 (1958)

No ano de 1958 faleceram quatro pilotos em pista, um deles favorito para ganhar o campeonato. Tendo isto em mente Mike Hawthorn conseguiu arrebatar o título no Grande Prémio de Marrocos. Ambos os motores de Vanwalls’ rebentaram e Lewis-Evans acabou por falecer devido queimaduras graves. Moss conseguiu a quarta vitória da temporada mas Hawthorn levantou o título por apenas um ponto, quando acabou em segundo lugar, outra vez. Infelizmente Hawthorn não conseguiu aproveitar o seu título durante muito tempo ao falecer num acidente de viação no início de 1959.



6. A última luta entre 4 pilotos (2010)

Raramente se vê quatro pilotos, de três equipas diferentes, a lutarem pelo campeonato na última ronda da temporada, mas foi o que aconteceu em 2010. Tanto Sebastian Vettel, Mark Webber, Fernando Alonso e Lewis Hamilton podiam sair do último Grande Prémio, em Abu Dhabi, como campeões. Vettel começou bem a corrida e assumiu a liderança, a Ferrari cometeu um erro na sua estratégia ao fazer uma pit stop ao favorito ao título, Fernando Alonso, na pior altura. O espanhol, que precisava acabar em quarto lugar para ganhar naquele ano ficou preso atrás do novato russo, Vitaly Petrov. Hamilton acabou em segunda posição mas não foi o suficiente para ultrapassar os pontos do vencedor, Sebastian Vettel.



5. O último campeão que não se chama Lewis (2016)

Depois de ser derrotado pelo colega da Mercedes-Benz, Lewis Hamilton, em 2014 e 2015 Nico Rosberg deu tudo o que tinha para ganhar o campeonato na temporada de 2016. A liderança do campeonato oscilou entre os pilotos da Mercedes, que tinham sido melhores amigos de infância. A competição deixou a pista e chegou à garagem ao ficar um ambiente amargo. Na última corrida em Abu Dhabi, Rosberg tinha um avanço de 12 pontos. Quando Hamilton assumiu a liderança aconteceu algo inesperado, o piloto abrandou para voltar ao campo do seu companheiro de equipa. A esperança era que outro piloto ultrapassasse Rosberg, fazendo assim a diferença de pontos que Hamilton precisava para erguer o título. Isto não aconteceu e Rosberg ganhou o campeonato, mas esta vitória custou-lhe tanto que ele reformou-se cinco dias depois.



4. Meio ponto faz toda a diferença (1984)

A lebre e a tartaruga, o mestre e o discípulo. A combinar estas duas metáforas temos Alain Prost e Niki Lauda, em 1984. O francês ganhou sete das 16 corridas e mesmo assim perdeu o título para Lauda por apenas meio ponto na última etapa. Prost ganhou a corrida no Grande Prémio de Portugal mas Lauda, em segundo lugar, levantou o troféu. O australiano já tinha ganho dois títulos e apreciava o valor da consistência. Quando Prost ganhava, Lauda somava pontos, quando o automóvel de Prost avariava Lauda ou ganhava ou obtinha mais pontos. Apesar de ganhar quatros das últimas seis corridas da temporada, Prost ficou sem tempo para reaver a liderança do astuto Lauda.



3. “Mansell a lutar pelo controlo” (1986)

Em 1986 o Grande Prémio era na Australia, o favorito para campeão era Nigel Mansell. Durante toda a temporada existiu uma luta entre Mansell e Nelson Piquet no veloz Williams-Honda e no McLaren-TAG. Na última corrida Mansell era o favorito mas ambos os pilotos da equipa Williams tiveram problemas nos pneus, principalmente o britânico que perdeu controlo do veículo. Prost acabou por sair a ganhar e foi o primeiro piloto a ganhar o título de campeão duas vezes consecutivas em mais de um quarto do século.



2. Britânicos lutam na última volta (1964)

As lutas mais memoráveis pelo título acontecem quando os pilotos são de equipas diferentes. Em 1964, três pilotos britânicos, de três equipas diferentes (Ferrari, BRM e Lotus) lutaram pelo título. O primeiro sair desta disputa foi Graham Hill atrasado pela abordagem de Lorenzo Bandini da Ferrari que danificou o exaustor do seu veículo. Para chegar ao primeiro lugar do pódio a única coisa que Jim Clark tinha que fazer era ganhar pela Lotus, e que John Surtees ficasse em segundo lugar. Com apenas algumas voltas até ao fim da prova Clark reparou que existia óleo na pista e ao entrar na última volta reparou que o óleo vinha do seu veículo. Sem lubrificante o V8 parou com vista para a bandeira axadrezada. Isto permitiu que Surtees tivesse a oportunidade de roubar o título, mas primeiro, teria que ultrapassar o seu colega de equipa. A Ferrari transmitiu essa mensagem a Bandini e o jovem italiano deixou que Surtees o ultrapassa-se dando assim ao seu colega os dois pontos necessários para ganhar.



1. A temporada que era digna de um filme (1976)

A luta épica entre Hunt e Lauda, o loiro piloto britânico contra o calculador campeão australiano. A estrela da Ferrari, Niki Lauda, construiu uma liderança invejável depois de ganhar quatro das seis corridas antes de James Hunt, da equipa McLaren o conseguir apanhar. O que fez tudo mudar foi o Grande Prémio da Alemanha, no perigoso circuito de Nürburgring Nordschleife. Sem contar com o tempo horrível que estava nesse dia, Lauda já estava contra o uso do circuito ao afirmar que 14 milhas, cerca de 22 quilómetros de comprimento era muito perigoso. O violento acidente no circuito provou o seu argumento da maneira mais atroz. Depois disso Hunt conseguiu vitórias atrás de vitórias e Lauda, completamente assustado, só voltou a competir passado seis semanas e só depois de um padre lhe ter pronunciado os último ritos. A grande batalha aconteceu no Grande Prémio do Japão com o australiano a liderar o campeonato por três pontos. Lauda saiu da pista molhada após duas voltas porque não queria desafiar o destino duas vezes. Embora tenha tido um furo, Hunt liderou a prova, e ocupou o terceiro lugar no pódio e desta forma consegui os quatro pontos que o levaram a ganhar o título.


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