Cinco modelos Corvette que provavelmente nunca ouviu falar

Clássicos 04 Nov 2021

Cinco modelos Corvette que provavelmente nunca ouviu falar

O Chevrolet Corvette é um dos automóveis mais icónicos da indústria automóvel americana e um dos modelos mais famosos no seio da General Motors. Foi lançado em 1953, contando até hoje com sete gerações, e desde o início que muitos automóveis únicos foram construídos com base no Corvette, como os três protótipos apresentados no Motorama de 1954, a Nomad Dream Wagon, o Corvair Dream Coupe e o Dream Hardtop, além de muitos outros ao longo dos anos, como o CERV, Mako Shark, entre outros. Ao longo da história de mais de 65 anos do Corvette, vários foram os designers que passaram pelos ateliers da marca, como Harley Earl, Bill Mitchell, Zora Arkus-Dontov, Ed Cole, entre outros, criando modelos únicos e outros de produção muito limitada. Mostramos-lhe cinco dos Corvette mais raros e únicos.
 

Corvette SR-2 (1956)

 

 
Este Corvette especial, foi desenvolvido para Jean Earl, filho do chefe de design da GM Harley Earl, que na época estava a competir pela Ferrari. Por esse motivo, o Corvette SR-2 azul foi o primeiro Corvette construído para a competição, em 1956. A base deste automóvel era de um Corvette regular, com uma carroçaria em fibra de vidro específica, com a frente maior, uma barbatana na traseira e jantes Halibrand em magnésio. Não se sabe ao certo o que significa SR, mas poderá ser “Sports Racing” ou “Sebring Racer”.
 
Bill Mitchell, quando viu o SR-2, quis um também e por isso foi construído um segundo exemplar, desta vez pintado de vermelho e com uma barbatana maior. Curiosamente, Mitchell conduzia, várias vezes, o seu SR-2 na estrada. Em 1957 foi construído um terceiro exemplar, para o presidente da GM Harlow Curtice, este não era para competir, mas sim para demonstração, com uma barbatana mais pequena, jantes de raios e um hardtop em aço. Também em 1957, os dois SR-2 substituíram os dois carburadores quadruplos por injecção de combustível, sendo os primeiros Corvette com este sistema.
 
Estes automóveis competiram em várias provas, como em Daytona, Sebring e Road America, contra máquinas como os Ferrari, Jaguar, Mercedes-Benz e Maserati. Todos os SR-2 construídos existem, mas nenhum está sob a posse da GM. Em 2015 o SR-2 #1 foi vendido por quase sete milhões de dólares.
 

Corvette XP-700 (1958)

 

 
Este Corvette foi criado por Bill Mitchell, tendo sido apresentado ao público, juntamente com o Corvette Sting Ray de competição, nas 6h de Marlboro de 1959. A frente é mais alongada e a traseira em cauda de pato, diferenciavam este modelo, assim como os escapes laterais e as jantes de raios. O hardtop é ao estilo europeu, com duas bolhas e estava equipado com retrovisor em periscópio, estes itens foram adicionados posteriormente. O motor era já de injecção de combustível. Vários elementos deste Corvette foram usados no modelo de produção de 1961, como a grelha da frente e a traseira.
 
O Corvette XP-700 nasceu vermelho e o próprio Bill Mitchell utilizou-o como automóvel pessoal no primeiro ano de existência, sendo depois pintado de cinza. Durante os anos 60, muitos foram os Corvette que viram a sua carroçaria modificada, para se assemelhar a este protótipo. Posteriormente, o chassis original foi usado para construir o Corvette Mako Shark de 1961, que está na posse da GM Heritage.
 

Corvette L89 (1967 a 1969)

 

 
No final dos anos 60, quem quisesse um Corvette mais musculado poderia adquirir o Corvette L88, com o motor 427, de 12,5:1 de taxa de compressão, touches sólidas, cabeças em alumínio, válvulas maiores e um carburador quadruplo Holley, tudo fazia o Corvette debitar 430 cv, mas segundo consta, este debitavam bem mais.
 
Mas de 1967 a 1969, havia ainda outra opção com melhor performance, a L89. O motor L71 427 com três carburadores passava a debitar 435 cv. Era uma opção cara, pois custava 948$ em 1967, mas o preço foi descendo até 1969. O motor era praticamente idêntico ao 427 de série, com uma taxa de compressão de 11:1, mas era cerca de 34 kg mais leve, pois utilizava cabeças em alumínio, câmaras de combustão e válvulas diferentes. Em 1967 a Chevrolet só vendeu 16 Corvette L89, mas em 1968 foram 624 exemplares e em 1969 foram 390.
 

Corvette Baldwin-Motion (1968 a 1971)

 

 
Em 1967 Joel Rosen da Motion Performance, de Baldwin, Long Island, Nova Iorque, começou uma parceria com o concessionário da Chevrolet de Baldwin e começou a montar motores 427 (7.0L) nos Camaro. Em 1968, os modelos Camaro, Chevelle e outros Chevrolet Baldwin-Motion, começaram a ganhar reputação, por serem os melhores ao nível da performance, tanto na estrada, como em pista. No mesmo ano, Rosen começou a preparar modelos Corvette e alguns Cobra 427, com bastante sucesso. No final de 1968, Rosen começa a vender Corvette da terceira geração, preparados por ele, tanto para pista como para estrada, com bastante equipamento de topo, com a garantia escrita que atingia as 160 mph, ou seja, mais de 250 km/h, estes modelos eram conhecidos por Mark III SS-427 Corvette. Após a produção de alguns exemplares (pensa-se que nenhum chegou aos nossos dias), este modelo foi substituído pelo Corvette Phase III SS-427.
 
Em 1969, Rosen começou a desenvolver carroçarias especiais para montar nos seus Corvette, eliminando os faróis escamoteáveis, designando este modelo de Corvette Phase III GT. Várias alterações poderiam ser produzidas a pedido, em qualquer modelo Chevrolet, desde novos farolins, alargamentos, entradas de ar, pinturas personalizadas, ou seja, tudo o que fosse possível fazer. Segundo consta, cerca de doze Corvette Baldwin-Motion foram produzidos e os sobreviventes valem muito dinheiro hoje em dia.
 

Corvette ZR-1 e ZR-2 (1970 e 1971)

 

 
O primeiro Corvette ZR-1 foi lançado em 1970 e em 1971 a Chevrolet oferece o Corvette em duas opções quase de competição, o ZR-1 com o motor Small Block LT-1 com 330 cv e o ZR-2 com o motor Big Block LS6 de 425 cv, ambos acoplados a uma caixa Muncie M-22 de quatro velocidades. Ambos tinham também suspensão F41 mais dura, travões mais eficazes J56 e radiadores de alumínio. No entanto, estas opções não poderiam ser pedidas com rádio ou direcção assistida, pois eram, basicamente, versões de pista para a estrada. Ambas era versões caras e por isso, em 1970 a Chevrolet só vendeu 25 Corvette ZR-1, oito em 1971 e 20 em 1972. O Corvette ZR-2 só teve um ano em produção, com a Chevrolet a produzir somente 12, incluindo dois descapotáveis.


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