Renault Fuego, o coupé francês esquecido

Clássicos 10 Out 2021

Renault Fuego, o coupé francês esquecido

O Fuego foi um automóvel produzido pela Renault em França de 1980 a 1985, em Espanha até 1986 e na Argentina até 1992, num total de 265.367 exemplares, substituindo os coupés dos anos 70 Renault 15 e 17. Mas, apesar do grande número de exemplares, hoje é um automóvel raro de se ver. Foi vendido, inclusivamente, nos EUA de 1980 a 1985, através da rede de concessionários da AMC, durante a parceria desta com a marca francesa, mas com vendas pouco expressivas.
 
A carroçaria foi desenhada por Michael Jardin e o interior por François Lampreia, sob a supervisão do chefe de projecto Robert Opron, sendo construído com base no Renault 18. Existem vários pormenores no Fuego que ficam marcados para a história, como sendo o primeiro desportivo de quatro lugares desenhado com a ajuda de um túnel de vento e foi também o primeiro a utilizar um sistema de abertura das portas remotamente, com fecho central. Foi também o primeiro a trazer comandos no volante, nas versões GTX e Turbo. Existiu ainda uma versão turbo-diesel, que quando foi lançada, em 1982, era o automóvel diesel mais rápido do mundo, com uma velocidade máxima de 180 km/h. Durante os anos de 1980 e 1982, o Fuego foi o coupé mais vendido da Europa.
 
Existem várias versões e vários motores que equiparam o Fuego, todos montados na frente e a dar potência às rodas frontais. O mais básico era o Fuego TL com um motor 1.4 litros e 64 cv, acoplado a uma caixa de quatro velocidades. O seguinte era o Fuego GTL com um motor 1.7 litros de 73 cv e caixa de quatro velocidades, tendo recebido, posteriormente, um motor de 2.0 litros e uma caixa de cinco velocidades. O Fuego TS e GTS estavam equipados com o motor de 1.6 litros. O Fuego GTS estava equipado com o motor de 1.7 litros mas com 96 cv, podendo vir com caixa de cinco velocidades ou de três automática.
 
Os Fuego TX e GTX estavam equipados com o motor de 2.0 litros, produzindo 110 cv e acoplado a uma caixa de cinco velocidades, estando disponível, mais tarde, a caixa automática de três velocidades. O GTX passou a equipar o motor 2.2 litros e injecção electrónica do Renault 25, em 1983 nalguns mercados. A versão diesel, o Fuego Turbo D, estava equipado com um motor de 2.1 litros turbo.
 
A versão mais apimentada, era sem dúvida o Fuego Turbo, com o motor A5L de 1.6 litros, equipado com um turbo Garrett T3 a debitar 130 cv, o que para a época era um número bastante bom. A Renault trazia pela primeira vez a tecnologia que tinha estreado na Fórmula 1, em 1977, para os seus modelos de estrada.
 
Infelizmente, o Renault Fuego não foi substituído. O desenvolvimento do Fuego II foi iniciado, com um design inspirado no Alpine GTA, mas foi cancelado, devido aos problemas financeiros da marca francesa.
 

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