GMC Syclone e Typhoon, os improváveis irmãos de alta performance

Clássicos 16 Jul 2021

GMC Syclone e Typhoon, os improváveis irmãos de alta performance

Por Tiago Nova

Actualmente, o segmento dos SUV e Pickups está em alta, um pouco por todo o mundo, e é normal os fabricantes desenvolverem versões de alta performance para tornar os seus modelos mais apetecíveis. No entanto, na década de 90 isso não era normal e a GMC apostou nesse sentido, nascendo a GMC Syclone e o GMC Typhoon.

Com base na pickup GMC Sonoma, a marca americana, em conjunto com a Production Automotive Services, desenvolveu uma versão de alta performance, designando-a de GMC Syclone. Lançada em 1991, a Syclone era a pickup de produção mais rápida do mundo, com várias revistas a comparar a sua aceleração com desportivos como o Chevrolet Corvette, ou ainda o Ferrari 348.

O motor que equipa a Syclone é o V6 LB4 Vortech de 4,3 litros de cilindrada, derivado do LC2 de 3,8 litros do Buick GNX, que viu adicionado um turbo Mitsubishi TD06-17C e um intercooler Garrett água-ar, além de outras alterações, como os pistões, capas de bielas, junta da cabeça, colector de admissão e de escape, sistema de combustível e um duplo corpo de acelerador de 48mm, extraído do motor GM Small-Block de 5,7 litros. Todas essas alterações elevam a potência para os 280cv e o binário para os 475 Nm.


Acoplado ao motor, está unicamente a caixa automática Hydramatic 4L60 de quatro velocidades. A potência é enviada para as quatro rodas, através de uma caixa de transferências BorgWarner 1372, que transfere 35% da potência para a frente e 65% para a traseira, estando aqui equipado com um diferencial autoblocante.

Para a condução ser condizente com o aumento de potência, a suspensão foi completamente alterada, sendo mais baixa, e foi instalado um sistema de ABS, sendo a Syclone a primeira pickup a equipar um sistema de anti bloqueio dos travões nas quatro rodas.

No interior, também recebe algumas alterações, como o painel de instrumentos extraído do Pontiac Sunbird Turbo, a alavanca da caixa de velocidades do Chevrolet Corvette e os bancos com tecido específico e a denominação do modelo bordado. Exteriormente, para além dos apontamentos a preto, tem as jantes específicas de 16” envoltos em pneus Firestone 245/50R16 desenvolvidos especialmente para o automóvel.

Em 1991, apenas 2995 exemplares foram construídos, todos na cor preta. Para 1992, haveria a possibilidade de escolha por outras cores, no entanto, a produção foi parada e apenas três exemplares foram produzidos, sendo que um foi utilizado nos testes de embate. Acabaria por ser substituído pela GMC Sonoma GT, com um design semelhante, mas sem grande parte das características técnicas. A estes pode-se somar ainda o protótipo construído em 1989 na cor branca. Cerca de 150 exemplares foram exportados oficialmente pela GMC, na sua maioria para a Arábia Saudita e outros para a Europa.

Posteriormente, a GMC aplicou a mesma receita no seu SUV Jimmy, nascendo assim o GMC Typhoon, estando em produção de 1992 a 1993. É em tudo semelhante ao Syclone, estando equipado com o mesmo motor de 280cv, sendo que a única alteração é a caixa de transferências, que no Typhoon é uma BorgWarner 4472. Outros elementos específicos do Typhoon é a suspensão a ar na traseira, que pode ajustar a sua altura e os bancos em pele.

No total foram produzidos 4697 exemplares do GMC Typhoon, 2497 em 1992 e 2200 em 1993, a que se junta seis automóveis de pré-produção em 1991. Ao contrário do Syclone, o Typhoon era vendido em várias combinações de cores, que varia conforme o ano, sendo que a mais usual era a preto sob preto, com um total de 2270 exemplares produzidos. As cores mais raras são a Radar Blue e Raspberry Metalic, oferecidas em 1992, com apenas dois exemplares produzidos de cada, que terão sido produzidos apenas para testes.

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