Iberian Historic Endurance com abertura em grande

Competição 11 Mai 2021

Iberian Historic Endurance com abertura em grande

Debaixo de um sol esplendoroso em Portimão os 40 carros do Iberian Historic Endurance receberam a primeira bandeira verde do ano 2021. Uma grelha invejável enfrentou cada subida e descida do traçado algarvio. Disputadas todas as curvas e chegando ao fim os 40 minutos da sessão de qualificação foi Carlos Barbot, no seu sempre eficaz Merlyn MK4, o autor da volta mais rápida. No entanto não foi tarefa fácil para o piloto vindo do Porto, pois até ao últimos 10 minutos da sessão eram 5 carros dentro do mesmo segundo. O que só demonstrava uma coisa, para a Corrida 1 o espetáculo estava garantido! Miguel Ferreira e Francisco Carvalho foram os mais velozes a percorrer os quase 5 km na pista de Portimão no que toca à categoria H71. Na H65 os potentes motores dos exemplares americanos ocuparam as posições cimeiras. Com a equipa suíça Burgol Racing a preparar os seus exemplares da melhor forma possível. Com uma preparação eximia as duplas Neurrisse- Rouchaud , Fischer- Monay e Demole – Monay apenas se tiveram de preocupar em procurar a volta perfeita. No Gentleman Driver Spirit (GDS) os Ford Cortina Lotus do pai e filho Gama Rocha e Sousa Ribeiro ocuparam as primeiras duas posições seguidos de um Porsche 911 SWB de Nuno Nunes e José Carvalhosa

O relógio caminhava para as 17h quando as luzes do semáforo se apagaram e o rugido dos motores do pelotão do Iberian Historic Endurance se fez ecoar pelas vazias bancadas do Autódromo de Portimão. Estava oficialmente inaugurada a temporada do Historic Endurance.
Carlos Barbot largou bem mas ao seu encalce seguiram-se dois Porsches: a dupla Martinez-Fuster logo seguidos de perto por Vaz/Soares. Miguel Lobo, que neste evento foi o único na categoria H-INV, teve problemas logo na volta de apresentação e caiu para o fundo da extensa grelha. Quem não teve inicio fácil foi Bastos Rezende, que decidiu não alinhar com o seu De Tomaso Pantera e em vez do elegante italiano alinhou com um potente Porsche 911 3.0 RS o que significou que teria de partir de último.
Os bólides americanos, Shelby Cobra 289 e Cobra Daytona, tripulados pelos simpáticos Neurrisse – Rochaud e Fischer – Monnay, não ficaram intimidados com a sua estreia em Portimão e arrancaram igualmente bem.


As primeiras voltas numa corrida de 50 min pouco influenciam o resultado final e nesta primeira prova não foi diferente. Com uma paragem obrigatória entre os 20 e os 30 min, as contas foram todas baralhadas. Todas as categorias tiveram diversos líderes.
Na categoria GDS, a dupla familiar composta por pai e filho teve uma estreia memorável, Luis Gama Rocha e Diogo Gama Rocha contornaram as 16 curvas do traçado ao volante do icónico Ford Cortina Lotus e venceram. Os Germânicos Oldendorff e Hichert no charmoso Alfa Romeo GTA até ao segundo degrau do pódio mas logo no seu encalce seguiu Nuno Nunes com seu Porsche 911 SWB a fundo.


Em H1965, 3 participantes lideraram, todos modelos americanos mas a vitória acabou por sorrir à dupla Fischer – Monnay, seguidos por Demole – Monnay e a subir ao lugar mais baixo do podium Neurrisse – Rouchaud. Em H1971 quem liderou quase toda a corrida foi o Ford Escort RS 1600 de Miguel Ferreira e Francisco Carvalho, no entanto o carro britanico não aguentou o calor extremo vindo dos travões e do asfalto e acabou por ceder. No entanto quem não teve desafios acrescidos e cruzou a meta no primeiro lugar foi Domingos Sousa Coutinho e Ricardo Pereira, a dupla assistida pela RP Motorsport em BMW 2800 CS venceu e convenceu. A fazer companhia para levantar as belas taças graciosamente oferecidas pela Gupe, subiram ao pódio Piero dal Maso e José Carvalhosa que à semelhança dos terceiros classificados, Garcia- Garcia conduziram um Porsche 2.5 ST.

Os três primeiros a cruzar a linha de chegada tinham muito em comum, o carro e a categoria. Foram 3 Porsche 911 3.0 RS em H76 a saborearem o espumante. Alfredo Martinez e Jesus Fuster atravessaram a fronteira e subiram ao lugar mais alto do pódio. Tal como foi referido anteriormente, não é como se começa mas sim como se acaba e com uma recuperação, no mínimo adjetivada como, incrível Pedro Bastos Rezende utilizou toda a sua experiência e conhecimento do traçado para subir ao lugar intermédio do pódio. A finalizar este belíssimo pódio surge a animada e carismática dupla Carlos Brízido e João Pina Cardoso que conduziram o famoso Porsche com a decoração Doutor Bayard até ao terceiro lugar da sua categoria.

A 7 minutos do final, devido à presença de óleo na pista, a direção de corrida decidiu por razões de segurança, terminar prematuramente a corrida de estreia em 2021.
No domingo, dia 9 de Maio os diversos exemplares clássicos tiveram pela frente mais um desafio de 50 min onde a única incerteza é a metereóloga.


TAGS: Iberian Historic Endurance


PARTILHAR:

Deixe um comentário

Please Login to comment