Rockne Model 65, a fusão de arte e performance

Clássicos 04 Abr 2021

Rockne Model 65, a fusão de arte e performance

A Rockne Motor Corporation foi uma pequena marca de automóveis americana criada pela Studebacker, de curta duração, estando no mercado somente de 1932 a 1933, para a produção de automóveis mais baratos e fiáveis. No entanto, a marca foi lançada no pico da depressão económica americana e em 1933 a Studebacker entrou em falência, o que não ajudou na popularização da Rockne, tendo sido fundida com a marca mãe nesse mesmo ano.
 
Este Rockne foi encontrado por Ron Perkins, numa visita a uma quinta, em Vermont, para adquirir um Plymouth de 1932. Mas o que saltou à vista de Ron, foi um coupé, sem qualquer emblema que o identificasse, mesmo assim avançou com a compra do misterioso automóvel. Ron passou várias noites a investigar o automóvel, que teimava a não dar pistas para a sua identificação. Após longas noites de pesquisa, foi descoberta a identidade do automóvel, sendo um Rockne Model 65 Coupé, de 1932, com carroçaria e chassis coincidentes. No entanto, faltavam diversas peças e sendo um modelo raro, não seria fácil encontrá-las, Ron procurou-as durante cinco anos, nos mais variados locais. Mas a carroçaria, por estar protegida dos elementos, estava bastante sólida, sem haver necessidade de grandes trabalhos de chapa.
 
Ron cresceu no mundo “hot rodder”, ouvindo as histórias do pai e do tio, ambos pilotos na pista de Orange Drag. Desse modo, Ron queria criar algo que fundisse o estilo e a performance, com várias peças da melhor linhagem da Rockne e da Studebacker. A carroçaria foi separada do chassis, para este ser alterado, adicionando braços novos, para uma maior rigidez. Na traseira foi adicionado um diferencial de 3.90:1, com aperto rápido, molas de lâminas paralelas e amortecedores Pete Jakes. Na frente foi adicionado um eixo modificado Super Bell, com molas de lâmina Posies e amortecedores Pete Jakes. A travagem é operada por uma bomba de circuito duplo, que empurra o fluído pelas linhas em aço inoxidável, até aos travões de um Ford de 1940, com tambores de 45 mm da Buick. As jantes de 16″ são da Artillery, com tampões ao estilo Cragar. Os pneus são da Firestone/Coker de 5.00×16 na frente e 8.90×16 na traseira.
 
Para o motor, Ron queria continuar na linhagem da Studebacker, para não sair do conceito original. Após várias pesquisas, encontrou peças raras da NOS para o motor V8 R3 da Studebacker, de modo a transformá-lo num motor de competição. Com base num bloco R2 de 4.74L, Bob Munter da WCD Garage, criou um motor R3 de 5.0L. A cambota foi forjada e foram instalados pistões em alumínio forjado. Foram colocadas cabeças em alumínio, assim como a admissão, onde recebeu um carburador Holley 625cfm e um compressor volumétrico Paxton SN92. Recebeu ainda uma ignição Mallory, um sistema de escape totalmente feito por medida, com colectores Hollywood. O motor está ligado à caixa de cinco velocidades Tremec TKO-500, através de um veio construído para o efeito e é distribuída para as rodas, graças a um diferencial Mitchell. Tudo foi construído de acordo com a potência do motor, que debita cerca de 400 cv às 6000 rpm.
 
Para dar o projecto como terminado, a carroçaria foi pintada na cor Axalta Grey, foram adicionados faróis de um Studebacker Dictator de 1932 e os farolins de um Studebacker de 1937. O interior seguiu a veia tradicional, com mostradores Stewart-Warner, volante de um Studebacker de 1937 e manete da caixa de velocidades da EZ Wiring. Os bancos provêem de um Triumph TR3 de 1957, estufados na Seamless Custom.
 

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