Maria Teresa de Filippis, uma história de audácia

Arquivos 09 Mar 2021

Maria Teresa de Filippis, uma história de audácia

Maria Teresa de Filippis foi a primeira mulher a qualificar-se para um Grande Prémio de Fórmula 1, ao volante de um Maserati 250F. A sua história é definida pela paixão e pela audácia.

Maria Teresa de Filippis nasceu em Nápoles, em 1926, e decidiu entrar para o mundo da competição motorizada quase como um desafio. Em 1948, participou na sua primeira verdadeira corrida: com apenas 22 anos, alcançou o lugar mais alto do pódio nos 10 km Salerno-Cava de ‘Tirreni, na classe de 500cc da categoria de carros de turismo, pulverizando os seus colegas do sexo masculino. Esta primeiríssima vitória serviu de ignição à sua paixão pela competição, e, no ano seguinte, triunfou em diversas competições na classe de 750cc.

No biénio 1953 – 1954, passou a tripular um Osca 1100cc, com o qual venceu as 12 Horas de Pescara, o Trullo d’Oro, a Catania-Etna, e os circuitos de Caserta e Syracuse.


Foi no ano de 1955 que Maria Teresa de Filippis fez a transição para um Maserati 2000 A6GCS. Num artigo que escreveu acerca dos seus anos na competição, afirmou: “… um automóvel potente, com o qual senti que podia vencer qualquer coisa… e venci”. Acrescentando: “Pobre automóvel! Tantos acidentes espectaculares, mas, também, tantas vitórias!”. Sobretudo uma: a vitória na Catania-Etna em tempo recorde, que se manteria imbatível durante os três anos seguintes. Conquistaria o segundo lugar da classificação geral, na classe de 2000cc, no campeonato de 1955.


Em 1958, ao volante de um Maserati 250F privado, Maria Teresa de Filippis fez a sua estreia no Grande Prémio de Syracuse, e, depois, competiu no seu primeiro Grande Prémio do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, na Bélgica. Várias pilotas participaram nos desportos motorizados ao longo dos anos, mas só Maria Teresa detém esse recorde único que não pode ser batido, ou mesmo igualado: o de ter sido a primeira mulher a competir na Fórmula 1.

Capaz de evidenciar-se num ambiente que, até então, tinha sido considerado como exclusivamente masculino, Maria Teresa conquistou o respeito e a estima dos seus rivais, e trouxe às pistas os valores que, ainda hoje, guiam a Maserati: excelência, elegância e potência.

A Maserati e Maria Teresa de Filippis representam uma combinação vencedora. Uma história de tenacidade, coragem e audácia. O desejo e a determinação de resolver desafios técnicos, físicos e pessoais, e transformá-los em oportunidades a aproveitar, olhando para o futuro com determinação.

Cinco anos após a sua morte, a força e a importância dos feitos alcançados por Maria Teresa de Filippis continuam a definir os valores da Maserati, e, também, a inspirar todas as mulheres que hoje trabalham para a marca.


TAGS: Fórmula 1 Maserati


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