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Em 1915, a Cadillac lançava o seu motor de topo V8, causando grande impacto na indústria automóvel americana, por ser o primeiro motor do género. No entanto, os louros durariam pouco pois, no ano seguinte, a Packard lançava o seu magnífico motor V12, destronando, por completo a sua rival. O desenvolvimento do motor V12 da Packard iniciou-se em 1913, por Jesse Vincent, tanto para automóveis como para aeronaves, sendo este último utilizado bastante na Primeira Guerra Mundial.
Quando o Packard Twin Six foi apresentado causou uma sensação enorme, com o seu belíssimo motor V12 de 60 graus, construído a partir de dois blocos de seis cilindros em linha, daí a designação do modelo. O motor de sete litros de cilindrada e cabeças em L, debitava uma potência de 88cv às 3000 rotações por minuto, um valor impressionante para a época, levando o Twin Six a velocidades perto dos 100 km/h. Vários foram os motores da Packard desenvolvidos para a competição, como por exemplo na Indianapolis 500, e até para bater recordes de velocidade.
O Twin Six de estrada era equipado com uma caixa de três velocidades manuais, que enviavam a potência para o eixo traseiro. Na frente, a suspensão era de eixo rígido e a travagem era de tambores apenas nas rodas traseiras. O automóvel poderia ser adquirido completo ou somente com o chassis rolante, para ser carroçado por uma empresa de fora, típico da época.
O Packard 2-25 Twin Six Runabout Racer presente neste artigo foi enviado novo para a Argentina, para ser convertido num automóvel de competição, com base num chassis curto. Foram feitas várias alterações, como um radiador melhorado, um colector de admissão feito especificamente para este automóvel, escape lateral e a alavanca das mudanças recolocada para o lado direito do condutor. A travagem também foi melhorada, com a adaptação de um eixo frontal de um Hispano-Suiza, que incluía travões de tambor, passando a ter travagem nas quatro rodas. As jantes foram alteradas para umas Buffalo Wire Wheels de 20”.
Tal como muitos automóveis que competiram na América do Sul, o seu currículo desportivo é desconhecido, mas sabe-se que Mariano de la Fuente, Alejandro Schoega e Raúl Riganti, conduziram automóveis Packard entre 1918 e 1922, sendo por isso provável que tenham conduzido este exemplar. Durante os anos 50, foi adquirido por um executivo da Shell Oil, radicado na Argentina, mas não estava a trabalhar. Em 1964 foi levado para Houston, após um grande processo de exportação, sendo guardado durante décadas sem trabalhar, até ser restaurado no início dos anos 2000, aparecendo, posteriormente, em vários eventos e esteve mesmo em exposição no National Packard Museum, em Ohio.
Agora, a RM Sotheby’s levou este exemplar a leilão, no evento online Open Roads, entre os dias 19 e 28 de Fevereiro, sendo vendido por 86 mil euros, um pouco abaixo das expetativas iniciais, que situavam o valor da venda nos 116 mil e os 132 mil euros.
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