Clássicos 08 Fev 2021

Ferrari 400i do Museu do Caramulo recebe pintura nova

O fantástico Ferrari 400i da colecção do Museu do Caramulo estava a precisar de uma pintura nova completa. Com a ajuda da Cromax, o Ferrari 400i renasceu com a nova pintura e ostenta agora toda a sua beleza e glória antiga, tal como quando saiu da fábrica de Maranello em 1979.

Sobre o Ferrari 400i

Dando continuidade à linhagem de coupés 2+2, que tanto sucesso havia granjeado com o modelo 365 GT4 2+2, a Ferrari apresentou, em 1976, o seu sucessor, sob o nome 400.


O novo 2+2, com motor colocado em posição dianteira, utilizava, pela primeira vez na história da marca italiana, uma caixa automática. Desenhado por Pininfarina, o Ferrari 400 foi revelado ao público no Salão Internacional de Paris e desde logo garantiu a atenção do mercado, não só pela sua mecânica, mas principalmente pela sua estética controversa.

A grande novidade em 1976 para a Ferrari foi o acrescento do sufixo “Automatic” (ou simplesmente “A”) no nome dos seus modelos. O Ferrari 400 Automatic estreava uma caixa automática Turbo-Hydramatic THM400 de origem General Motors, enquanto o 400 fazia uso de uma versão manual. Na lista de diferenças entre o Ferrari 365 GT4 2+2 e o Ferrari 400 incluíam-se jantes em liga leve com cinco porcas de aperto, em vez das jantes de porca de aperto central, novos spoilers dianteiro e traseiro e quatro farolins traseiros, em vez de seis. O interior também beneficiava de um facelift.

Herdando do 365 GT4 2+2, que por sua vez o havia herdado do Ferrari Daytona o motor V12 com 4,8 litros de capacidade e 4823cc, era alimentado por carburadores e desenvolvia 340cv de potência. O valor anunciado pelo fabricante dos 0 aos 100 km/h era de 7,1 segundos. Em 1979, o modelo era actualizado mecanicamente pela Ferrari, com a substituição no motor V12 de carburadores por um sistema de injecção de combustível Bosch K-Jetronic, alteração essencial para garantir a diminuição das emissões poluentes. A potência também diminuía para os 310cv, no modelo que passava a ser conhecido como 400i.

A gama seria novamente actualizada em 1983, com o Ferrari 400i a ver a potência do motor V12 com 4,8 litros de capacidade subir para os 315cv, sendo que as principais alterações eram verificadas no interior. Totalmente revisto, o habitáculo passava a contar com novos botões no tablier, de accionamento electrónico. No exterior, o modelo distinguia-se dos antecessores pela utilização de um painel traseiro pintado na cor da restante carroçaria e, à frente, os faróis de nevoeiro passavam a estar expostos na grelha.

Datando de 1979, este modelo é uma das primeiras versões equipadas com injecção mecânica de combustível. Curiosamente, o sistema Bosch K-Jetronic, apresentado pela marca alemã de componentes em 1973, foi estreado pela Porsche no 911T, sendo rapidamente adoptado por marcas como a Audi, BMW, DeLorean, Mercedes-Benz, Rolls-Royce, Bentley, Lotus, Peugeot, Renault, Volvo, Saab, Ford e Volkswagen.

Este automóvel, que pertenceu a Joaquim Manuel Pacheco de Oliveira Cálem, foi doado ao Museu do Caramulo por Maria Carlos Cálem.


TAGS: Ferrari 400i Museu do Caramulo


PARTILHAR:

Deixe um comentário

Please Login to comment