Seis clássicos podem bater recordes em leilão este fim-de-semana

Mercado 04 Set 2020

Seis clássicos podem bater recordes em leilão este fim-de-semana

Os leilões de clássicos estão de volta, a pouco e pouco, com novas regras e novas normas de procedimento. O mercado de clássicos volta assim ao activo e amanhã irão a leilão vários automóveis da colecção do belga Hubert Fabri. No total são 15 os automóveis que serão licitados, distribuídos entre as marcas Aston Martin, Bentley, Bugatti, Ferrari, Lamborghini e Lancia. O evento, “Passion of a Lifetime”, levado a cabo pela Gooding & Company no Hampton Court Palace, espera trazer bons resultados, com os especialistas a adivinhar que vários recordes serão batidos.

Já por si, o leilão bateu o recorde de média de preço por automóvel, sendo esse valor de cerca de 2.823.752 euros. Este leilão também representa um marco histórico para a leiloeira, já que será o primeiro fora dos EUA. Seguem-se seis dos automóveis que se espera que ultrapassem os valores atingidos em leilões anteriores.

Aston Martin DB4 GT Zagato (1961)


Somente 19 exemplares foram produzidos do Aston Martin DB4 GT Zagato, modelo apresentado no Salão de Londres, em 1960. Equipado com um motor de seis cilindros em linha e duas árvores de cames à cabeça, debita mais de 300cv. Este exemplar, com o chassis número 0176/R, foi o único pintado na cor vermelha Peony, tendo sido vendido novo a Teddy Beck, adquirido em Outubro de 1962 à Hersham and Walton Motors. Teve outros proprietários ao longo da sua vida, incluindo Victor Gauntlett, chefe executivo da Aston Martin. Está na colecção de Fabri desde 1985.

O recorde actual de um modelo idêntico situa-se nos 10.652.295€.

Bugatti Type 57S Atalante (1937)


A Bugatti produziu somente 17 exemplares do Type 57S Atalante. Este automóvel, com o chassis número 57502, foi adquirido novo por Earl Howe, cofundador do British Racing Drivers Club e antigo presidente do Bugatti Owner’s Club. O proprietário seguinte equipou-o com um motor de oito cilindros em linha, 3,3L de cilindrada e compressor Marshall. Foi para a colecção de Harold Carr, em 1955, ficando parado a partir dos anos 60. Só seria descoberto em 2007, após a sua morte, num estado lastimoso.

O valor recorde para um modelo idêntico situa-se nos 7.161.491€, esperando-se que este exemplar ultrapasse os 7.915.401€.

Bugatti Type 59 Sports (1934)


Este Bugatti competiu pela equipa oficial da marca de 1934 a 1935, com o piloto René Dreyfus a conseguir um terceiro lugar no Grande Prémio do Mónaco e a vitória no Grande Prémio da Bélgica, no circuito de Spa. Está equipado com um motor de oito cilindros em linha, com compressor volumétrico. Este automóvel passou também pela posse do Rei Leopoldo III da Bélgica.

O último automóvel idêntico foi vendido em 2005, por um valor de 1.493.952€, esperando-se agora que este exemplar ultrapasse os 11.304.975€.

Lancia Lambda 3ª Série Torpedo (1924)


O Lancia Lambda foi desenvolvido pelo próprio Vincenzo Lancia e produzido entre 1922 a 1931, sendo o automóvel a superar pelos rivais da época. Tinha um inovador chassis monocoque, suspensão independente na frente e um motor V4. Está na mesma família há duas gerações, ou seja, há 60 anos.

O Lambda tem um valor recorde de 262.138€, esperando-se que este exemplar chegue aos 452.306€.

Rolls-Royce 40/50 HP Silver Ghost Alpine Eagle Tourer (1919)


A versão Alpine Eagle do Rolls-Royce 40/50 Silver Ghost é inspirada no que competiu no Alpine Trial de 1913, com o piloto James Radley, vencendo todas as etapas, devido à sua grande fiabilidade. Este exemplar foi anteriormente restaurado pelos especialistas da P & A Wood.

O recorde actual de venda de um Rolls-Royce Silver Ghost pós-Primeira Guerra é de 502.046€, no entanto, esse valor mais que triplicou para o que se espere que chegue aos 1.583.426€.

Vauxhall 30-98 OE-Type Wensum (1924)


William “Bill” Boddy, editor da revista Motor Sport, de 1936 a 1991, declarou que o Vauxhall 30-98 era o melhor automóvel pré-Segunda Guerra. Este exemplar tem ainda uma rara carroçaria Wensum, produzida somente em 12 modelos OE-Type, combinando a elegância, com desportividade e formas streamline, sem portas de acesso ao seu interior. As linhas, desenhadas por Jock Hancock, foram inspiradas no seu barco, que estava atracado em Norfolk Broads.

O último veículo idêntico vendido atingiu os 492.469€, estando este avaliado em 1.354.318€.


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