Os últimos supercarros analógicos a serem produzidos

Modernos 08 Ago 2020

Os últimos supercarros analógicos a serem produzidos

O pico dos supercarros analógicos chegou na década 90 e meados da década de 2000. O desenvolvimento da tecnologia aplicada na indústria automóvel alterou o conceito de supercarro, o que costumava pegar fogo se ficasse muito tempo no trânsito é agora algo incrivelmente rápido no qual se pode deslocar todos os dias. Apresentamos seis exemplos dos últimos supercarros analógicos que foram produzidos.

Bugatti EB110


 
Este é o automóvel mais antigo desta lista, mas mesmo assim emprega tecnologia de ponta para a época. O motor V12 de 3,5L, está equipado com quatro árvores de cames à cabeça, 60 válvulas e quatro turbos, para debitar 560 cv. Outro facto interessante é que o motor do EB110 estar equipado com 12 borboletas individuais, uma para cada cilindro. Claro está, que a caixa é de seis velocidades manuais e envia a potência para as quatro rodas. Somente 139 exemplares foram construídos.

Ferrari F50


 
Quando foi lançado, o Ferrari F50 era o que estava mais próximo de um Fórmula 1, para poder circular na via pública. A suspensão é uma obra de arte da engenharia, de triângulos e suspensão pushrod. O motor V12 era o mesmo utilizado no do automóvel de Fórmula 1, de 4,7L de cilindrada e 519 cv, sendo um elemento estrutural, montado directamente no chassis monocoque em fibra de carbono. Não estava equipado com direcção assistida, nem com travões com servofreio e muito menos com ABS. No entanto, estava equipado com amortecedores variáveis electronicamente. O F50 foi o último Ferrari superdesportivo com caixa manual. Somente 349 exemplares foram construídos.

Ford GT


 
O Ford GT foi lançado como sendo a interpretação moderna do saudoso GT40 dos anos 60, quase 50 anos depois e serviu também para a Ford comemorar o seu centenário. Está equipado com o motor V8 todo em alumínio de 5.4L, que com um compressor debita 558 cv. A caixa de seis velocidades, como não poderia deixar de ser, é manual e produzida pela Ricardo. No total 4038 modelos foram produzidos, com cerca de 100 destinados à Europa.

Koenigsegg CCX


 
Com apenas 22 anos, Christian von Koenigsegg fundou a sua própria marca de supercarros, na Suécia. Dez anos após a construção dos primeiros protótipos, o modelo CCX foi lançado, tornando-se o automóvel mais rápido do mundo. O motor V8 utilizado, com dois compressores e 4,7L de cilindrada, foi praticamente todo desenhado em casa, debitando 817 cv, acoplado a uma caixa de seis velocidades manuais. Entre 2006 a 2010 foram produzidos somente 49 exemplares – 30 CCX, nove CCXR, seis CCX/CCXR Edition, dois CCXR Special Edition e dois CCXR Trevita.

Lamborghini Murciélago


 
O Lamborghini Murciélago foi lançado para substituir o Diablo e corrigir tudo o que este tinha de errado, sendo o primeiro modelo lançado já com a Lamborghini na posse do Grupo Volkswagen. Tal como outros modelos desta lista, este foi o último da família a ter uma caixa manual. O chassis space-frame em alumínio é coberto com painéis em fibra de carbono. O motor V12 tem uma cilindrada de 6,2L, desenvolvendo 575 cv.

Porsche Carrera GT


 
Por debaixo da carroçaria monocoque em fibra de carbono, o Porsche Carrera GT esconde o poderoso motor V10 de 5,7L e 612 cv que atinge as 8400 rpm, com mais de 100 cv por litro e uma taxa de compressão de 12:1, capaz de atingir mais de 320 km/h. O facto da Porsche ter conseguido ter lucro em cada modelo, algo pouco comum neste segmento, é devido ao motor, que tinha sido desenvolvido para a Fórmula 1, projecto que não chegou a ser concretizado, sendo depois utilizado para um LMP1, projecto esse que também foi cancelado e, por fim, acabou num modelo de estrada. Este modelo tem suspensão pushrod, inspirada nos modelos de competição. Acoplado ao motor está a caixa manual de seis velocidades. No total a Porsche produziu 1270 unidades do Carrera GT, vendendo-os todos antes do primeiro exemplar estar terminado, ficando na história como um dos maiores sucessos do segmento.



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