Dez automóveis que foram pensados para “viver” dentro deles

Clássicos 27 Jun 2020

Dez automóveis que foram pensados para “viver” dentro deles

Actualmente as auto-caravanas são produzidas a partir de veículos comerciais, principalmente carrinhas. Mas, no passado, existiram vários construtores que produziram algo diferente, recorrendo à base de um ligeiro de passageiros, adicionando equipamentos que permitem ter “quase” uma vida dentro deles. Seguem-se dez exemplos de automóveis clássicos, com que se pode passar umas boas férias.

Austin Maxi


 
O Austin Maxi tinha todos os ingredientes para ser um sucesso comercial, uma caixa de cinco velocidades, motor com árvore de cames na cabeça e uma carroçaria versátil. Mas foi um fracasso tremendo, muito devido à sua pouca performance. A British Leyland tentou vender o Maxi como um automóvel que se podia viver dentro dele, devido ao seu grande espaço interior.

Bedford HA Roma


 
As vendas de auto-caravanas, baseadas em veículos comerciais, começou a aumentar nos anos 60 e 70. Martin Walter ficou conhecido por transformar as Bedford CA em auto-caravanas, aplicando a mesma ideia à mais pequena Bedford HA, lançando assim a Bedford Roma. Esta vinha equipada com duas camas, uma pequena mesa de jantar e uma cozinha. Na versão Deluxe, vinha com uma terceira cama.

Daimler Albatross Sleeping Car


 
Em 1928, a Albatross Road Ways foi fundada, oferecendo um serviço de carrinhas com dormitórios, idênticos aos da primeira classe dos comboios, mas ao preço da terceira classe destes. As viagens eram feitas de Londres a Liverpool, sem parar. Os automóveis eram adaptações de chassis comerciais da Daimler, onde podiam dormir doze pessoas. Havia ainda casas de banho e um mordomo que servia petiscos. No entanto, ao final de treze meses, a empresa fechou.

Ford Zodiac Ginetta Camper


 
Tendo experiência na produção de desportivos em fibra de vidro, a Ginetta propôs uma conversão do Ford Zodiac em auto-caravana, em 1970. Com a tampa da mala e vidro traseiro removidos, foi montada uma estrutura nessa zona do automóvel, em fibra de vidros. Os quartos situavam-se na parte mais alta. Somente um único exemplar foi produzido e foi utilizado pela Ginetta nas deslocações para as provas de competição.

GMC Motorhome


 
A GMC Motorhome foi a única auto-caravana construída de raiz para esse efeito. Bastante futurista, com uma carroçaria em alumínio e seis rodas, estava equipada com a mecânica do Oldsmobile Toronado, com um motor V8 de 7,5L e tracção frontal. Na traseira estava equipada com suspensão a ar ajustável.

Humber Super Snipe Countryman


 
A Harold Radford transformava o Humber Super Snipe num veículo com vários equipamentos especiais, incluindo uma mesa de picnic na bagageira, uma botija de gás, uma máquina de café, entre outros. Com o tejadilho Webasto dava para ficar de pé e no apoio de braço traseiro havia uma porta notas, uma caixa de cigarros, um espelho e vários utensílios de higiene. Com os bancos todos rebatidos, dava para transformar numa cama.

Land Rover Range Rover Carawagon


 
Com a introdução do Range Rover, em 1970, várias foram as empresas que iniciaram a transformação destes modelos, para as mais derivadas actividades. Uma das menos conhecidas é a Carawagon, produzida pela RJ Searle, de Sunbury on Thames, já conhecida por transformações do género, noutros modelos da Land Rover. Na Carawagon pode levar seis pessoas e dormir duas, convertendo o interior num quarto de luxo. Além disso, tem o tecto elevado, para acomodar cozinha, podendo vir ainda com casa de banho e ar condicionado.

Nash Airflyte


 
A Nash introduziu o equipamento “Bed in the Car”, ou seja, Cama no Automóvel, em 1936, após a insistência do presidente da marca, Charles Nash. Isto porque, numa viagem de negócios, Charles achou demasia caro pagar dois dólares por um quarto de hotel e assim pouparia bastante dinheiro, se dormisse no automóvel. De facto, marcas como a Ford, Dodge e Plymouth, já tinham funcionalidades idênticas nos seus automóveis. No entanto, o Nash Airflyte levou a ideia mais à frente, pois os bancos, tanto da frente como da traseira, podem ser rebatidos, tornando o interior do automóvel numa cama para duas pessoas.

Renault 16


 
O Renault 16 foi o primeiro familiar europeu de cinco portas, onde o banco traseiro poderia transformar-se em várias formas diferentes. O 16 era confortável, sensato e refinado, e na versão TX, vinha equipado com vidros eléctricos era a mais desejada.

Rolls-Royce Phantom V de John Lennon


 
O Rolls-Royce Phantom V de John Lennon chocou a sociedade dos anos 60, devido à sua cor amarela e vários símbolos e desenhos ao longo da carroçaria. Como não poderia deixar de ser, muitos sistemas electrónicos foram adicionados a este automóvel, como som stereo, telefone e televisão Sony. Além disso, foi dos primeiros automóveis com vidros fumados do Reino Unido. Lennon adquiriu-o em 1965, com todas as opções de fábrica e na cor preta. Em Dezembro desse mesmo ano, o Phantom sofreu várias alterações no interior, como o banco traseiro que se transformava numa cama de casal, entre outras. A cor amarela veio em 1967, quando a pintura original ficou danificada nas gravações de um filme, em Espanha.



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