Uma road trip pelo Death Valley em 1926

LifeStyle 08 Jun 2020

Uma road trip pelo Death Valley em 1926

Decorria o ano de 1926, quando um grupo de amigos decidiu fazer uma viagem de automóvel pelo Death Valley, partindo de Los Angeles. Hoje, não seria nada de anormal, mas há 94 anos a conversa era outra, os mapas eram em papel e rudimentares, as próprias estradas eram quase inexistentes e os automóveis ainda estavam na sua infância.

O Death Valley, ou em português o Vale da Morte, tal como o nome indica, é um vale desértico, situado na Califórnia, quase na fronteira com o Nevada, e é um dos lugares mais quentes do Mundo. Tal facto é confirmado pelos recordes de temperaturas alcançadas, de ar mais quente, com 56.7 graus registada em Julho de 1913 e a temperatura de solo mais quente, com 93.9 graus registada em Julho de 1917. Na Bacia de Badwater encontra-se o ponto de menor altitude da América do Norte, a 86 metros abaixo do mar.

Deste vale foi extraído ouro e prata e recebeu o seu nome de Death Valley, em 1849, durante a corrida ao Ouro, onde os primeiros 13 exploradores faleceram.

O álbum fotográfico, assim como o diário, desta road trip acabou por ficar preservada nos arquivos do estado da Califórnia e ainda bem, pois assim podemos vislumbrar o passado das viagens entre amigos. Contudo, a identidade do autor do diário e do fotografo é desconhecida. Uma curiosidade, o autor do diário, fala dos automóveis como “machines”, ou seja, “máquinas”.

O grupo de amigos, composto por três homens e duas mulheres (e mais o fotógrafo), além dos seus companheiros de viagem, os três automóveis, percorreram vários pontos, desde a Mina Silver King, a cidade “fantasma” de Rhyolite, onde passaram por vários pontos históricos, que hoje estão em ruínas ou desapareceram e conheceram o único casal que ainda permanecia na cidade. Passaram ainda pela “boca” do “Superstitious Canyon”, pelo Furnace Creek Ranch, pela Mushroom Rock, pelo ponto mais baixo dos EUA, entre muitos outros locais. Veja a galeria de imagens e entre na aventura com quase 100 anos.


TAGS: Death Valley Rhyolite


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