Leyton House CG901, o primeiro Fórmula 1 da pequena equipa britânica

Competição 07 Jun 2020

Leyton House CG901, o primeiro Fórmula 1 da pequena equipa britânica

Por Tiago Nova

A Leyton House Racing foi um construtor britânico de Fórmula 1, que só esteve em actividade em 1990 e 1991. Foi fundada por Akira Akagi e era basicamente a antiga March com novo nome, pois esta tinha retornado à Fórmula 1 em 1987 e a Leyton House, uma imobiliária japonesa, era o seu maior patrocinador, adquirindo-a em 1989.

Para 1990 a equipa desenvolveu o CG901, desenhado por Adrian Newey, com uma carroçaria esguia para aumentar a eficiência das asas frontais e traseiras. As siglas CG no nome, são o tributo a Cesare Gariboldi, o manager da equipa March, que faleceu num acidente de viação em 1989.

Os pilotos utilizados em 1990 transitaram da antiga March, sendo eles o italiano Ivan Capelli e o brasileiro Maurício Gugelmin. Os resultados não foram muito animadores, principalmente pela fraca aerodinâmica e por problemas de fiabilidade. O melhor resultado foi um segundo lugar, no Grande Prémio de França, obtido por Capelli, sendo que o melhor resultado de Gugelmin foi um sexto lugar no Grande Prémio da Bélgica. No final a equipa Leyton House Racing ficou em sétimo, ficando à frente da Lotus e da Brabham.

O CG901 teve duas especificações distintas, a inicial spec A e, a partir Grande Prémio de França, a spec B. A grande parte das alterações diziam respeito à aerodinâmica, devido a erros de design ocorridos durante o desenvolvimento no túnel de vento da equipa. O chassis era monocoque em fibra de carbono, que envolvia o piloto, a zona frontal da suspensão e o tanque de combustível. Segundo se dizia na época, o cockpit era extremamente pequeno. O peso do automóvel situava-se nos 520 kg. A suspensão era de triângulos sobrepostos com pushrod na frente e traseira da Koni com duas afinações. A equipa utilizou sempre combustíveis BP e pneus Goodyear.

Ao todo cerca de cinco chassis foram construídos e equipados com o motor V8 todo em alumínio Judd EV de 3,5 litros de cilindrada, duas árvores de cames em cada cabeça e 32 válvulas no total. O motor faz parte integrante do chassis e desenvolve uma potência de 660 cv. O sistema de arrefecimento era idêntico ao utilizado nos Indycar, pois Adrian esteve envolvido nessa disciplina, antes de ingressar na Fórmula 1. O chassis 001 iria ver o seu motor substituído, a meio da temporada, pelo Ilmor 2175A, como forma de teste, pois esse motor iria ser utilizado para o ano de 1991. A electrónica foi desenvolvida pela Zytek Engineering, utilizando ignição Marelli. Acoplado ao motor está uma caixa March de seis velocidades manuais.


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