Lancia Fulvia Sport Zagato, para apreciadores

Clássicos 30 Mai 2020

Lancia Fulvia Sport Zagato, para apreciadores

Por Bruno Machado

Antes da Segunda Guerra Mundial era frequente as marcas de automóveis proporem um conjunto chassis/mecânica, cabendo a terceiros a realização da carroçaria, fosse para um único exemplar ou uma série muito limitada. Pininfarina, Touring, Vignale ou ainda Zagato, são alguns nomes da alta costura automóvel.
 
Embora o pós-guerra tenha alterado um pouco essa tradição, pois as realizações passaram a ter uma dimensão cada vez mais industrial, ainda era frequente ver nos anos 50 e 60 uma versão coupé ou cabriolet com uma assinatura de prestígio, que a destacava da produção em massa.
 
É precisamente este o caso com o coupé Fulvia Sport Zagato que oferecia mais exclusividade do que um… coupé Fulvia.

 
Então mas, havia dois coupés derivados do Lancia Fulvia berlina?
 
Sim.
 
Porquê?
 
Porque sim. Porque um estilista chamado Ercole Spada, achou que podia fazer diferente.
 
E realmente, o Fulvia Sport Zagato, apresentado em 1965, nada tem a ver com o Fulvia Coupé, pelo menos do ponto de vista estético. Enquanto que o Fulvia Coupé, obtém o consenso à volta das suas linhas elegantes, a versão Zagato aparece como a versão rebelde da família Fulvia. Uma frente maciça com uma linha traseira descendente.
 

 
O motor é o mesmo que o coupé “tradicional”. Primeiro conta com o V4 1.2 litros de 80 cavalos, seguindo-se o 1.3 litros de 87 cavalos (90 para a versão 1.3 s). Na primeira série, o 1600 do Fulvia HF não equipa a versão Zagato, que compensa com um peso mais reduzido graças ao alumínio da carroçaria. Mas se o alumínio permite reduzir o peso, a sua produção é cara. Pelo que, depois de uma produção 100% em alumínio, a utilização do alumínio limita-se às portas e capot, desaparecendo totalmente a partir de 1970, com a segunda série do Fulvia Sport Zagato toda construída em aço mais convencional.
 

 
Com a segunda série, o Sport Zagato perde alguma irreverência. A abertura do capot já não é lateral, a roda suplente já não sai por um alçapão mas sim pela mala (que continua a ser aberta a partir de dentro graças a um comando eléctrico), a frente já não é cromada e, sobretudo, está mais pesado, uma vez que já não pode contar com as virtudes do alumínio. Talvez por isso, o 1.6 litros passa a estar disponível debaixo do capot do Sport Zagato, os seus 115 cavalos servindo para compensar o aumento de peso.
 
Infelizmente, a sua carreira termina pouco tempo depois, em 1973, enquanto que o Fulvia terminará a sua em 1976. Apesar dos genes e do nome sugestivo, o Sport Zagato não é propriamente um carro de corrida, os pilotos preferirão sempre um Fulvia Fanalone. Fica no entanto um automóvel exclusivo, com o seu quê de loucura. Só para apreciadores!
 

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TAGS: Lancia


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