Sete modelos clássicos da Lancia que merecem mais atenção

Clássicos 25 Mai 2020

Sete modelos clássicos da Lancia que merecem mais atenção

A Lancia é uma marca que transporta consigo um legado fascinante, desde dos vários modelos utilizados na competição, até às várias inovações implementadas nos seus automóveis. Infelizmente, a Lancia está praticamente extinta, vendendo somente em Itália e com um único modelo, o Ypsilon. Claro que a maior parte dos entusiastas olha para a Lancia e pensam logo nos Fulvia HF, nos Stratos, nos 037 ou nos Delta Integrale, pois estes modelos foram, efectivamente, aqueles que deram a aura à marca, neste caso devido aos ralis. Mas, existem outros modelos no portefólio da marca italiana bastante interessantes, aos quais iremos dar sete exemplos.

Ardea

Uma das grandes inovações da Lancia, era utilizar motores de quatro cilindros dispostos em V, com isso, foi desenvolvido o Ardea, um modelo bastante compacto, mas ao mesmo tempo familiar. O Ardea foi produzido de 1939 a 1953 e foi também um dos primeiros automóveis a utilizar um sistema de condução mais convencional e uma caixa de cinco velocidades, a partir de 1948. Está equipado com um motor de 903cc, que debita 26cv às 4600rpm. Cerca de 32,000 exemplares foram produzidos, mas hoje existem poucos sobreviventes, tornando-se num automóvel raríssimo. Este modelo foi também utilizado como táxi em Roma.

Flavia Sport Zagato

Este modelo foi dos últimos a sair da linha de produção, antes da Fiat tomar o controlo da Lancia. Como não poderia deixar de ser, os Flavia eram diferentes dos seus rivais, pois vinham com tracção frontal, travões de disco nas quatro rodas e motores de quatro cilindros boxer com dupla árvore de cames em cada cabeça. A Zagato fez uma pequena serie de modelos coupé com carroçaria em alumínio, com cerca de 626 exemplares construídos, deste 98 utilizavam o motor 1.5L com 90cv e os restantes o motor maior de 1.8L com 105cv.

Fulvia Coupe Safari

O Lancia Fulvia Coupe ficou conhecido por ser o primeiro automóvel utilizado pela Lancia nos ralis, desenhado por Piero Castagnero e introduzido no mercado em 1965, vendido até 1977. Utilizava um motor V4 com dupla árvore de cames à cabeça, para fazer mover as rodas frontais. A Lancia fez uma versão especial, para comemorar a participação no Safari Rally, que era o Fulvia Safari, produzida de 1974 a 1976, vindo sem para-choques, entre outros pormenores e equipado com o motor 1.3L de 90cv.

2000

O Lancia 2000 foi o sucessor do Flavia, na altura em que a Fiat adquiriu a Lancia, utilizando o motor evoluído desse, o mesmo quatro cilindros opostos de 2.0L, com a potência a chegar aos 105cv com carburador, ou 126cv com injecção Bosch D-type. Além disso, tinha melhores acabamentos, o sistema de injecção de combustível mais avançado na época e a juntar a isto, tinha um preço elevado, algo que ajuda a explicar a raridade do modelo. A carroçaria mais elegante, era sem dúvida o coupé de duas portas, produzida pela Pininfarina com a versão HF a receber injecção de combustível, além do volante Nardi e jantes Cromodora. A produção foi feita somente de 1971 a 1975, com cerca de 14,319 exemplares construídos.

Montecarlo

Este foi o modelo que serviu de base para o Lancia Rally 037 que competiu no Mundial de Ralis na categoria de Grupo B. O Montecarlo estava disponível como Coupe ou Spider, este último utilizava um tejadilho targa, com duas séries, a primeira, conhecido como Beta Montecarlo, foi produzido de 1975 a 1978 e, a segunda série, conhecida por Montecarlo, foi produzida de 1980 a 1981. Foi vendido nos EUA, de 1976 a 1977, somente na carroçaria Spider e sob a designação Scorpion. Estava equipado com motor central traseiro, de quatro cilindros em linha e 2.0L de 120 cv, ou de 1.8L com 81cv para o mercado americano. Este modelo era produzido pela Pininfarina, com um total de 7798 unidades.

Beta HPE

O Beta HPE foi concebido nos anos 70 como uma carrinha desportiva e moderna, pois estava equipada com suspensão independente nas quatro rodas, uma boa distribuição de peso e um bom centro de gravidade. Esta versão shooting brake foi introduzida em Março de 1975. As siglas HPE significam “High Performance Estate” e “High Performance Executive”. Era produzido com base na versão Beta Berlina, mas com a frente e portas do Beta Coupé. Aquando do lançamento estava equipado com os motores Lampredi de 1.6L com 100cv ou 1.8L com 110cv, ambos de dupla árvore de cames à cabeça, sendo estes substituídos, em Novembro de 1975, pelos novos 1.6L com os mesmos 100cv e 2.0L com 119cv. Em 1979 passou a denominar-se somente Lancia HPE e em 1981 passou a contar com o motor de 2.0L de injecção, com 122cv. No último ano de produção, 1984, foi adicionada a versão topo, o 2.0 VX, ou Volumex, com compressor volumétrico, a debitar 135cv.

Trevi

O Lancia Trevi foi lançado em 1980 e era o automóvel mais avançado da gama, com bastante tecnologia de ponta, produzido com base no Lancia Beta de 1980 a 1984, saíram da fábrica cerca de 40,628 exemplares. Motores de quatro cilindros em linha, com injecção electrónica e dupla árvore de cames à cabeça, de 1.6 ou 2.0L, suspensão MacPherson, barras estabilizadoras e caixa manual de cinco velocidades. A melhor versão era o Trevi Volumex, introduzido em 1982, equipado com o motor de 1995cc e um compressor volumétrico Roots para debitar 135cv. No interior tinha um tablier bastante futurista, desenhado por Mario Bellini (o mesmo que esteve no projecto Citroen Kar-A-Sutra), que consistia em vários círculos, onde estavam os mostradores e botões para as mais variadas funções.


TAGS: Lancia


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