C.R. Petterson-Greenfield & Sons Company: O inovador construtor americano

Clássicos 29 Mar 2020

C.R. Petterson-Greenfield & Sons Company: O inovador construtor americano

A pequena construtora automóvel C.R. Petterson-Greenfield & Sons Company só produziu automóveis de 1915 a 1918, mas durante esse pouco tempo ficou marcada na história automóvel por várias inovações, entre elas a patente para portas que se utiliza hoje em dia nas carrinhas, por exemplo. Com sede em Greenfield, no estado de Ohio, começou por construir carroças para cavalos, no século IX, tal como outros grandes nomes da história automóvel americana, como a Pontiac, Buick ou a Studebaker. Mas, tinha uma grande particularidade, foi o único construtor gerido por afro-americanos.
 
A C.R. Petterson-Greenfield & Sons Company foi fundada por Charles Richard Petterson, nascendo em 1833 na Virgínia. Começou a trabalhar para a Dines & Simpson, fabricante de carroças, chegando a supervisor da empresa, ajudando-a a ganhar reputação dos seus produtos de alta qualidade. Em 1873, juntou-se a J. P. Lowe, para fundar a J. P. Lowe & Company, empresa de bastante sucesso na época. Em 1893, Charles adquiriu a parte de Lowe, com a empresa a mudar de nome para C.R. Patterson, Son & Company, incluindo na empresa o seu filho mais novo, Samuel, com apenas 18 anos.
 
A empresa da família Petterson prosperou, tendo vários modelos de carroças na sua gama, resultando até em patentes que foram produzidas sob licença por outros construtores. Por exemplo, no seu modelo Storm Buggy patentearam a porta deslizante lateral, utilizada hoje em dia por diversas carrinhas. Assim conseguir-se-ia abrir as portas, mesmo com gelo, o que não acontecia nas outras carroças que congelavam e não abriam.
 
Infelizmente, o seu filho Samuel ficou gravemente doente, em 1897, vindo o seu filho mais velho, Frederick Douglas, ocupar o lugar do irmão. Nessa altura, a empresa passou a denominar-se C.R. Patterson & Sons Company. Em 1910, Charles faleceu, ficando na liderança da empresa Frederick. Com as várias mudanças que ocorreram no sector dos transportes através da mecanização do produto e da produção, Frederick sabia que os automóveis baratos iriam arruinar o negócio das carruagens.
 
A primeira mudança na empresa, foi o início da reparação de automóveis, iniciando somente com reparações de pintura e interiores, mas rapidamente passou a fazer serviços de electricidade e mecânica. Em 1914, a empresa iniciou os trabalhos de desenvolvimento do seu próprio automóvel. Em Setembro de 1915, a C.R. Petterson-Greenfield & Sons Company apresentava o seu primeiro automóvel, o Petterson-Greenfield, em duas variantes o descapotável ou com carroçaria fechada. O motor de quatro cilindros era produzido pela G.B.&S. de Detroit ou pela Continental.
 
O Petterson-Greenfield tinha vários pormenores diferenciadores dos restantes automóveis, como o eixo traseiro flutuante, molas de lâminas, jantes desmontáveis, luzes eléctricas e duplo pára-brisas para ventilação. Além disso tudo, tinha também arranque do motor eléctrico, somente quatro anos após a Cadillac ter lançado pela primeira vez esse sistema e mais nenhuma marca utilizar.
 
Os automóveis eram vendidos a preços entre os 685 e os 850 dólares, mais do que o Ford Model T, mas a cerca de metade do preço dos modelos de luxo, como os Cadillac. Mas, a empresa sofreu de vários problemas de escala, numa era de rápido desenvolvimento, a produção em massa era o melhor caminho e não a produção quase artesanal, tal como nas carroças. No final, apenas cerca de 150 automóveis foram construídos e em 1918 cessaram a produção automóvel, para se dedicar, de novo, à sua reparação.
 
Durante os anos 20, a empresa passou a denominar-se Greenfield Bus Body Company, recebendo várias encomendas para autocarros escolares, assim como camiões, com base em chassis Chevrolet, Dodge, Ford e International. Em 1929, cerca de metade dos autocarros de Ohio eram produzidos pela empresa. Nos anos 30, iniciou a exportação de autocarros para o Haiti, para o seu primeiro concessionário, conseguindo ultrapassar a Grande Depressão de 1929. Infelizmente, Frederick Petterson faleceu, em 1932, sendo a empresa de novo reorganizada, passando a denominar-se Gallia Body Company, pois moveu-se para a cidade de Gallipolis, também em Ohio, agora com o seu filho, Postell Patterson, nos comandos da empresa. Mas, 1939 a empresa fechou definitivamente.
 
Infelizmente, parece que nenhum automóvel Petterson-Greenfield sobreviveu até aos dias de hoje, pelo menos que os historiadores tenham conhecimento, ficando somente para recordar as poucas fotografias existentes da época.
 

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