Museu Auto Sueco: A história de 80 anos ao serviço da mobilidade

Clássicos 09 Fev 2020

Museu Auto Sueco: A história de 80 anos ao serviço da mobilidade

Por Marcos Santos

No dia quatro de Fevereiro, uma partilha de um amigo nas redes sociais despoletou a minha curiosidade. A página institucional do Museu Auto Sueco, representante da Volvo, em Portugal, desafiava à inscrição para uma visita gratuita, no dia seis de Fevereiro, pelas 15 horas. Para isso bastava uma mensagem através da mesma página. Fácil, intuitivo e com efeitos práticos dada a proximidade e celeridade na confirmação. Inscrição feita e já não havia volta a dar.
 
Aceitei o desafio e no dia seis lá estava. Um grupo de cerca de 20 pessoas, número muito simpático para um dia da semana, percorreu o Museu, guiados pela Diana Bencatel, Conservadora do Museu Auto Sueco e de tudo o que podíamos observar, num local que outrora foi o pavilhão do Grupo Desportivo daquela empresa.
 
No Museu, existe uma representação de cada um dos sectores vitais da empresa e da assistência prestada aos veículos Volvo.

 
No serviço Após Venda, as estantes das peças e as mesmas estavam à vista e em perfeito estado de conservação. O balcão tinha um leitor de microfichas, antigamente utilizado para consulta de catálogos de peças. Uma reprodução genial da secção e foi desse ponto que a visita prosseguiu, estando a nossa guia atrás do balcão, qual caixeira de peças, depois de uma breve apresentação da história dos fundadores da Auto-Sueco e da revelação de um equipamento que produzia gás combustível para alimentar motores de combustão interna, que convertia matérias-primas sólidas e líquidas em gás, denominado por Gasogénio.
 
A visita prosseguiu a bom ritmo, enquanto bebíamos tanta história e conhecimento.
 
O estado de conservação e rigor das máquinas, equipamentos e ferramentas é irrepreensível e transporta-nos para os tempos em que existiam reparações de peças e verdadeiras obras de arte mecânicas para garantir a fiabilidade de todos os veículos da marca sueca.
 
Serralharia, mecânica, electricidade, carpintaria e estofos, entre outras áreas aguçavam o apetite para aquilo que era verdadeiramente inquietante. A história daqueles automóveis e camiões ali expostos, envolvidos numa aura com 80 anos de feitos ao serviço da mobilidade, do transporte de mercadorias e, sem sombra de dúvida, marcas da evolução do mundo.
 
É de salientar duas particularidades históricas. A presença naquele museu do Volvo P1900 Sport, com apenas 67 unidades produzidas, sendo a exposta a única no país e a existência de um Volvo 480S, de 1995, com apenas 400 km, encontrando-se igual a novo. Mas há mais curiosidades. O Volvo PV444, de 1949, cujo modelo foi o primeiro na história automóvel a possuir um para-brisas laminado. De forma arredondada, a inspirar as tendências americanas daquele tempo, transporta-nos para outro tempo e é nesse tempo que continuamos passando pelos camiões existentes.
 
Verdadeiros símbolos de força e de avanço laboral, os camiões L249 e N88 figuravam naquela parada de músculo rodoviário, impecavelmente conservados, como se estivessem a sair da fábrica em 1950. Um deles com um milhão de quilómetros feitos, sem problemas. Qual será?
 
Não pudemos sair sem passar pela Sala do Conselho de Gerência, onde tantas decisões foram tomadas, numa reprodução à época com o mobiliário original.
 
Foi uma hora bem passada, junto de verdadeiros amantes de automóveis clássicos, que beberam da história da Volvo e da empresa que representa a marca.
 
Muito mais curiosidades existem para satisfazer e a melhor forma é visitar o Museu Auto Sueco, sempre de forma gratuita, mediante marcação ou então, respondendo a estes desafios que por vezes são lançados pela Diana Bencatel no Facebook.
 
Já agora fica a nota. Podem fotografar à vontade, mas sem flash e nada de tocar nas peças, apesar da enorme vontade que vai sentir em querer fazê-lo.
 

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Fotografias: Mário Ferreira


TAGS: Museu Auto Sueco Volvo


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