Os onze veículos cujo valor começa a subir

Clássicos 04 Jan 2020

Os onze veículos cujo valor começa a subir

Entramos agora no novo ano e com ele algumas mudanças vão ocorrer nas nossas vidas. Os automóveis também vão sofrer com isso, para o bem ou para o mal, sendo do sector onde mais mudanças ocorrem nos últimos tempos. O mercado automóvel está em constante mudança e os clássicos não são excepção. Mas, ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, existem certos automóveis onde o seu valor comercial começa a subir, o que se traduz num bom investimento. Seguem-se onze veículos onde, segundo a Hagerty, os valores vão subir em 2020.

BMW M Roadster (1998)


 
O BMW Z3 foi desenvolvido em três anos, para entrar no mercado aberto pelo Mazda MX-5, com várias peças oriundas do BMW Serie 3 E36. Inicialmente só estava disponível com motores de quatro cilindros, até que a divisão M da BMW, incorporou o motor S52 de seis cilindros em linha do BMW M3 E36, que com 3,2L debitava 240cv e, posteriormente, 315cv nos últimos dois anos, passando a ter a designação de S54.

Dodge Viper GTS (1996)


 
A ideia atrás do Dodge Viper veio de Bob Lutz, presidente da Chrysler em 1988 e dono de um AC Cobra. Dessa forma, Lutz quis produzir um Cobra dos anos 90 e levou essa ideia a Lee Iacocca, que o aceitou, com a ajuda do próprio Carrol Shelby, consultor de performance da marca e assim nasceu o rival do Chevrolet Corvette. Em 1996 é lançado o coupé Viper GTS, após o lançamento do extremo Viper RT/10, em 1992. Equipado com um motor V10 de 8,0L produzindo 450cv, o design era inspirado no Shelby Cobra Daytona de 1965. O melhor de tudo tem uma caixa de seis velocidades manual. É um automóvel icónico da indústria americana dos anos 90.

Ducati 916 (1994)


 
A Ducati é uma marca de motociclos icónica, conhecida por Ferrari das motos. Em 1994 lançou o seu expoente máximo da gama, a 916, desenvolvida por Massimo Tamburini. Apesar do preço alto a 916 vendeu bastante bem, além disso deu quatro títulos mundiais nas Superbikes, um por cada ano em que a 916 competiu. O motor V-Twin de 916 cc e oito válvulas é arrefecido a água e de injecção de combustível e está equipada com o icónico sistema desmodrómico nas válvulas, debitando 109 cv às 9000 rpm.

Ferrari 360 (1999)


 
Lançado em 1999, o 360 foi o primeiro Ferrari construído em alumínio, desenvolvido com a ajuda da americana Alcoa. O 360 Modena tinha um grande peso em “cima das costas”, pois iria substituir o F355, o modelo que trouxera de novo a boa reputação da marca italiana. A linhas fluídas têm a mão da Pininfarina, ressaltando o vidro no capô para vislumbrar o motor. O motor esse é o V8 Tipo F131 de 3,6L e 40 válvulas debita 400cv às 5500rpm. Um ano depois, apareceu o 360 Spider, onde os engenheiros desenvolveram um tecto que não tapa o motor quando está recolhido. Além disso, os extensos testes em túnel de vento fazem com que o habitáculo continue confortável. O design envelheceu bem e o 360 está a tornar-se num bom automóvel para colecionar.

Honda CRX (1988)


 
Com a segunda geração do CRX, a Honda quis um automóvel desportivo, mas que fosse prático e eficiente. A suspensão utilizava braços de comprimento desigual nas quatro rodas, um sistema bastante avançado para a época. Nos EUA a versão mais vendida era o CRX Si com o motor de 1,6L desenvolvendo 105 cv. Por cá a versão mais apimentada é o CRX i-VT com o motor B16A1 a debitar 150 cv.

Honda Integra Type-R (1997)


 
O Honda Integra Type R é um automóvel soberbo, com uma condução fantástica, tudo afinado como um bom automóvel nipónico, não admira que os valores estejam a subir cada vez mais, para valores bastante elevados. O motor B18 de 1,8L e de quatro cilindros debita 195 cv às 8000 rpm e tem o seu redline às 8400 rpm. O motor tinha mais potência por litro que um Ferrari F355. O engenheiro chefe que desenvolveu esta obra de arte é Shigeru Uehara, responsável também pelo Honda S2000 e NSX, não admira que tenham sido automóveis icónicos. Como se tudo isto não bastasse, o Integra Type R é considerado como o melhor tracção frontal de sempre.

International Harvester Scout (1971)


 
A International Harvester deixou de produzir veículos ligeiros em 1979, sendo mais conhecido pelo fabrico de tractores e máquinas agrícolas. Mas antes a International queria um concorrente para os Jeep CJ-7, Chevrolet Blazer e Ford Bronco, sendo a sua resposta o Scout. Existia quatro tipos de carroçarias, a totalmente fechada, com tecto de lona, com tecto de rígido removível ou a pickup. Em relação aos motores, havia quatro à escolha. A grande parte dos consumidores escolheu adquirir o motor V8 de 5,7L e 168 cv com transmissão integral. O Scout é dos últimos SUV clássicos, da época onde estes ainda não dominavam as cidades, mas sim as zonas rurais.

Jeep Cherokee XJ (1984)


 
Este Cherokee foi o último automóvel produzido sob a direcção o design chefe da AMC, Dick Teague. Esta geração encheu muitas estradas nos EUA e também na Europa, pois de 1984 a 2001 vendeu 2,5 milhões de unidades. O chassis é monocoque, algo pouco comum na época e vinha com tracção integral Command-Trac, que podia ser seleccionada em andamento. Os motores iniciais consistiam no quatro cilindros de 2,5 litros da AMC, um quatro cilindros turbo-diesel da Renault e o V6 de 2,8 litros da GM. Mas o melhor motor era o seis cilindros em linha de 4,0L e 190 cv desenvolvido pela AMC, passando a equipar o Cherokee em 1987, no ano em que a Chrysler comprou a AMC. Nesse mesmo ano, foi introduzido um novo sistema de tracção integral, denominado Selec-Trac.

Land Rover Range Rover (1970)


 
O Land Rover Range Rover está a tornar-se num automóvel icónico com o passar dos anos. Na época era um automóvel bastante luxuoso e versátil. Como dizia a publicidade, estavam quatro automóveis num só, pois era uma carrinha, um desportivo, um todo-o-terreno e um automóvel de luxo. O motor melhor era sem dúvida o V8 de 3,9L com 181 cv derivado do motor Buick 215.

Porsche 914 (1970)


 
O Porsche 914 foi a conjugação de vários factores, a Volkswagen queria um automóvel desportivo e a Porsche queria um modelo de entrada da gama, que não fosse um 911. Assim, as duas empresas juntaram-se para desenvolver o 914. A ideia inicial seria vender como Volkswagen o modelo equipado com o motor de quatro cilindros opostos e como Porsche o modelo com o motor de seis cilindros opostos extraído do 911, no entanto, acabaram por ser ambas vendidas como Porsche. A versão mais barata utiliza o motor Volkswagen de 1,7L com 85cv. Os 914/6 utiliza o mesmo motor do 911, com 125cv mas, devido ao preço demasiado próximo ao do 911, o 914/6 não vendeu tão bem quanto esperado, com somente 3332 exemplares construídos. Pelo contrário, o 914 vendeu mais de cem mil unidades. Em 1976, o último ano de produção, o motor mais potente era o 2,0L de 84cv.

Volkswagen Corrado (1990)


 
O Volkswagen Corrado foi um projecto ambicioso da marca alemã, fabricado pela Karmann. É um automóvel divertido, desportivo e ao mesmo tempo prático, bonito e potente. E ao contrário do Scirocco que utilizava a base do Golf, o Corrado tem o seu chassis próprio. Na versão G60, o Corrado entra noutra dimensão com o motor 1,8L a debitar 158 cv, ajudado pelo compressor G-Lader. A Volkswagen, aquando do lançamento, disse que o Corrado G60 consegui ser mais rápido que um Porsche 944. Uma das funcionalidades únicas é o spoiler traseiro, que se eleva consoante a velocidade. Em 1992, o G60 foi substituído pelo VR6.
 


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