Lotus Esprit: Exclusividade dentro e fora de água

Clássicos 01 Nov 2019

Lotus Esprit: Exclusividade dentro e fora de água

Por Edgar Freitas

Ano após ano, o mercado automóvel é inundado por novos modelos. Modelos estes, que tentam a todo o custo inovar, de modo a dar um sentido de exclusividade ao consumidor final, o condutor. No fim de contas, com mais ou menos atributos partilhados, os automóveis tendem a multiplicar-se de modo a que, subitamente, parecem todos iguais e enfadonhos. Há no apreciador de clássicos uma inspiração muito grande em procurar o único e o exclusivo.
 

 
Exclusivo e muito excêntrico é o parque automóvel do agente especial mais famoso de todos os tempos, James Bond. Conhecido por conduzir os automóveis mais avançados do seu tempo, o agente 007

  surpreendeu os seu perseguidores com uma inovação pioneira e bastante engenhosa!
 

 
Também o mundo fico surpreso com a audácia do agente Bond, a bordo do seu Lotus Esprit e as suas capacidade subaquáticas. Facto é, que a realidade a que o espectador teve acesso, é bem diferente do que as filmagens assim evidenciavam. Longe da expectativa de um supercarro capaz de dominar os dois mundos (terrestre e marítimo), a verdade é que dois exemplares bastante distintos foram usados para a filmagem do filme  The Spy Who Loved Me. Gostava de frisar o «bastante distintos». Se de um lado, foi utilizado um Lotus Esprit S1, do outro, um submarino que apenas partilhava a carcaça em fibra de carbono do automóvel anteriormente mencionado.
 

 
O interior requintado e high-tech do  Lotus Esprit S1, em tudo contrastava com a simplicidade do submarino, apelidado carinhosamente de Wet Nellie. Esta designação devia-se precisamente ao facto das suas capacidades submarinas serem limitadas, pois este veículo subaquático não era estanque, havendo necessidade do seu controlo ser feito com recurso a um mergulhador profissional, devidamente equipado com fato completo e botija, mesmo estando dentro do submersível.
 

 
Ao entrar no Wet Nellie encontramos um banco para o condutor, as alavancas que regulavam os lemes, quatro motores eléctricos e a sua respectiva bateria eléctrica.
 
Apesar de ter custado mais de cem mil dólares a ser fabricado, este clássico ficou esquecido num contentor pré-pago por dez anos, período após o qual, foi leiloado por menos de cem dólares, segundo a imprensa reporta. Após algumas exposições ocasionais por parte do seu sortudo proprietário, foi a atracção máxima no leilão da RM Sotheby’s em 2013, em Londres, sendo arrematado por 997 mil euros, quase a rasgar a marca do milhão!
 

 
Apenas um mês após o leilão foi conhecido o comprador, dispensando apresentações, o excêntrico Elon Musk. Em entrevista, Musk afirma ter planos concretos para melhorar as capacidades submarinas deste veículo, bem como fazer um upgrade dos motores eléctricos por uns da companhia Tesla Motors.
 
Toda a euforia inicial parece ter-se desvanecido nos imensos projectos do magnata, sendo que a condição deste clássico deverá ser a mesma desde a data da sua aquisição em 2013.
 

 
A singularidade excêntrica do Lotus Esprit S1, apenas superada pelo seu semelhante  Wet Nellie é motivo de grandes paixões, evidenciadas pelas somas astronómicas que representam o desejo por algo realmente único, especial.
 


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