Ford GT: O fruto da inspiração no êxito

Modernos 08 Out 2019

Ford GT: O fruto da inspiração no êxito

Por Hélio Valente de Oliveira

O Ford GT foi apresentado como concept-car em 2002, tendo sido desenhado por Camillo Pardo, o designer do estúdio “Living Legends” da Ford e como parte do programa de fazer reviver os nomes famosos da marca, como Mustang e Thunderbird.
 
Similar ao GT40, que venceu por quatro vezes consecutivas a mítica prova das 24 Horas de Le Mans, o GT é, no entanto, mais comprido, mais largo e mais alto. Ao manter as proporções, esta semelhança com o original é mais aparente do que o que é na realidade. Carrol Shelby, o criador do Cobra, foi contratado pela Ford para supervisionar o desenvolvimento do protótipo.
 
A produção começou em 2004 em Wixom, Michigan e a primeira série durou somente dois anos, até 2006, tendo sido produzidas 4038 unidades, das 4500 inicialmente previstas. Quando o GT foi anunciado, com um preço sugerido de 139.995 dólares, a procura era largamente superior à oferta, tendo as primeiras unidades sido vendidas a preços premium, algumas a atingir valores de mais 100 mil dólares sobre o preço aconselhado.

 
O GT apresentou uma série de novidades, pelo menos para a época e para a marca, como painéis de carroçaria em alumínio, consola central em magnésio, portas feitas de um painel único, entre outros. Os travões são pinças fabricadas pela Brembo e discos ventilados e perfurados nas quatro rodas. O motor, um V8 de 5.4 litros de capacidade, desenvolve 550 cv às 6500 rpm e o binário máximo, de 678 Nm, chega às 4500 rpm, graças ao compressor volumétrico Eaton. Faz parte da família de motores modulares da marca e é integralmente construído em alumínio. Utiliza um sistema de lubrificação por cárter seco, o que possibilita que esteja montado na baía do motor numa posição bastante baixa.
 
Como curiosidade, uma das dificuldades da Ford com o GT foi relativamente ao nome do modelo. O nome “GT40” era propriedade de uma empresa inglesa que construía réplicas deste modelo na década de 80. Quando a produção parou, as peças remanescentes, ferramentas e os direitos do nome foram vendidos a outra empresa em Ohio, Estados Unidos. Esta licenciou a utilização do nome “GT40” para o concept-car inicial, em 2002. Quando a Ford decidiu avançar para produção, as negociações entre as duas empresas não chegaram a bom porto, pelo que os automóveis de produção têm a designação “GT”.
 
Este e outros supercarros podem ser vistos na exposição temporária “Supercarros”, patente no Museu do Caramulo.
 
Veja a galeria em baixo com algumas das melhores imagens do Ford GT.
 

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Fotografias: Joel Araújo


TAGS: Ford GT


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