Audi Rosemeyer, o Auto-Union da era moderna

Clássicos 27 Mai 2019

Audi Rosemeyer, o Auto-Union da era moderna

Por Tiago Nova

O Audi Rosemeyer é um protótipo, apresentado pela primeira vez no Autostadt, em 2000, e posteriormente foi exibido em vários salões de automóveis pela Europa. No entanto, e apesar de nunca ter sido desenvolvido para a produção, o seu design revolucionário e a sua natureza desportiva chamaram bastante atenção para a marca e a vários potenciais compradores, que ansiavam por uma versão de produção, algo que nunca aconteceu.
 
Este veículo foi desenhado para chamar à atenção e criar emoção, pois combina elementos do design moderno com o desenho dos automóveis de Grand Prix da Auto-Union, nomeadamente o Type C de 16 cilindros, conduzido por Bernd Rosemeyer, dando, também ele, nome ao protótipo. Este modelo tem também algumas semelhanças com o estudo Type 52 levado a cabo por Ferdinand Porsche e por Erwin Komenda nos anos 30, que seria uma versão de estrada dos “Silver Arrows”, mas que nunca foi produzido. O que mais salta à vista é a grelha, que evoca os automóveis da Auto Union, ladeada por ópticas de xénon, que são protegidas com alumínio, que quando ligadas, este levanta. Na traseira, tem duas saídas de escape imponentes ao centro. A carroçaria aerodinâmica, com base nos “streamliner” dos anos 30, é toda em alumínio, que tal como os Auto Union, não foi pintada. Para ajudar na aerodinâmica, este automóvel foi dotado de câmaras, em vez dos espelhos retrovisores.
 
O interior tem duas baquets bastante desportivas e é todo revestido a material antifogo Nomex. Os pedais são ajustáveis, tal como na competição. A fibra de carbono, alumínio e pele definem o interior de alta qualidade.
 
O motor de grande cilindrada, com 8004 cc, é um W16 a 72º, de cinco válvulas por cilindro, 80 no total, dupla árvore de cames à cabeça. O motor montado ao centro desenvolve 710 cv e 760 Nm às 9000 rpm, estando equipado com o sistema quattro de tracção integral permanente da Audi, que recebe a potência do motor através de uma caixa manual de seis velocidades.
 
O motor foi um dos pontos que ajudou a não fabricar o automóvel, devido aos grandes custos de produção e também para evitar a competição interna com a Lamborghini, que a Audi adquiriu nos anos 90. No entanto, anos mais tarde, a Audi produziu o R8, com base no Gallardo e relançou a marca Bugatti, com um automóvel idêntico ao Audi Rosemeyer, o Veyron, utilizando o mesmo motor e o mesmo principio de design. A velocidade máxima teórica é de mais de 350 km/h, mas nunca foi testada, já que este protótipo não é totalmente funcional. Tem um comprimento de 4540 mm, largura de 1920 mm, altura de 1240 mm e uma distância entre eixos de 291 mm, está equipado com jantes de 20″ em alumínio. O único exemplar construído está na posse da Audi Tradiction.
 

Audi Design Study at the Autostadt Wolfsburg
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TAGS: Audi Rosemeyer


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