7 clássicos japoneses com design italiano

Clássicos 10 Mai 2019

7 clássicos japoneses com design italiano

Podemos afirmar que foi a partir do Japão que surgiram alguns dos automóveis mais bem construídos e mais interessantes em vários aspectos. Quando a isso juntamos o estilo do design italiano, falamos de automóveis raros e com características muito interessantes. Isso acabou por acontecer quando os construtores de automóveis japoneses, decidiram empenhar-se na sua construção e contratar a melhor ajuda que poderiam encontrar.
 
Construir automóveis não é difícil, desde que os meios necessários estejam disponíveis, mas com qualidade e distinção dos demais já requer mais do que meios. No período posterior à Segunda Guerra Mundial, os vários construtores japoneses tiveram isso em conta e fizeram-no. O estilo italiano vigorou em alguns dos carros construídos com a ajuda italiana, seja na sua engenharia quando projectados seja no refinamento das suas carroçarias, com linhas, formas e detalhes muito específicos.
 
O facto de alguns construtores japoneses terem tido a contribuição de designers italianos como Vignale ou Giugiaro na construção dos seus automóveis, presenteou-nos com carros com o melhor de dois mundos. A fiável construção japonesa aliada ao atractivo estilo italiano presente nas suas formas. A dada altura, a influência italiana estava tão presente em tantas marcas e de diferentes países, que a Fiat inclusive fez um anúncio em que questionava o público se queria apenas “meio” automóvel italiano.

 

Daihatsu Compagno – Vignale


 
A Daihatsu levou até aos seus clientes o seu modelo Compagno em formatos diferentes mas comuns. Versão Berlina de duas portas, quatro portas Sedan, Spider, carrinha familiar e carrinha com caixa. Uma versão Sport Coupé esteve no papel, mas não passou daí.
 
Este era um automóvel muito simples e económico do fim dos anos 60, e apenas o seu formato sugeria a influência italiana, no caso da autoria de Vignale.
 
Destacando a versão Spider do modelo, a marca criou um slogan que dizia “Vamos começar as filmagens…”. No caso, com apenas 1000 cc na melhor das hipóteses, a emoção poderia ficar um pouco aquém!

Honda Hondina – Zagato


 
O Honda Hondina é de facto, a revisão do conceito aplicado no Fiat 500 Zanzara (mosquito). Neste caso, Zagato fez o que muitos designers têm feito ao longo de décadas até aos dias de hoje. Não é mais do que actualizar as suas propostas de estilo a fim de poder desencadear o trabalho com diferentes fabricantes. Contudo este Honda nunca chegou à produção mas representa na perfeição o modo como os powersports terão influenciado o design de carros de estrada mas também os famosos buggys de praia dos anos 70.
 
Baseado no N360 Kei, os clientes poderiam ter desfrutado dos seus 360cc e dois cilindros disponíveis. Os primeiros Fiat 500 Zanzara encontram-se na posse de apenas um coleccionador europeu e desse modo não é totalmente claro se foram feitos vários Hondas deste modelo ou se apenas se tratou de um swap do chassis e carroçaria.

Suzuki L40 Carry truck e van – Giugiaro


 
Este automóvel representou uma mudança de paradigma no modo como a Suzuki olhava para os seus carros predominantemente utilitários. Com o seu surgimento em 1961, a Suzuki Larry lançou a sua quarta geração só em 1969.
 
O camião e a carrinha familiar Carry L40 deste modelo, estiveram a cuidado de Giugiaro. As linhas e ângulos muito vincados e simples e com um espaço longo e largo de modo a que o permitisse a sua entrada na classe de kei-cars. Na verdade, deu para ter uma ideia de como seriam os MPVs dos 50 anos que se seguiam.
 
As semelhanças com alguns Fiat é evidente, e na minha opinião as suas formas evidenciam isso claramente.

Isuzu 117 Coupé – Ghia


 
Embora seja mais um design de Giugiaro, Ghia é o responsável pelo Coupé da Isuzu. Este carro levou anos a ser desenvolvido e foi marcado pelo luxo e estilo, criando um novo padrão levando a um número de vendas à volta das 100 mil unidades que começaram em 1968 no ano do seu lançamento. O início da década de 80 marcou a sua retirada de cena e Ghia foi substituído por Giugiaro , na altura Italdesign.

Isuzu Piazza – Italdesign


 
Assente no conceito Asso di Fiori (Ace of Clubs) de 1979, este automóvel representa a mudança de pensamento que ocorreu no espaço de uma década em relação à questão do “luxo pessoal”.
 
As linhas do 117 Coupé GT-line concentradas no conforto para quatro adultos deram lugar ao conceito usado no VW Scirocco. Um veículo de carácter desportivo, económico e prático para um casal. De facto a forma do Piazza em muito se assemelha ao Scirocco.

Suzuki Go – Bertone


 
Este Suzuki foi apenas um Concept e não passou disso. Resustou do trabalho conjunto levado a cabo pelos especialistas em motas Suzuki e os amantes de esqui da Bertone. Como seria de esperar, a sua carroçaria, digamos, um pouco estranha tinha acoplada um motor de mota com 750cc. Talvez fosse divertido de guiar mas nunca saberemos pois não seguiu para a produção após o seu lançamento em 1972.

Isuzu Bellett MX1600 – Ghia


 
Pelas mãos de Tom Tjaarda, enquanto esteve na Ghia, surgiu o Mx 1600 nas temporadas de 1969 e 1970. Mecanicamente este Isuzu estava equipado com um motor de 4 cilindros e duas árvores de cames à cabeça. Este propulsor de 1600 cc debitava uns esmerados 120 cv de potência.



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