Cheetah G501, o felino suíço da competição

Clássicos 05 Mar 2019

Cheetah G501, o felino suíço da competição

Por Tiago Nova

O Cheetah G501 é um automóvel de competição, de construção suíça, desenvolvido para Grupo 5. Está equipado com um chassis monocoque em alumínio e um motor Ford-Cosworth BDG de quatro cilindros em linha e 2.0L (1975 cc), colocado em posição central traseira. Segundo consta só foi construído um chassis, o 501-1.

 

Apesar de estar equipado com um motor de quatro cilindros em linha, foi desenhado para poder ser adaptado para motores V8. A estrutura traseira era tubular, para uma maior facilidade na troca de motor/caixa de velocidades. A caixa de quatro velocidades é uma Hewland FGA 400 transaxle. A direcção é de pinhão e cremalheira, com volante totalmente ajustável. Os travões são uns Lockheed MK2, com discos ventilados nas quatro rodas. Tem dois radiadores de água laterais e um de óleo na frente.

 

 

Em 1975 constava da lista de inscritos das 24h de Le Mans, pela equipa oficial Cheetah Racing Car Suisse, mas não chegou a tempo de participar na prova. No mesmo ano participou no Trofeo Filippo Caracciolo 1000 Km di Monza, com os pilotos Loris Kessel e Giorgio Francia, não tendo terminado por problemas de motor. Em ’75 a única prova que terminou foi o Euro 2L Hockenheim, acabando na 20º posição, com o piloto Jürg Dubler.

 

Em 1976 obteve melhores resultados, ainda que, em provas com menos importância, como dois 2º lugares na SM Monza e SM Zeltweg [Gr.6], e um 1º lugar no SM Dijon, todos com o piloto Peter Bernhard.

 

Em 1977 participou também no Trofeo Filippo Caracciolo Monza 500 Kilometres, pela equipa suíça G.V.E.A. e aos comandos estavam os pilotos Sandro Plastina e Mario Luini, não se tendo qualificado. Nesse ano voltou às 24h de Le Mans, pelas mãos de François Trisconi, André Chevalley e Wink Bancroft, voltando a não acabar por problemas de motor e não terminando mais nenhuma prova onde concorreu.

 

 

Voltou a aparecer novamente em 1979, para competir numa única prova, 6h Dijon, tendo terminado no 6º lugar da geral e em 1º da classe S2.0, aos comandos estavam Mario Luini, Philippe Roux e Philippe Jeanneret. Segundo consta nunca mais fez competições.

 

Actualmente, este automóvel faz provas de clássicos, por toda a Europa, conduzido por Andy Feigenwinter, tendo participado no Grande Prémio Histórico do Porto, em 2009.


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