70mm: Gone in 60 Seconds (1974)

LifeStyle 19 Jan 2019

70mm: Gone in 60 Seconds (1974)

O esquema era simples: comprar um automóvel acidentado e retirar o motor, a transmissão e as placas de identificação. Roubar um automóvel idêntico e transplantar as peças recuperadas resultando num automóvel com um registo limpo e impossível de rastrear. Por fim a companhia de seguros devolve o valor do automóvel ao dono.

 

 

Este era o esquema de uma quadrilha de ladrões de automóveis, sediados no sul da Califórnia e liderada por Maindrian Pace (H.B. Halicki) que também trabalha durante o dia como inspector de uma seguradora, o que lhe dá acesso a informação privilegiada.

 

Após serem contactados por um sul-americano com uma proposta, roubar 48 automóveis de luxo por 400 mil dólares. Uma lista repleta de vários ícones do mundo automóvel, Ferrari, Rolls-Royce, até o Ford Bronco de Parnelli Jones cada um deles com o seu nome de código, incluindo a estrela principal da película. Eleanor um Ford Mustang Mach 1 amarelo de 1973.

 

 

O automóvel mais difícil de roubar e foco da perseguição principal do filme. Apesar de alguns percalços, a quadrilha consegue roubar os 48 automóveis. Apenas roubam automóveis com seguro lesando apenas as companhias, mas Eleanor não tinha, decidem devolvê-la e procurar outra igual. Tudo corre mal quando um sócio , após uma discussão, reporta à polícia onde encontrar o responsável pelos roubos.  Durante cerca de 40 minutos o duelo entre Mustang e dezenas de carros de polícia destrói 96 automóveis e causa o pânico pelas ruas.

 

 

Esta produção independente é obra de Henry Blight Halicki, o qual escreveu, realizou, produziu e financiou parte da produção. A maioria dos polícias e bombeiros são agentes na vida real que aceitaram o convite de participar na produção. Grande parte dos figurantes são pessoas que estavam na rua naquele momento e não sabiam que estava a rodar o filme, muitos tentaram socorrer figurantes durante as cenas.

 

 

Alguns acidentes não são encenados, simplesmente aconteceram durante a produção. Um deles quando o condutor do Cadillac falha o seu ponto de travagem e embate no Mustang, provocando o seu despiste a 140 km/h e atingindo um poste, quando o condutor (H.B. Halicki) recuperou a consciência a primeira pergunta foi se tinham gravado o acidente, no salto final o mesmo sofreu lesões na coluna, todo este sacrifício e baixo nível de controlo sob variáveis externas à produção conferem um produto final menos polido, sem o brilho de Hollywood, quase documental. A meu ver é isso que o torna mais especial e interessante que o remake do ano 2000. 93 acidentes de automóveis em 97 minutos, pouco drama e muitas octanas, tal como deve ser.

 

 

Não é o melhor filme do ponto de vista cinematográfico, mas devido às sequências de acção torna-se num clássico venerado por todos os entusiastas, um ponto de referência deste tipo de filmes.


TAGS: Ford Mustang Gone in 60 Seconds


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