Renault Alpine A110: O guerreiro dos ralis

Clássicos 16 Jan 2019

Renault Alpine A110: O guerreiro dos ralis

A Alpine foi fundada por Jean Rédélé, em meados da década de 1950, tornando-se uma referência em matéria de veículos desportivos e de competição.

 

O A110 é, muito possivelmente, o seu mais emblemático modelo. O Alpine A110 foi apresentado em 1962 como uma evolução do A108 e dotado de vários componentes Renault, incluindo motores. Contudo, enquanto o A108 foi projectado sobre a mecânica do Gordini, o A110 utilizava peças do Renault 8, incluindo o seu propulsor inicial, um modesto 956 c.c. a que se seguiria um 1.108 c.c..

 

A versão mais popular desta berlinette de dois lugares é, contudo, esta com o 1.600 c.c. montado atrás: um bloco do Renault 16 TS, de quatro cilindros em linha, que recebeu uma cabeça especial e dois carburadores Weber 45, assinalando 125 CV às 6.000 rpm.

 

Esta potência num modelo de tracção traseira com menos de 700 Kg e com um baixo centro de gravidade tornam-no num automóvel com uma fantástica capacidade de aceleração, acelerando dos zero aos 100 Km/h em 6,3 segundos.

 

O Alpine A110 1600 S tinha quatro metros de comprimento por 1,5 metros de largura, sendo ligeiramente maior e mais largo do que o A110 Berlinette (com o motor 1.108 c.c.), o qual media 3,85 metros de comprimento e 1,47 metros de largura.

 

À semelhança do A108, o A110 apresentava um chassis de aço com carroçaria em resina e fibra de vidro, uma solução inspirada no Lotus Elan.

 

De resto, e tal como nos Lotus F1 de Jim Clark, o assento está colocado quase a bater no chão, com a bacquet inclinada para trás a sublinhar a sua veia desportiva. Devido ao espaço ocupado pela suspensão dianteira de braços triangulares, os pés do condutor ficam desalinhados para o centro do veículo.

 

O Alpine A110 foi um coupé produzido de 1961 até 1977 que, ao tempo, custava cerca de 342 contos e hoje as cotações de mercado o colocam a valer entre 140 a 150 mil euros.

 

Em 1970, o Berlinette 1600S é homologado no Grupo 4 de ralis (depois de inúmeras vitórias nos mais variados ralis, o Alpine A110 seria campeão do mundo em 1973 naquele que seria o primeiro campeonato mundial de fabricantes).

 

Em 1977, a produção cessa depois de mais de 7.500 unidades terem sido vendidas, numa edição 1600 SX motorizada por um 1.647 c.c. e da qual se fizeram 387 exemplares, os derradeiros desta linhagem única que ainda hoje constitui um marco da história automóvel.

 

Este e outros modelos icónicos da Renault podem agora ser vistos na exposição temporária “Renault: 120 anos na estrada”, patente no Museu do Caramulo.

 

Veja a galeria em baixo com algumas das melhores imagens da Renault Alpine A110 1600S.

 

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TAGS: Museu do Caramulo Renault Renault Alpine A110 1600S


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