Adrenalina, dor e superação: A Vida de Evel Knievel

Arquivos 20 Dez 2018

Adrenalina, dor e superação: A Vida de Evel Knievel

Por Pedro Cegonho

Sempre que pensamos em acrobacias em motas, inevitavelmente vem-nos à memória Evel Knievel. Há oitenta anos atrás, nascia uma lenda que bateu recordes e desafiou por diversas vezes a morte.

 

Por ocasião do 80º aniversário do seu nascimento, fique a conhecer um pouco mais do homem que viveu a vida no limite, bem como a sua paixão pelas motas.

 

Quem foi Evel Knievel?

 

Evel Knievel, de seu nome Robert Craig Knievel Junior, nasceu a 17 de Outubro de 1938 em Butte, no estado norte-americano de Montana, uma cidade que vivia essencialmente da mineração de cobre. Após o divórcio dos seus pais, em 1940, foi criado pelos avós, juntamente com o seu irmão.

 

Quando deixou a escola, Knievel saltou de emprego em emprego, ao mesmo tempo que o seu comportamento arruaceiro e controverso começou a ser considerado uma ameaça. Quando arranjou emprego nas minas de cobre, como operador de perfuração, depressa foi despedido na sequência de uma tentativa de fazer um “cavalinho” com uma máquina, que resultou na colisão com a linha principal de energia da cidade, causando um apagão durante várias horas.

 

Após este episódio, Knievel alistou-se no exército dos EUA, mais concretamente na escola de paraquedistas, onde fez mais de 30 saltos. Também jogou hóquei semi-profissional e participou em corridas de motos.

 

Saltos e acrobacias: como tudo começou

 

Com apenas oito anos, o jovem Robert assiste a um show de acrobacias de Joie Chitwood, no decorrer de um salão automóvel. Joie Chitwood era um audacioso piloto de corridas americano e foi uma grande influência para Knievel, levando-o a enveredar por esta carreira.

 

Em 1956, Knievel tem um acidente de mota na sequência de uma perseguição policial e é preso por condução imprudente. Na cadeia, o seu companheiro de cela, chamado William Knofel, foi apelidado pelo guarda prisional de “Awful Knofel”. Reza a historia que foi este guarda, que gostava de rimar com os nomes dos prisioneiros, que “baptizou” Robert como Evel Knievel, tendo este passado a utilizá-lo como nome artístico.

 

Em 1965, Evel Knievel mudou-se para Moses Lake, em Washington, onde trabalhou numa loja de motas. Para ajudar a impulsionar o negócio, anunciou que iria saltar de mota sobre uma caixa com cascavéis e uma jaula com dois leões. A acrobacia não correu exactamente como planeado, mas foi este o primeiro salto para o estrelato!

 

Os saltos (e quedas) mais memoráveis

 

Caesar’s Palace (1967)

 

No dia 31 de Dezembro de 1967, Knievel realizou o salto que haveria de o tornar famoso. Ao saltar a fonte do Casino Caesar’s Palace, em Las Vegas, e perante milhares de pessoas saiu da primeira rampa com uma descolagem quase perfeita, no entanto, na rampa de aterragem a roda traseira da mota apanhou a borda. De seguida, a multidão presenciou uma queda bastante aparatosa, em que Knievel fracturou vários ossos,  ficando, inclusive, em coma durante 29 dias.

 

 

Madison Square Garden (1971)

 

Em 1971, durante o Auto Thrill Show no Madison Square Garden, Evel Knievel  saltou com sucesso sobre uma linha de dez automóveis, aos comandos de uma Harley Davidson e vestido com o seu icónico fato de couro vermelho, branco e azul.

 

 

Snake River Canyon (1974)

 

Uma vez que não conseguiu autorização para fazer um salto no Grand Canyon, Evel Knievel escolheu o Snake River Canyon, em Idaho, para tentar saltar de um lado ao outro do desfiladeiro. Para realizar tal proeza, em vez de uma mota convencional Knievel utilizou um foguete a vapor de seu nome Skycycle X-2. Alguns segundos após o lançamento, os pára-quedas abriram precocemente e o Skycycle caiu por terra, do mesmo lado do desfiladeiro onde tinha descolado.

 

 

Wembley Stadium (1975)

 

Após a tentativa falhada no Snake River Canyon, Knievel foi ao estádio de Wembley para saltar uma fila de 13 autocarros. Enquanto cerca de 80.000 pessoas observavam a acrobacia. Evel arranca bem mas ao passar o último autocarro… nova queda feia. Apesar dos seus múltiplos ferimentos, Knievel dirigiu-se ao público para fazer uma declaração: “Eu nunca, nunca, nunca mais irei saltar de novo”.

 

 

Tal declaração mostrou-se prematura, pois Evel Knievel ainda apareceu em mais alguns saltos, uns com mais sucesso que outros. No final da sua carreira de 15 anos, entre 1965 e 1980, Knievel fez mais de 75 saltos de mota.

 

Por ironia do destino, Knievel não morreu devido às suas loucas acrobacias. Ele sofria de diabetes, problemas hepáticos e de fibrose pulmonar, e a 30 de Novembro de 2007 morreu em Clearwater, na Flórida, devido a complicações respiratórias.

 

Assim foi a vida do homem “quebra-ossos”, cujo sucesso ultrapassou as fronteiras norte americanas, sendo conhecido mundialmente pelo seu maior talento: voar em duas rodas.

 

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