Bibendum da Michelin faz 120 anos

Clássicos 30 Ago 2018

Bibendum da Michelin faz 120 anos

Por Abílio Santos

De seu nome Bibendum, o Boneco da Michelin, considerado o melhor logótipo do mundo, em 2000, pelo jornal “Financial Times” e pela revista “Report On Business”, completa 120 anos de existência, em 2018. Para descobrir a origem da mascote, temos que recuar ao ano de 1889, quando os irmãos André e Édouard Michelin fundaram uma empresa de pneus denominada Manufacture Française des Pneumatiques Michelin.

 

A sua Origem

 

Em 1893, André Michelin numa Conferência da Sociedade dos Engenheiros Civis proferiu a frase “o pneu bebe os obstáculos ” evidenciando as vantagens dos seus pneus. Um ano depois, os irmãos Michelin vêem, na entrada da Exposição Universal de Lyon, duas pilhas de pneus e começam a imaginar que com duas pernas e braços resultava num boneco interessante.

 

Passado algum tempo, André e Édouard conhecem o artista ilustrador francês Marius Rossilon, mais conhecido por O’Galop, que lhes mostrou um cartaz que havia elaborado para uma marca de cervejas de Munique, ilustrando um homem gordo com grandes óculos, segurando uma cerveja e acompanhado da frase “Nunc est bibendum” que significa “Agora é hora de beber”, frase latina utilizada em acontecimentos importantes que nos remete para o Livro de Horácio quando convida os romanos a festejar a vitória na Batalha de Actium.

 

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Daqui resultou uma encomenda da Michelin ao artista francês de um cartaz que reunisse a imagem das pilhas de pneus e do homem gordo. Nasce dos pincéis de O’Galop uma imagem de uma personagem forte formada por pneus e a segurar uma taça com pregos e pedaços de vidro com a frase “Nunc est bibendum” fazendo alusão à capacidade dos pneus ultrapassarem os obstáculos.

 

A imagem da mascote da Michelin é mostrada na primeira edição do Salão Automóvel de Paris, em 1898.

 

A Sua Evolução

 

Em 1905, a pedido dos irmãos Michelin, O’Galop elabora outro cartaz em que o boneco, com um capacete, segura uma lança numa mão e um escudo na outra, acompanhado da frase em inglês “My strength is as the strength of ten because my rubber’s pure”, leia-se “A minha força é como a força de dez porque a minha borracha é pura”

 

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Nos anos seguintes, a mascote Bibendum foi sendo “humanizada” por outros artistas da publicidade como Hautot, Cousyn, Grand Aigle, Riz e René Vincent dando-lhe o seu cunho pessoal artístico e contribuindo para um aumento gradual da sua fama. Mas partir de 1920, a Michelin criou o seu próprio Centro de Design levando a que a imagem da mascote passasse a ter um estilo mais padronizado o que permitiu que a sua fama passasse a ser internacional.

 

Na década de 80, pela mão do artista Walter Storuzok, a imagem da mascote Bibendum muda de estilo e surge com uma aparência mais jovial e redonda e, pela primeira vez, aparece a correr transmitindo uma nova e mais moderna atitude, preservando, todavia, a sua tradição.

 

Em 2011, a imagem da Mascote da Michelin passa a fazer parte da Madison Avenue Advertising Walk of Fame (calçada da fama da publicidade) de Nova York.

 

O Bibendum é o símbolo da marca francesa que teve um papel primordial na divulgação, desenvolvimento e fortalecimento da Michelin que está presente em cerca de 170 países, possui 72 unidades de produção, distribuídas por 19 países, produzindo cerca de 150 milhões de pneus e empregando perto de 110 mil pessoas. Números impressionantes de uma das maiores líderes mundiais no fabrico de pneus.

 

A imagem simpática, popular, jovem, sociável, da mascote da Michelin, que “soube sempre estar na moda” acompanhando a evolução dos tempos, conquistou a amizade do público e proporcionou-lhe grande prestígio e carisma tornando-o um dos ícones mais reconhecidos em todo o Mundo.

 

Segue-se um sequência de imagens que ilustra a evolução da mascote da Michelin, ao longo das 120 décadas.

 

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