Wayne Gardner:

Clássicos 12 Ago 2018

Wayne Gardner: “O público pode falar connosco, tocar-nos, no Moto GP não é assim”

Por Paulo Araújo

Wayne Gardner esteve em Portugal para apresentar o evento que ajuda a organizar, o World GP Bike Legends, que terá lugar no Circuito do Estoril a 2 Outubro de 2018 como parte do Estoril Classics Week. O seu entusiasmo ao reunir 15 estrelas de outrora para uma corrida que repesca o ambiente dos Grand Prix de outrora é notório.
 
Como aconteceu esta presença, Wayne?
Estou muito contente por estar aqui em Portugal, é um país a que eu gosto de vir. A ideia do World GP Bike Legends é reunir cerca de 15 heróis, ou lendas do motociclismo, e montar um espetáculo como costumávamos fazer nas corridas… os pilotos que trazemos representam, entre eles, 15 títulos mundiais na grelha, o que é fantástico.
 
Qual será o formato?
Alinhamos na grelha como um Grande Prémio a sério, corremos em duas provas de 20 minutos com moto desportivas modernas pelo aspecto da segurança, mas também teremos as nossas motos de GP para umas voltas de demonstração, sessões de autógrafos. Basicamente, vamos distribuir emoção e muita paixão!
 
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Fala-me das motos que vão usar.
O Grand Prix Bike Legends procurava originalmente combinar pilotos campeões de outrora com as máquinas que pilotaram, mas temos de nos lembrar que algumas destas máquinas têm 30 ou 40 anos, estão a ficar velha e caríssimas de restaurar ou reparar. É perfeitamente legítimo que os colecionadores seus donos atuais não as queiram arriscar numa corrida em vista disto. Assim, elas estarão cá, faremos umas voltas de demonstração nelas, mas a corrida vai ser feita em desportivas modernas. Por um lado, são motos muito mais simples, mais fácies de pilotar e fiáveis.
 
E há outras vantagens, são mais fáceis de guiar…
Sim, as motos de GP antigas tinham pneus de 16”, 17”, 18” e 19”, estas modernas têm a vantagem de terem todas o mesmo tamanho de pneus, 17” frente e trás, o que facilitou na tarefa de encontrar um patrocinador global para os pneus… elas estão descaracterizadas e pintadas como à época, e deixem-me dizer-vos, sendo quase iguais em desempenho, dão umas corrida bem competitivas, que ganhe o melhor, e depois comentamos a corrida entre nós, as ultrapassagens e contamos umas histórias do nosso tempo.
 
Que pilotos tens já confirmados?
Para já os pilotos serão eu, o Freddie Spencer, o Raymond Roche, o Phil Read, que ainda anda bem, ainda agora correu em Silverstone. A Maria Costello, que foi a primeira mulher a correr na Ilha de Man, e outros que serão confirmados em breve. As motos de agora são fantásticas, a tecnologia tomou conta. Vamos fazer 2 ou 3 voltas nas 500, mas estamos limitados pelos Kms que podemos fazer nelas, enquanto as modernas estão pintadas como à época, com números e cores clássicas, têm um aspecto retro, mas com a qualidade atual de uma moto moderna, travões fantásticos, bom comportamento, segurança e como tem todas mais ou menos a mesma potência e temos todos os mesmos pneus, dá para montar umas corridas fantásticas, e o barulho é fantástico.
 
Claro que não é a primeira vez que corres em Portugal…
Claro que já corri em Portugal antes, corri em Vila Real, foi a minha primeira prova de estrada, em 1983, mas eu ganhei. Gosto imenso de Portugal, ainda noutro dia cá estive de férias com os meus filhos, como sabes eles correm em Espanha, eu vivo no Mónaco mas vim agora de Barcelona, de estar com eles.
 
Como surgiu a ideia do Grand Prix Bike Legends?
Basicamente, fui eu que criei esta plataforma para dar aos pilotos reformados a oportunidade de andar outra vez – e nós pagamos-lhes – e eles vêm, e têm a oportunidade de fazer um bocadinho de dinheiro com isto e divertir-se… é um bocadinho como o Golf Masters ou Tennis Pros, aqui temos os Motorcycle Masters, se quiseres…
 
E claro que a divulgação agora é muito mais fácil…
Agora com as redes sociais, o mundo é um sítio mais rápido, e verás como quando os pilotos se juntarem, começam todos a contar histórias de outrora, mas num ambiente muito mais descontraído que na altura… vais ver, o público pode interagir connosco, falar, tocar-nos, no Moto GP não há muito disso!
 
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