Exposição de Roy Lichtenstein chega ao Centro Colombo

LifeStyle 01 Jul 2018

Exposição de Roy Lichtenstein chega ao Centro Colombo

Um dos pais da Pop Art, Roy Lichtenstein criou um estilo radicalmente novo, assente numa linguagem inovadora, iconográfica e de consumo imediato. Democratizou a arte, tornando-a acessível a todos, como pode comprovar no nosso Centro, em mais uma edição d’ “A Arte Chegou ao Colombo”, até 23 de Setembro.
 
“Gosto de fingir que a minha arte não tem nada que ver comigo”. A frase de Roy Fox Lichtenstein (1923-1997) acaba por ser um espelho daquilo que foi a sua carreira. Um dos artistas mais influentes e inovadores da segunda metade do século XX e uma das figuras incontornáveis da Pop Art, Lichtenstein explorou obras-primas da História de Arte e tornou-as consumíveis pelas massas, tentando manter-se à parte como autor.
 
Nascido em Nova Iorque, a 27 de outubro, o primeiro de dois filhos de Milton Lichtenstein, um empresário de sucesso do ramo imobiliário, e de Beatrice Lichtenstein, encontrou no jazz a sua primeira paixão. Foi a mãe que o despertou para a música, ensinando-o a tocar piano e levando-o a assistir a concertos e a outras manifestações artísticas da altura, na ‘cidade que nunca dorme’. Mas o desenho e a pintura não demoraram muito a ser o principal foco do artista que sempre utilizou uma imagem muito própria no que diz respeito ao estilo e à iconografia.
 
Roy Lichtenstein estudou num colégio particular em Manhattan, em Nova Iorque, até 1940, época em que frequentou ao mesmo tempo um ateliê de pintura e desenho. Na universidade, prosseguiu os estudos em Artes, na Ohio State University, em Columbus. No entanto, foi obrigado a interromper os estudos, entre 1943 e 1945, para integrar o exército norte-americano. Enviado para a Europa, na Segunda Guerra Mundial, foi aqui que deu forma aos seus primeiros esboços de pintura, período em que observou e estudou atentamente referências da História de Arte, como Cézanne, Miró, Léger e, sobretudo, Picasso – sua grande influência.
 
Mas foi a partir de meados dos anos 1950 e, principalmente, nos anos 1960, que a carreira de Lichtenstein começou a ganhar uma outra dimensão. Inspirado na cultura contemporânea de uma emergente sociedade de consumo, recorreu à Banda Desenhada (BD), a anúncios publicitários, a publicações e a ilustrações como fontes de inspiração. Utilizou cores primárias, delineou figuras através de fortes contornos pretos e recorreu a um processo gráfico intitulado os pontos de Benday.
 
Mais tarde, produziu obras inspiradas no Impressionismo, no Futurismo, no Surrealismo e no Cubismo. Já em meados da década de 1990, no final da sua carreira, abordou um dos géneros mais antigos da História de Arte: o nu, inspirado em modelos da BD e não em modelos reais. Um dos exemplos mais conhecidos é o “Nudes with Beach Ball”.
 
Roy Lichtenstein morreu aos 73 anos, em 1997, com a assinatura de mais de 5.000 pinturas, esculturas, murais, entre outras expressões artísticas. Um legado que perdura e é reconhecido em todo o mundo, e que pode agora descobrir na exposição “Roy Lichtenstein e a Pop Art”, patente na nossa Praça Central do Centro Colombo até 23 de Setembro.

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