Dentro do maior restaurador de automóveis clássicos do mundo

Clássicos 02 Nov 2016

Dentro do maior restaurador de automóveis clássicos do mundo

Em que local do mundo poderiamos encontrar mais de 200 pessoas a trabalhar num complexo de restauro de automóveis clássicos – com um vasto espaço- com salas para a carroçaria, para marcas como Jaguar, Rolls-Royce ou Mercedes, para projectos futuros e muito mais?
 
Surpreendentemente, a resposta não é “os Estados Unidos”, “o Reino Unido”, “a Austrália” ou qualquer outro lugar da Europa. Acontece mesmo nas Filipinas, na antiga base aérea norte-americana que agora é Clark Freeport Zone.
 
Numa ideia do empresário australiano Jim Byrnes, a instalação para realização de restauros ‘Byrnes Motor Trust’ foi criada há seis anos.
 
Escolher um local onde os trabalhadores fossem qualificados e dedicados significou para a Byrnes a possibilidade de obter a sua crescente colecção com restauros de qualidade, mas a custos mais baixos custos, consessionando lotes para economias de escala.
 
Para Byrnes estão ligado ao mundo automobilístico não é novidade nenhuma. “O meu primeiro emprego foi na indústria automobilística em 1976. Tenho o cheiro de óleo e trapos no meu sangue há 40 anos”, refere.
 
“Os colecionadores de automóveis são viciados – o som, a sensação, o vento nos cabelos – eu gosto de carros que foram capacitados pela engenharia. Amo coisas feitas com sangue, suor e lágrimas. Jaguar E-types, os primeiros Porsches, Rolls-Royce, é muito importante preservá-los.”
 

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“Sou um colecionador há 40 anos, mas há seis anos vendi uma empresa por 100 milhões de dólares e foi aí que comecei a investir seriamente. Se comprar os carros certos, eles irão combrir o investimento. Se a moeda é baixo num determinado país, eu vou comprar lá. Se for forte noutro, eu vou vender lá.”
 
Byrnes explica que há cerca de sete/ dez anos atrás não era economicamente viável restaurar a maioria dos E-types devido ao custo das peças e à pequena quantidade de 3.000 horas de trabalho.
 
“Com taxas de mão-de-obra até 100 libras por hora no Reino Unido e na maior parte da Europa, e não muito menos nos Estados Unidos, há cinco anos um carro comprado por 25.000 libras custaria cerca de 225.000 libras para restaurar, refere – mas só o conseguiria vender por 125.000 libras.
 
“Clark é uma zona livre de impostos, aqui posso importar carros, restaurá-los e exportá-los sem pagar impostos – apenas pago imposto sobre o lucro adquirido ao restaurá-los. A economia e as vantagens fiscais nas Filipinas permitem-me transformar projectos comercialmente inviáveis em projectos bastantes lucrativos”.
 
Byrnes explica que o negócio começou com 35 projectos de carros, mas rapidamente cresceu para 400 no periodo de dois anos. Para acompanhar a taxa de trabalho ele recrutou trabalhadores de “empresas que produziram restauros de qualidade superior”.
 
Entre os que se juntaram à BMT estão pintores, panelbeaters e muitos estagiários – ‘trainees’. “Os dois primeiros anos completamente improdutivos”, afirma. “Terminámos alguns carros, mas nada de especial.”
 
Byrnes queria que a empresa crescesse até ser capaz de produzir carros de classe mundial, e por isso não trabalhou para clientes externos durante quatro anos: em vez disso, focou-se no seu próprio stock. Só agora é que considera estar pronto para começar a assumir o trabalho. “Não para qualquer um, mas sim para os grandes coleccionadores em quem podemos confiar o julgamento final do trabalho efectuado”.
 
Entre esses clientes, recentemente comprou um raro Jaguar XK120 com volante à direita um E-type 16 (também com volante à direita). Até o final deste ano, 50% do trabalho do BMT será para clientes externos.
 
Mais informações aqui.


TAGS: Byrnes Motor Trust Jim Byrnes Restauro de Clássicos


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