Colecção do Museu do Caramulo recebe Citroën DS21 de 1973

Clássicos 19 Out 2016

Colecção do Museu do Caramulo recebe Citroën DS21 de 1973

O Museu do Caramulo recebeu mais um extraordinário automóvel para a sua colecção permanente: um Citroën DS21 Super 5 de 1973.
 
Este automóvel foi um dos mais importantes do século passado, ao lado do famoso Ford T ou do Volkswagen “Carocha”, conjugando a carroçaria aerodinâmica com a tecnologia de ponta, como nenhum outro automóvel havia feito até então, totalizando mais de 1.330.755 unidades vendidas em todo o mundo.
 
Para Tiago Patrício Gouveia, Director do Museu do Caramulo, “a inclusão deste modelo na colecção do museu é de extrema importância, não só porque reforça os seus atractivos mas também porque comprova o espírito altruísta dos coleccionadores de clássicos que assim permitem uma constante renovação da colecção permanente do Museu do Caramulo.
 
Doado ao museu por José Ramos da Costa, o automóvel já se encontra em exposição no museu, podendo agora ser visto de terça-feira a domingo, durante o horário de expediente do museu.
 
Sobre o Citroën DS21 Super 5 (1973)
 
Pronunciado “Déesse”, a palavra francesa para Deusa, o DS da Citroën é um dos automóveis mais emblemáticos da sua época.
 
Sendo a principal inovação tecnológica estreada no modelo DS, o sistema hidropneumático, concebido por André Lefèvre para o DS, utilizava a relação de pressões entre gás e óleo de modo a gerir a suspensão, direcção, transmissão e travões. Com um engenhoso sistema de transmissão semiautomático, ao condutor apenas era necessário escolher a mudança, pois o esforço da embraiagem era feito pela pressão de óleo. O amortecimento era garantido por uma esfera contendo gás e óleo separados por uma membrana de borracha, garantindo o amortecimento nos buracos e firmeza do rolamento.
 
Em 1955 a Citroën apresentou o DS21 e DS19, equipados com motores de quatro cilindros, com 2.175 c.c. (109 cavalos) e 1.985 c.c. (90 cavalos), respectivamente. No caso do DS21 o novo motor era uma evolução significativa em relação ao bloco herdado do Traction Avant, estando equipado com cambota de cinco apoios e sistema Bosch de injecção electrónica de combustível. Em 1967 o modelo recebeu a sua primeira actualização estética, passando a dispor das duplas ópticas integradas e faróis capazes de acompanhar o movimento do volante, proporcionando uma iluminação mais homogénea em curva.
 
Em 1975, 20 anos após o início da comercialização do DS, a Citroën dava por terminada a produção do modelo, com mais de um milhão de unidades vendidas.
 
Ficha Técnica
1973
França
113 CV
4 Cilindros
2.175 c.c.
3 Velocidades
1.244 Kg
135 Km/h
Chassis #4545754

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João Conceição
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João Ferreira da Conceição

Trata-se do que se retira da matrícula, de veículo proveniente de Angola, em 1975, cuja data de construção se considera ser de 71/72.
O “historial” da série DS, está imprecisa: desde logo por não fazer referência ao DS23, última versão do DS.
Por outro lado, a velocidade máxima apontada, está claramente errada.
Aconselha-se um estudo mais pormenorizado da “história” deste símbolo da Citroen.
Enfim, o automóvel em causa é merecedor de uma pintura nova, para ultrapassar as deficiências do atual.

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