Passeio de Outono junta Clubes no Centro de Portugal

Eventos 10 Out 2015

Passeio de Outono junta Clubes no Centro de Portugal

O Automóvel Clube de Tomar, o Clube de Automóveis Antigos de Castelo Branco e o Clube Automóvel Clássicos de Figueiró, escolheram Vila de Rei, no caso, o marco geodésico centro de Portugal, para se encontrarem na realização de um Passeio de veículos clássicos, a ter lugar já este Domingo, 11 de Outubro, que contempla um programa aliciante nos planos paisagístico, natural, patrimonial e gastronómico.
 
A Concentração será às 09:00 na Av. do Empresário (NERCAB), realizando-se pelas 10:45 a recepção aos participantes no Centro Geodésico de Portugal. Às 11:00 Coffee Break e Visita ao Museu da Geodesia, começando o Passeio às 12:00 -trajecto comum- por locais de elevado interesse paisagístico e patrimonial do Concelho de Vila de Rei.
 
Pelas 13:30 será tempo de almoçar na Albergaria D. Dinis – Vila de Reis, seguindo-se às 16:00 uma visita guiada ao Museu Municipal de Vila de Rei e à Antiga Cadeia, estando o regresso às localidades de origem (Tomar, Castelo Branco e Figueiró dos Vinhos) previsto para as 17:30.
 
Museu da Geodesia
 
O Museu da Geodesia, inaugurado em 2002 no âmbito de uma parceria entre o Instituto Geográfico Português (IGP) e a Câmara Municipal de Vila de Rei, veio preencher uma lacuna relacionada com o importante legado histórico e cientifico deixando por grandes nomes de cientistas portugueses que trabalharam em prol da modernização geodésica nacional.
 
O Museu funciona com um pequeno acervo de instrumentos geodésicos, propriedade do IGP, e com um
conjunto de painéis alusivos à disciplina de Geodesia. O património técnico e científico do museu, que retorna ao séc. XIX, proporciona ao visitante uma viagem no espaço e no tempo, das grandes aventuras e epopeias realizadas em território nacional, quando os engenheiros geógrafos iniciaram as suas observações enfrentando intempéries, dificuldades de transporte, ausência de energia eléctrica, entre outras.
 
O Museu de Geodesia constitui um espaço de reflexão sobre o conhecimento cientifico e cultural, reflecte um pedaço historia cientifica e tecnológica portuguesa, com o objectivo de divulgação da região e valorizadas em território Nacional. Numa época em que cada vez mais, se levantam desafio nas áreas da matemática, física, geofísica, geodinâmica e da engenharia, o Museu constitui por si só uma ferramenta pedagógica para o desenvolvimento do conhecimento.
 
Museu de Vila de Rei

 
Instalado na antiga Casa do Patronato, foi edificado numa das casas mais antigas de vila. Abriu as portas em Julho de 2001 e recria o modo de vida de uma família abastada de agricultores entre os séculos XIX e XX. Retrata igualmente de aspectos do dia-a-dia da lavoura bem como todo um conjunto actividades e profissões tradicionais, como o processo de produção do vinho, a matança do porco, os ofícios do sapateiro, do ferreiro, do apicultor, do oleiro ou mesmo do resineiro.
 
Do quarto dos pais, da rapariga e do rapaz, à sala onde a família ceava em ocasiões especiais, cada qual possui uma série de objectos da época como o oratório, o lavatório, a cama de ferro, o colchão de camisas de milho ou os brinquedos de lata e madeira. Na despensa guardam-se em potes de barro o mel, os queijos e os chouriços, e nas talhas as azeitonas e o azeite. Mais à frente, na cozinha, podem ver-se a trancela onde se faziam os queijos, a panela de ferro, as candeias de azeite e os armários com os cântaros da água.
 
Lá fora estão a barrela da roupa e o forno de cozer pão, bem como os utensílios do carpinteiro, do sapateiro, os cortiços das abelhas e os objectos utilizados no ciclo do linho e na matança do porco. Mais abaixo, para além da exibição de utensílios da lavoura, retratam-se os ofícios do oleiro, do ferreiro, do serrador e do resineiro, mostrando-se como se fabricavam as telhas de canudo. E não falta a picota para tirar a água do poço.
 
Na cave do edifício situa-se a adega, onde se fabricava vinho e aguardente e se guardavam o azeite e os cereais. Ali estão uma prensa de um lagar romano e uma talha pertencente à comenda de Vila de Rei com que se recebiam pagamentos em azeite.

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