O caminho até à F1: Heini Walter

Arquivos 06 Jul 2014

O caminho até à F1: Heini Walter

Por Pedro Branco

Heinrich “Heini” Walter nasceu na Suíça em 1927, filho de pais detentores de uma oficina e de táxis. Desde cedo o jovem Walter começou a ajudar nas tarefas familiares, fosse aprendendo as artes da mecânica auto, fosse conduzindo um dos carros de praça.
 
Como se já não bastasse esta envolvência dos motores, é o próprio pai que o incentiva a começar a competir. Para tal, compram um velho Bugatti de 2 litros com 20 anos de idade (a mesma de Heini!) e participam numa prova de montanha, onde faz logo um segundo lugar. Seguir-se-á um Bugatti 35B, um BMW 328, um Talbot e um AFM à medida que a carreira ia progredindo.
 
A partir de meados dos anos 50 a sua carreira iria conhecer um rumo mais sério. Em 1955 adquire um Merkel-Porsche, com o qual competiu na classe de 1100cc do campeonato suíço de montanha e com o qual se sagrou campeão… até verem que, sem ele o saber, aquele motor era de 1300cc, sendo-lhe retirado o título!
 
Em 1956 decide comprar um protótipo construído pelo compatriota Kurt Sauter, equipado com um motor Porsche 1500. O carro não se vai revelar competitivo, proporcionando-lhe sim um grande acidente na rampa de St. Ursanne-Les Rangiers.
 
Em 1957 Walter compra um Porsche 550, iniciando aqui uma grande ligação ao construtor de Zuffenhausen. E começa em beleza, conseguindo logo o título suíço de sport e ainda uma participação como piloto de fábrica na rampa de Tiefenkastel-Lenzerheide. No ano seguinte continua ao volante de um 550, mas o que adquiriu a Carel Godin de Beaufort (chassis #042), voltando a repetir o título suíço de sport.
 
1959 será o seu grande ano. Desta feita adquire um Porsche RSK (chassis #029), conseguindo o título alemão de sport à frente de nomes como Jo Bonnier ou Wolfgang von Trips, sagra-se vice-campeão europeu de montanha e ainda o terceiro título consecutivo de campeão de sport na Suíça!
 
Os anos seguintes não lhe trarão menos glória. Em 1960 e 61 torna-se campeão europeu de montanha com o RSK e um RS 60, fazendo algumas provas de F. Junior ao volante de chassis suíços como o Sauter e o MBM e ainda servindo de navegador num dos Sunbeam oficiais no Rali de Monte Carlo de 1960. E ainda abriu um restaurante em Aesch que seria o ponto de encontro de muitos entusiastas do automobilismo!
 
No meio desta actividade acabou também por participar numa prova do Mundial de F1, mais concretamente no GP da Alemanha de 1962, onde pilotou um Porsche 718 da Filipinetti.



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